A segurança digital deve ser adaptável às circunstâncias específicas de cada acesso. Entrar em uma conta utilizando um celular de uso diário difere significativamente de executar uma transação delicada a partir de um dispositivo nunca antes visto.
Por essa razão, as corporações precisam encontrar um equilíbrio entre a verificação da identidade e a manutenção de uma experiência digital fluida, evitando que cada interação se torne uma série de obstáculos.
Além de determinar quem está realizando o acesso, é possível analisar dados relacionados ao equipamento, ao padrão de comportamento e ao ambiente da operação. A inteligência de dispositivo, por exemplo, auxilia na identificação das características do aparelho, seu histórico de utilização e quaisquer indicadores que possam sugerir condutas suspeitas.
Ao cruzar esses dados com informações biométricas e de identidade, torna-se possível fazer uma avaliação mais completa da situação, sem que um único sinal seja suficiente para definir, isoladamente, se a interação é fraudulenta.
Uma alteração significativa no contexto pode justificar a inclusão de uma fase extra de autenticação. Exemplos disso incluem a troca de aparelho, a manifestação de um comportamento distinto do usual ou a execução de uma operação de maior sensibilidade.
O princípio adotado é aplicar controles mais rigorosos somente quando o risco assim o exigir, em vez de impor o mesmo procedimento em todas as interações realizadas.
