Infosys recebe quatro rebaixamentos de classificação em um dia devido ao enfraquecimento da previsão de vendas anuais
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Infosys recebe quatro rebaixamentos de classificação em um dia devido ao enfraquecimento da previsão de vendas anuais

A Infosys Ltd. sofreu pelo menos quatro rebaixamentos de classificação por analistas em apenas um dia, após o segundo maior exportador de software da Índia ajustar sua previsão de vendas anuais, intensificando as preocupações sobre interrupções causadas pela inteligência artificial.

De acordo com dados coletados pela Bloomberg, entre os corretores que reduziram suas avaliações na segunda-feira estavam Axis Capital Ltd., Arihant Capital Markets Ltd. e IIFL Capital Services Ltd. Mais três empresas reduziram suas recomendações durante o fim de semana, levando o consenso de classificação para 3,7 de 5, o nível mais baixo desde janeiro de 2024.

Tais rebaixamentos para uma empresa líder do setor ameaçam minar a recuperação incipiente no mercado de ações de tecnologia indiana, apesar de o índice Nifty IT estar caminhando para o melhor mês desde julho. No entanto, crescem as preocupações com os altos níveis de dívida usados para financiar o desenvolvimento global de IA.

O corte na previsão de vendas anuais da Infosys indica que a ampla recuperação dos orçamentos de TI ainda não ocorreu. A empresa informou no final da sexta-feira que a receita crescerá de 1% para 2% no ano encerrado em março de 2027, em moeda constante, o que está abaixo das estimativas dos analistas, que eram de pouco mais de 2%.

A indústria de serviços de software da Índia, avaliada em mais de US$ 280 bilhões, enfrenta uma desaceleração. As empresas estão restringindo gastos em meio a crises geopolíticas, como o conflito com o Irã, o aumento dos preços da energia e a inflação elevada.

As ações da Infosys caíram 28% no ano devido às preocupações contínuas sobre sua capacidade de lidar com o impacto da IA. O preço-alvo médio de 44 analistas é de 1200 rúpias, e no início do pregão de terça-feira, as ações despencaram cerca de 3%, atingindo 1132,2 rúpias.

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A Justiça do Rio de Janeiro concedeu permissão para que o Grupo Ocean, anteriormente conhecido como Grupo A. Gaspar, do Rio Grande do Norte, assuma a propriedade do Hotel Tambaú, localizado em João Pessoa. Esta determinação encerra a controvérsia legal referente à validade do leilão, que teve início em fevereiro de 2021.

A decisão foi emitida na quinta-feira, dia 22, pelo juiz Artur Eduardo Magalhães Ferreira, atuante na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Por meio deste ato, foi determinada a emissão da carta de arrematação e do mandado de imissão na posse do imóvel.

Conforme consta na decisão, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) resolveu definitivamente a questão do leilão. Em maio de 2025, a Quarta Turma do tribunal validou, por unanimidade, o resultado do segundo leilão do hotel, no qual o grupo do Rio Grande do Norte foi declarado vencedor.

Disputa Judicial

A disputa pela posse do hotel envolve o Grupo Ocean e a Ampar Hotelaria, sediada na Paraíba. O estabelecimento foi submetido a dois leilões, e o resultado desses processos foi contestado judicialmente ao longo dos últimos anos.

O Hotel Tambaú foi arrematado em fevereiro de 2021 por um valor de R$ 40,6 milhões durante um leilão judicial. Este leilão foi realizado para quitar débitos trabalhistas da rede hoteleira que administrava o empreendimento, a qual estava vinculada à massa falida do Grupo Varig e da Rede Tropical de Hotéis.

Discussões sobre Indenizações

Na deliberação mais recente, o magistrado também especificou que quaisquer solicitações de indenização por danos decorrentes do período de ocupação do imóvel, bem como cobranças relativas a melhorias feitas no hotel, não serão avaliadas dentro do processo de falência.

O entendimento apresentado é que o procedimento falimentar visa primordialmente organizar os ativos da empresa falida e garantir o pagamento aos credores, não sendo o foro apropriado para julgar pleitos de reparação de danos. Assim, partes interessadas, como a Ampar Hotelaria ou a própria massa falida, precisarão ingressar com ações distintas na Justiça comum para debater possíveis ressarcimentos ou indenizações.

