Projeto lança campanha em Santarém para alertar motoristas sobre os riscos do uso do celular ao dirigir
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Projeto lança campanha em Santarém para alertar motoristas sobre os riscos do uso do celular ao dirigir

Uma campanha de educação no trânsito foi iniciada nesta terça-feira, dia 27, em Santarém, localizada no oeste do Pará. O foco da iniciativa é o uso do telefone celular enquanto se dirige, sob o lema «Celular no volante, perigo constante». Este projeto, promovido pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), visa aumentar a consciência dos motoristas acerca dos perigos causados pela distração ao conduzir e, consequentemente, diminuir os acidentes de trânsito.

A cerimônia de lançamento ocorreu às 8h no Centro Municipal de Informações e Educação Ambiental (Ciam), situado no Centro. Durante o evento, foi realizada uma palestra focada na prevenção de acidentes de trânsito, contando com a participação de alunos da Escola Frei Ambrósio, além de representantes de órgãos de trânsito e do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat).

Conforme informado pela coordenação da SMT, as atividades serão intensificadas até o final do ano e cobrirão dois tópicos principais: o uso do celular ao volante e a combinação de álcool com a direção veicular. A programação inclui a realização de blitzes educativas e a promoção de atividades em estabelecimentos tanto públicos quanto privados. A secretaria também promoveu um encontro com representantes de transportadoras de carga e passageiros que utilizam aplicativos para disseminar as orientações.

Um segundo de distração pode ser fatal

João Betcel, educador de trânsito da SMT, relatou um crescimento nos registros de infrações envolvendo motoristas que utilizam ou conversam pelo celular durante a condução, e a secretaria também tem notado mais acidentes ligados a esse comportamento.

Durante a campanha, Thiago Oliveira, representante da SMT, enfatizou que apenas ler uma mensagem pode desviar a atenção do condutor, comprometendo assim a segurança viária. Ele alertou: «Uma mensagem não vale uma vida». Além disso, a proposta será estendida a escolas municipais e particulares para orientar os jovens antes que obtenham sua primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também integrou a atividade, reforçando os riscos inerentes à direção com o telefone celular. Um representante da instituição esclareceu que tal infração é classificada como gravíssima e implica a adição de sete pontos na CNH. Amóis Barbalho, chefe de fiscalização da PRF, detalhou que, mesmo em curtos períodos de desatenção, o veículo pode percorrer uma distância significativa, elevando o perigo para o motorista, os ocupantes e outros usuários da via.

Educação desde a escola

O objetivo da campanha junto aos estudantes é fomentar hábitos seguros antes do início de sua jornada como condutores. Jaqueline, uma aluna presente na palestra, citou duas recomendações recebidas: abster-se de usar o celular ao volante e não dirigir após ingerir bebidas alcoólicas. Ela declarou que essas diretrizes são cruciais «para preservar vidas e proteger a sociedade».

A professora Luzineide Aguiar, que acompanhou o cronograma, sublinhou a relevância de debater segurança no trânsito com os jovens. Ela acrescentou que os estudantes têm a capacidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos com seus familiares e com a comunidade em geral. A campanha reitera que a direção e o uso do celular demandam um nível de atenção incompatível com qualquer tipo de distração, sendo fundamental manter o foco na pista e evitar manusear o dispositivo enquanto o veículo está em movimento.

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O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de nove medicamentos de alta tecnologia destinados ao tratamento de câncer na rede pública brasileira. Esta iniciativa faz parte de um plano governamental focado em expandir o acesso a terapias oncológicas no país.

Os fármacos abrangem 13 indicações clínicas, cobrindo tratamentos para cânceres de alta incidência, como os de mama, próstata e pulmão, além de linfomas. Inicialmente, espera-se beneficiar mais de 116 mil pacientes em 20 unidades de saúde localizadas em 17 estados, com a meta de cobrir toda a rede pública até o final do ano.

Maria Ignez Braghiroli, oncologista especializada em tumores do trato digestivo da Oncologia D’Or e membro do Grupo de Tumores Gastrointestinais do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), detalhou o impacto da inclusão desses novos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), suas aplicações e os cuidados necessários durante o tratamento.

Entre os medicamentos introduzidos estão o abemaciclibe, usado no tratamento de câncer de mama, e o pazopanibe, indicado para estágios avançados de câncer renal. Essas terapias oferecem mais opções de tratamento, mas demandam monitoramento médico rigoroso e cuidados específicos.

Segundo Maria Ignez, o abemaciclibe atua inibindo proteínas que estimulam a proliferação celular tumoral. Ele é empregado em um tipo de câncer de mama que possui receptor de hormônio positivo. O tratamento frequentemente é combinado com terapia hormonal e, por ser oral, permite que o paciente o administre em casa, seguindo horários e doses prescritas, geralmente duas vezes ao dia.