História e Arquitetura do Hotel Tambaú

Considerado um dos pontos turísticos centrais da orla de João Pessoa, o Hotel Tambaú foi inaugurado no começo da década de 1970 e representou um marco tanto arquitetônico quanto turístico para a cidade. Contudo, o hotel precisou ser leiloado para cobrir dívidas da Rede Tropical de Hotéis, que pertencia à antiga Varig.

O edifício foi erguido nas areias da praia de Tambaú na década de 1970, em uma época em que a área possuía um cenário muito diferente. Segundo a historiadora Maiara Belo, antes da década de 1950, a região era predominantemente habitada por pescadores. A chegada da Avenida Epitácio Pessoa, que conecta o Centro à praia, impulsionou uma reestruturação urbana, levando a classe mais abastada que residia na área central — berço da cidade — a se mudar para a orla.

Maiara Belo descreve o hotel como pertencente a uma escola arquitetônica modernista, refletindo o processo de urbanização nacional. Ela aponta que as características do hotel simbolizam um momento de prosperidade, austeridade e confiança do país e da região, estando em pleno desenvolvimento. O hotel foi concebido como uma hospedagem de luxo e alto padrão, tornando-se referência para figuras proeminentes brasileiras e internacionais.

Com 173 apartamentos, quase todos oferecem vista para o mar ou para os jardins internos, seu projeto arquitetônico foi idealizado por Sérgio Bernardes. O hotel fazia parte da Rede Tropical de Hotéis, que pertencia à antiga Varig. Após enfrentar dificuldades a partir de 2006, ele fechou suas portas em 2020. Nos anos de 2020 e 2021, ocorreram leilões para saldar as dívidas da rede, e o local foi arrematado em duas ocasiões, gerando questionamentos judiciais.

A cronologia da disputa revela que o Hotel Tambaú foi arrematado pelo Grupo A. Gaspar (posteriormente renomeado para Grupo Ocean) do Rio Grande do Norte em outubro de 2020, por R$ 40,02 milhões. O Grupo A. Gaspar desistiu, permitindo que o segundo licitante, o jornalista e advogado paraibano Rui Galdino, assumisse com um lance de R$ 40 milhões. No entanto, Rui Galdino alegou que seu lance real era de R$ 15 milhões e também desistiu.

Um segundo leilão foi convocado. Rui Galdino posteriormente reconsiderou e afirmou que pagaria os R$ 40 milhões do primeiro leilão. Ele efetuou o pagamento do sinal e da comissão do leiloeiro, dividindo o saldo restante em 12 parcelas, mas deixou de honrar esses pagamentos. O Grupo A. Gaspar venceu o segundo leilão com um lance de R$ 40,6 milhões em fevereiro de 2021, pagando a primeira parcela e dividindo o restante em 80 vezes. Rui Galdino foi substituído no processo por André Amaral, empresário e político paraibano, sócio da Ampar Hotelaria.

Em junho de 2022, a Ampar quitou todas as parcelas em atraso e pendentes do lance inicial de Rui Galdino, além de pagar impostos como ITBI e taxas do Patrimônio da União, formalizando sua posição como proprietária do Hotel Tambaú. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou o segundo leilão e confirmou o resultado do primeiro leilão, validando a vitória de Rui Galdino. O Grupo A. Gaspar contestou essa decisão junto ao STJ, argumentando que a Ampar não havia participado do leilão. Apesar disso, A. Gaspar continuou efetuando os pagamentos das parcelas referentes ao segundo leilão, até que o STJ decidiu a favor de A. Gaspar, concedendo à empresa subsidiária o direito de posse do hotel.

Seleção dos melhores robôs aspiradores em promoção na Amazon para facilitar a limpeza doméstica
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Manter a casa limpa tornou-se significativamente mais simples graças aos robôs aspiradores, e atualmente existem boas ofertas disponíveis na Amazon para quem busca essa conveniência. Foram reunidos três modelos notáveis, de marcas reconhecidas e equipados com funcionalidades úteis no cotidiano.

WAP Aspirador de Pó Robô ROBOT W400 3 em 1

O WAP Robot W400 é um robô multifuncional 3 em 1 que realiza aspiração, varrição e lavagem simultaneamente. Possuindo uma capacidade de 300ml, compatibilidade com assistentes de voz e uma potência de 30W, ele funciona de maneira autônoma e se ajusta bem a diversos tipos de piso, sendo ideal para quem prefere o controle por voz.

Adicionalmente, o WAP Robot W90 também combina três operações em um único dispositivo — aspirar, varrer e lavar —, contando com um reservatório de 250ml e um sistema antiqueda que impede que o robô caia de escadas ou degraus. Este modelo representa uma alternativa mais compacta e econômica da WAP, adequada para residências de médio porte ou apartamentos.

Robô Aspirador de Pó Inteligente S40C Xiaomi (XM865BRA)

A Xiaomi integrou-se fortemente neste setor com o modelo S40C, um robô aspirador inteligente que oferece navegação avançada, mapeamento do ambiente e integração com o ecossistema conectado da própria marca. Apresentando um design elegante na cor branca, ele une alta performance de limpeza a um controle prático através de um aplicativo.

É importante notar que o estoque dessas promoções na Amazon tende a ser variável, recomendando verificar cada opção imediatamente para evitar que os produtos se esgotem ou que as condições comerciais sejam alteradas. Os leitores são incentivados a clicar nos links fornecidos para identificar qual modelo se adequa melhor à sua rotina.

Cálculo do custo de importação de um carro antigo dos EUA para o Brasil: experiência e despesas
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Cálculo do custo de importação de um carro antigo dos EUA para o Brasil: experiência e despesas

Todo ano, no início do ano, é publicado uma lista de carros que completaram trinta anos e se tornam elegíveis para importação. Embora descobrir que um modelo específico pode agora ser trazido para o Brasil cause entusiasmo, esse sentimento rapidamente dá lugar à decepção ao calcular aproximadamente o custo final desse carro no Brasil. Por exemplo, um carro anunciado por US$ 10.000 pode custar R$ 50.000 antes mesmo de você começar a pensar na sua entrega.

A taxa de câmbio reflete nossa história econômica: décadas de inflação, crises, instabilidade e desconfiança na moeda brasileira são evidentes até mesmo na compra de um carro com 30 anos. A isso se soma nosso caos tributário, que cobra altos impostos até mesmo sobre mercadorias usadas importadas para uso pessoal ou coleção, como se fossem concorrentes diretos da produção mais recente da indústria nacional.

No entanto, este é apenas o primeiro obstáculo. Um cálculo rápido, somando o preço do carro, o frete e os impostos, permite estimar o custo de trazer este clássico americano para o Brasil. O problema é que esse cálculo não considera tudo. Existem outras despesas, requisitos e procedimentos que surgem durante o processo, mas que não estão incluídos nas regras alfandegárias.

Para descobrir o que existe entre o anúncio de um carro americano e sua chegada, legalizado e registrado em uma garagem brasileira, conversamos com Mario Zerbetto, que importou um Corvette C4 junto com seu amigo Pedro, que trouxe um Dodge Ram 2500. Eles dividiram um contêiner para reduzir custos e enfrentaram seis meses de burocracia, viagens pelos Estados Unidos e algumas circunstâncias imprevistas antes de conseguirem colocar ambos os carros na garagem. Mario conta sobre sua experiência e, principalmente, sobre quanto custa tal importação, usando uma simulação para dividir os custos sem revelar preços particulares dos veículos.

Durante uma conversa informal, típica de entusiastas que gostam de complicar a vida e não abrem mão de uma boa aventura, surgiu um plano: 'Vamos expandir o raio de busca de lasanha. Vamos importar!' Essa grande ideia, que todo entusiasta já pensou, decidimos realizar. E fizemos isso em dobro!

Meu parceiro neste empreendimento foi meu amigo Pedro, que mora na Carolina do Sul. Eu tenho formação em comércio exterior e trabalhei nessa área por muitos anos (embora não no segmento automotivo), enquanto ele já tinha experiência em enviar carros brasileiros para os EUA e estava 'na fonte', tendo a oportunidade de visitar e avaliar nossos alvos. Foi uma parceria promissora: dois entusiastas motivados, dois carros ainda não escolhidos e um contêiner de 40 pés para uso compartilhado, o que permitiu diluir os custos logísticos. Nós começamos!

A Busca: Quando os Carros Escolhem Você

A principal questão inicial para alguém com gosto automotivo amplo e eclético é: qual modelo comprar? Na verdade, mesmo no mercado interno, eu acredito que não sou eu quem escolhe os carros — são eles que me escolhem. Segui essa filosofia, com mente aberta e várias opções na lista de buscas, procurando oportunidades por dias e trocando opiniões com Pedro sobre os candidatos.