A oncologista alertou que o efeito colateral mais comum é a diarreia, especialmente nas primeiras semanas, exigindo acompanhamento constante. Além disso, ele pode causar fadiga e náuseas em alguns indivíduos.

Quanto ao pazopanibe, Maria Ignez esclareceu que ele interfere nos processos que promovem o crescimento tumoral e a formação de vasos sanguíneos que nutrem as células cancerígenas. Trata-se de uma terapia-alvo anti-angiogênica, liberada pelo SUS para câncer de células renais, pois bloqueia sinais que impulsionam o crescimento e a vascularização tumoral, restringindo o suprimento de nutrientes.

O uso do pazopanibe exige vigilância contínua, sobretudo devido a possíveis mudanças na pressão arterial e na função hepática. A hipertensão pode surgir mesmo em pacientes sem histórico prévio, e alterações no fígado devem ser verificadas por exames de sangue periódicos. A médica acrescentou que, apesar do risco aumentado de sangramento, a tolerância geral do medicamento é razoável quando comparada às quimioterapias tradicionais.

Outra novidade é a inclusão do trastuzumabe, já usado em certos tumores mamários, para tratar casos específicos de câncer de estômago e da junção esofagogástrica. Essa indicação está ligada à presença da proteína HER2, cuja amplificação ocorre em uma porcentagem dos tumores gástricos.

Braghiroli explicou que a eficácia do trastuzumabe neste novo contexto foi investigada em estudos há mais de dez anos. Inicialmente, o medicamento era usado em tumores de mama com amplificação de HER2, e um estudo de 2010 demonstrou seu benefício no tratamento de tumores gástricos com essa característica molecular. Desde então, ele passou a ser aprovado em conjunto com quimioterapia para tumores específicos.

A pesquisa continua avançando, com estudos recentes, como o de 2023, mostrando o benefício da associação de imunoterapia a essa combinação. A médica ressaltou que, para o SUS, é um avanço significativo, visto que essa medicação possui eficácia comprovada há algum tempo.

A lista disponibilizada pelo Ministério da Saúde inclui tratamentos para diversos tipos de câncer, cujas indicações dependem das características e do estágio da doença. A abiraterona, por exemplo, atua no estímulo hormonal, um mecanismo chave na progressão do câncer de próstata. Ao reduzir a produção de testosterona, ela auxilia no controle da doença, mesmo em áreas onde tratamentos hormonais convencionais não foram totalmente eficazes.

Segundo a especialista, a abiraterona é utilizada quando os métodos de bloqueio hormonal padrão falham, sendo um tratamento bem consolidado na prática clínica. No entanto, nem todos os tratamentos são universais; a indicação de alguns depende da detecção de alterações genéticas ou proteicas específicas nas células tumorais, tornando os exames laboratoriais cruciais para a decisão terapêutica.

O gefitinibe, usado contra certos tumores pulmonares, é um exemplo disso. Embora seja um tratamento estabelecido, ele só é indicado se o tumor apresentar uma mutação no gene EGFR, conferindo sensibilidade à terapia. Essa alteração é confirmada por um teste molecular realizado em amostra tumoral coletada durante o diagnóstico.

Adicionalmente à oferta de medicamentos, o Ministério da Saúde começou a distribuir 400 mil testes imunoquímicos fecais para estados e capitais brasileiras. Esta ação visa intensificar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer intestinal, sendo direcionada a homens e mulheres entre 50 e 75 anos.

O teste detecta vestígios de sangue nas fezes, mesmo invisíveis a olho nu, podendo indicar pólipos ou tumores existentes. A identificação precoce possibilita o encaminhamento para exames complementares, como a colonoscopia, que permite visualizar o intestino e remover pólipos. Diversas sociedades médicas recomendam esse rastreamento preventivo.

O teste imunoquímico fecal serve como primeira fase dessa investigação: um resultado positivo direciona o indivíduo para a colonoscopia para determinar a origem do sangramento e avaliar lesões. Outras melhorias na rede pública incluem a implementação do rastreamento do câncer de colo do útero com testes de DNA e o custeio federal de cirurgias oncológicas videotorácicas, que permitem recuperação mais rápida.

Apesar da expansão dessas iniciativas, o principal desafio do SUS permanece sendo garantir que a disponibilidade de medicamentos, exames e procedimentos se converta em atendimento efetivo, assegurando o acompanhamento completo do paciente durante todo o processo de tratamento.

Duas opções de smartwatch em promoção para monitoramento de saúde e estilo
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Para quem considera comprar um smartwatch, este é um momento oportuno, pois foram selecionadas duas boas alternativas em oferta na Amazon, atendendo a diferentes perfis e necessidades.