Ele decidiu primeiro, e de forma bastante impressionante: uma verdadeira picape americana, Dodge Ram 2500 de 1996 com cabine estendida, equipada com o famoso motor Cummins 6BT — um lendário motor turbo diesel de seis cilindros — e tração 4x4 potente. Foi uma escolha digna que elevou o nível para que eu encontrasse algo igualmente incrível.

Continuamos a busca até que ele deu um resultado. Encontramos um verdadeiro muscle car americano, um clássico da geração com o óbvio V8 do 'Uncle Sam': Chevrolet Corvette C4. Mas não era apenas um exemplar. Embora mais de 300 mil 'Vettes' desta geração tenham sido produzidos, encontramos uma raridade: um modelo de 1993 da série comemorativa de 40 anos (40th Anniversary).

Além da combinação icônica monocromática da carroceria e do interior na cor Ruby Red, característica desta versão, o carro era um conversível com teto de tecido e possuía um raro teto rígido. Como um toque especial, ele tinha um terceiro pedal para controlar a desejada caixa de câmbio manual ZF de seis velocidades, acoplada ao motor V8 LT1! O preço era atraente, e o carro ficava a uma distância razoável de 150 milhas da casa de Pedro, que o inspecionou rapidamente e tomou a decisão. O Vette era nosso. Lembra que mais de 300 mil unidades foram produzidas? Nesta configuração específica do nosso exemplar, o número é de cerca de 500 unidades, e isso sem contar o teto rígido opcional, que torna o carro ainda mais exclusivo.

Burocracia Antes da Diversão

Após concluir a primeira parte da missão, passamos para os procedimentos burocráticos. O processo começa com a coleta de toda a documentação, fotos e dados necessários para solicitar a Licença de Importação (LI) como veículo de coleção. Para isso, o carro deve ter mais de 30 anos, e é necessária a certificação do veículo e do importador pelo clube de carros antigos associado à Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA). Nesta fase também participa o registro da pessoa física no sistema da Receita Federal e a emissão do Certificado de Conformidade ao Código de Trânsito (CAT) pelo Departamento Nacional de Trânsito (Senatran).

Este processo documental levou cerca de 45 dias antes de recebermos a permissão para o transporte da carga para o porto — no nosso caso, Fort Lauderdale, Flórida, a cerca de 800 milhas da casa de Pedro, onde os carros esperavam. Inicialmente, logisticamente, ambos os veículos deveriam ser entregues por um transportador em um armazém em Miami, onde seriam preparados e colocados em um contêiner. No entanto, no caminho, tivemos outra 'ótima' ideia!

Por que pagar pelo transporte se podemos fazer uma viagem de carro? Já que íamos gastar com um transportador, por que não usar esse dinheiro para levar os carros em uma viagem de carro até Miami? Eu não perderia tal oportunidade. Comprei uma passagem promocional de última hora e viajei para os EUA, com escala em Miami e voo final em Charlotte, onde Pedro me esperava, já de férias e pronto para viajar. No primeiro dia, passamos pela região dele, visitamos um museu na fábrica da BMW em Spartanburg e preparamos os carros. Como o Ram estava equipado com pneus off-road grandes e tinha um pequeno problema com a ativação do overdrive da transmissão, decidimos ser cautelosos e o enviamos por transportadora. Continuamos a rota no Corvette, que já havia completado com sucesso a viagem de compra.

No dia seguinte, partimos e decidimos estender a rota em 200 milhas para visitar a sede da conhecida FuelTech em Ball Ground, Geórgia, na esperança de cumprimentar o CEO e grande entusiasta de carros clássicos, Dick Anderson. Conseguimos: através de um amigo em comum que estabeleceu contato, fomos muito bem recebidos para conversar e fazer um tour pelos projetos da empresa. De lá, deixamos os arredores de Atlanta e seguimos para a Flórida, atravessando toda a Geórgia no primeiro dia para chegar à costa, em St. Augustine histórico. Um passeio, algumas cervejas merecidas e descanso.