O Samsung Galaxy Fit3 apresenta uma tela AMOLED de 1,6 polegadas, proporcionando uma visualização ampla e clara para acompanhar notificações, atividades físicas e indicadores de saúde diretamente no pulso. Este modelo na cor grafite possui um design sofisticado e inclui funcionalidades como acompanhamento da frequência cardíaca, saturação de oxigênio no sangue e controle do sono. Além disso, ele é resistente à água e conta com uma bateria de longa duração, sendo uma opção prática para o cotidiano.

Já o Redmi Watch 6 Active, fabricado pela Xiaomi, oferece uma solução acessível e funcional, perfeita para quem deseja iniciar-se no universo dos smartwatches mantendo recursos importantes. Na tonalidade Sunset Laranja, ele chama a atenção pelo seu visual vibrante e fornece monitoramento constante de saúde, abrangendo frequência cardíaca e SpO2, além de suportar diversos modos esportivos e receber notificações do celular. Sua bateria robusta assegura vários dias de uso sem a necessidade frequente de recarga.

Devido ao risco de esgotamento rápido dos estoques promocionais, recomenda-se verificar as condições atuais na Amazon através dos botões indicados e garantir o smartwatch antes que a oferta termine.

Detento com problemas cardíacos morre em prisão na Venezuela; observatório denuncia falhas na assistência médica
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Detento com problemas cardíacos morre em prisão na Venezuela; observatório denuncia falhas na assistência médica

O Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) denunciou o falecimento de mais um detento que sofria de doenças cardíacas no Centro de Detenção Judicial da Região Insular, localizado no estado de Nueva Esparta, a nordeste do país. César Ramón Aguilera Villahermosa morreu em 23 de outubro enquanto estava detido.

O OVP divulgou um comunicado nas redes sociais, afirmando que a morte reacende o debate sobre as condições de cuidado médico nas prisões venezuelanas e a obrigação do sistema de garantir a saúde daqueles sob custódia. A denúncia surge após o OVP ter alertado que, entre abril e setembro de 2026, mais de 60 presos vieram a falecer sob custódia estatal.

De acordo com o OVP, a maior parte desses óbitos esteve ligada à desnutrição grave, complicações de enfermidades e ausência de atendimento especializado adequado. Especificamente sobre Aguilera Villahermosa, o OVP relatou que ele faleceu devido a «choque cardiogénico, miocardiopatia dilatada, arteriosclerose severa e hipertensão arterial», exigindo que as autoridades esclareçam se houve diagnóstico prévio, qual tratamento ele recebia e se teve acesso a cuidados médicos especializados e pontuais.

Humberto Prado, diretor do OVP, solicitou uma apuração imediata, minuciosa e isenta para determinar as circunstâncias da morte de Aguilera Villahermosa. Ele demandou saber sobre os históricos médicos do detento, os tratamentos fornecidos e as ações tomadas pelas autoridades penitenciárias frente às suas patologias. O comunicado enfatiza que indivíduos privados de liberdade dependem do Estado para obter medicamentos, avaliações médicas e transferências hospitalares, e que, em casos de morte sob custódia, as autoridades devem prestar contas sobre o suporte recebido, e não apenas informar a causa do falecimento.

Adicionalmente, o OVP denunciou que o presídio de Margarita foi palco de um dos episódios mais notórios do «pranato», que é o sistema de controle exercido pelo crime organizado e máfias nas prisões locais. Este local esteve sob domínio de Teófilo Rodríguez Cazorla, conhecido como 'El Conejo', que detinha grande poder, incluindo a operação de piscina e discoteca. Após o assassinato dele em 24 de janeiro de 2016, os detentos responderam com disparos de dentro da prisão, expondo o controle armado existente no estabelecimento.

Em resposta a esses eventos, o OVP mencionou que houve uma intervenção e desocupação da prisão em fevereiro de 2016, resultando na transferência de mais de mil detentos para outras unidades, enquanto as autoridades anunciavam obras de reforma e reestruturação. A organização não governamental também registrou em 2024 que pelo menos 125 pessoas continuavam presas naquele centro, mesmo sem comunicação pública sobre seu recondicionamento ou reinauguração formal.

O OVP acrescenta que recebeu relatos de que alguns detentos pagavam para permanecer no local, enquanto outros ficavam em prisões superlotadas, tanto em delegacias policiais da ilha quanto em outros estados do país. Dez anos após a desocupação, o funcionamento do presídio segue levantando dúvidas sobre a situação da população carcerária, as condições de detenção e os mecanismos de fiscalização. Humberto Prado reforça o pedido para que as investigações cubram todas as violações de direitos humanos na Venezuela, especialmente aquelas relacionadas à vida, como mortes por falta de assistência médica e atos de violência interna, exigindo a identificação dos responsáveis. Por fim, ele instou as autoridades locais a detalhar as condições atuais da prisão de Margarita, o número de detentos e os serviços de saúde disponíveis no local.

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