Na manhã seguinte, desviamos das rodovias e escolhemos a clássica US Route 1, aproveitando a estrada costeira até a parada obrigatória: Daytona Beach. Dois amantes de carros em uma viagem de carro não poderiam perder o berço da NASCAR, certo? Assim que estacionamos o Corvette na entrada do museu, um segurança se aproximou, elogiou o carro e imediatamente notou quão raro era aquele teto rígido. Quando contamos sobre nossa missão de levá-lo ao Brasil, ele ficou impressionado e nos parabenizou. Não pudemos visitar a pista porque uma megaestrutura para um festival de rock que começaria no dia seguinte estava sendo construída. Voltando à estrada, mudamos o plano, decidindo não fazer mais uma parada e seguir direto pela rodovia até Miami, ganhando um dia extra na cidade antes de entregar o carro.

O Suco do Dinossauro na Collins Avenue

Chegamos tarde da noite, fizemos check-in no hotel, deixamos as mochilas, tomamos banho e saímos jantar. Após cruzar a famosa Ocean Drive, seguimos pela rua paralela Collins Avenue, procurando um lugar para estacionar. De repente, bem durante a manobra, o V8 começou a falhar. Pedro estava dirigindo: quando acelerava, o carro morria, até apagar completamente. Ele olhou para mim e disse: 'Acabou a gasolina!' O tráfego pesado em que caímos, combinado com a sede do oito cilindros LT1 na cidade, brincou conosco. Mas entusiastas de carros clássicos não se incomodam: abrimos o Google, encontramos um posto de gasolina a 10 minutos de caminhada, compramos um galão, voltamos e abastecemos o 'suco do dinossauro' no tanque. O motor voltou a funcionar perfeitamente na primeira partida, e nós voltamos ao jogo!

No dia seguinte, dirigimos por Miami mais algumas vezes, deixamos Pedro no aeroporto de Fort Lauderdale, entregamos o Corvette no depósito de logística e chamamos um Uber para ir ao nosso voo. A primeira metade da missão foi concluída.

O Perigoso Canal Vermelho e o Teste Final de Paciência

A partir desse momento, começou a operação marítima: preparação dos carros, carregamento no contêiner e embarque no navio de carga. Duas semanas depois, o casal chegou ao porto de Santos, iniciando o desembaraço aduaneiro. É neste estágio que ocorre a parametrização da Receita Federal, que determina o nível de controle da carga. No nosso caso, caímos no temido Canal Vermelho, exigindo análise documental minuciosa e inspeção física detalhada dos veículos. É um processo tenso e mais longo, mas como tudo estava estritamente de acordo com a lei, a carga foi aprovada e liberada quatro semanas após a chegada ao porto.

Quando os carros finalmente estavam em nossas mãos, restava o último — e mais exaustivo — passo burocrático, que muitos esquecem de mencionar: envio da documentação ao Senatran em Brasília para registro preliminar na Base Nacional de Dados (BIN). No nosso caso, esta etapa levou longos dois meses. Somente após esse registro o declarante pôde solicitar o registro no Detran local, e só então isso aconteceu rapidamente, seguindo os mesmos procedimentos de um carro novo.

Grande Final: 700 km até a Ilha dos Milagres

Para encerrar a jornada em grande estilo, faltava um detalhe. O Ram já estava em casa, enviado por transportadora diretamente para Florianópolis, mas o Corvette esperava em São Paulo pela emissão das placas. Já que levamos o carro até o porto nos EUA, era justo levá-lo para casa no Brasil! Tanque cheio, placas instaladas e 700 quilômetros de asfalto pela frente até Floripa. Viagem perfeita e missão cumprida: seis meses após o início do projeto, tínhamos ambos os carros clássicos americanos devidamente nacionalizados, documentados e sendo exibidos na Ilha dos Milagres!

E agora vamos calcular: quanto custou? Após a conclusão de todo o processo de importação e nacionalização, chegamos ao momento mais curioso: quanto isso custou? Vale a pena? Na minha opinião, vale — e muito! Mas antes de revelar os números, vale adicionar uma observação importante: as pessoas sempre perguntam sobre o 'aumento percentual' sobre o custo do carro, que exige o processo. Na prática, este cálculo é variável, pois existem muitas taxas operacionais fixas ao longo de todo o processo. Ou seja, quanto maior for o valor do carro comprado lá, menor será o impacto percentual desses custos no custo final. E dividir o contêiner entre dois carros ajuda a diluir a maior parte desses custos.

Para simplificar a explicação, faremos uma simulação prática, supondo um clássico comprado por US$ 10.000, transportado em um contêiner compartilhado com outro veículo. Os seguintes valores são ilustrativos e não correspondem necessariamente aos custos particulares em nossa história:

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