Espécie recorde de sapo descoberta no Pico da Caledônia
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Espécie recorde de sapo descoberta no Pico da Caledônia

Em Nova Friburgo, na Região Serrana do estado do Rio, foi feito um registro raro: o sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephippium) foi descoberto no Pico da Caledônia. Esta espécie é conhecida pelo seu tamanho minúsculo e coloração vibrante, sendo um dos representantes mais curiosos da fauna da Mata Atlântica, estando ameaçada de extinção.

O tamanho do animal varia de doze milímetros a um centímetro, tornando-o menor que uma moeda de 1 real e permitindo que seja considerado o menor anfíbio terrestre do mundo. Apesar do seu tamanho minúsculo, o pingo-de-ouro desempenha um papel importante na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas.

De acordo com dados do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), esta espécie serve como indicador da qualidade ambiental, visto que sua presença está geralmente associada a áreas bem preservadas. Esta espécie é nativa da Mata Atlântica e habita regiões acima de 600 metros de altitude.

A descoberta ocorreu no Pico da Caledônia, em Nova Friburgo, um dos pontos mais altos do estado do Rio de Janeiro, que atinge uma altitude de 2257 metros. O registro foi realizado pelo projeto Aventura Animal no Pico da Caledônia.

Os pesquisadores destacam que esta descoberta sublinha a importância crítica da conservação das zonas naturais para garantir a sobrevivência de espécies raras, como o pingo-de-ouro, que são particularmente sensíveis às mudanças ambientais.

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Um filhote de capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental (PMAmb) depois de ser encontrado por residentes na cidade de Registro, localizada no interior de São Paulo. Conforme informações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o animal havia sido vítima de um ataque perpetrado por um grupo de cães. Embora tenha sido levado para reabilitação, o filhote não resistiu e faleceu.

O resgate aconteceu na manhã de domingo, dia 25, na Rua Yuki Sakura, no bairro Jardim das Palmeiras. A corporação foi acionada após moradores entrarem em contato com as autoridades. Ao chegarem ao local, os policiais conseguiram conter o filhote usando equipamentos adequados para reduzir o estresse e prevenir lesões.

Após ser resgatado, o filhote foi transportado para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Registro, situado na Estrada do Bairro Jurumirim. A Semil informou que o filhote, cuja idade era estimada em três semanas, foi encaminhado ao Cetras após ser encontrado por um cidadão devido ao ataque canino.

No momento da admissão, o animal apresentava sinais de prostração acentuada, desconforto abdominal e dificuldades respiratórias. A Semil declarou em nota que a equipe iniciou imediatamente medidas de suporte intensivo, incluindo a administração de medicamentos e monitoramento constante. Contudo, apesar dos cuidados prestados, o estado clínico piorou, resultando na morte do filhote.

Adicionalmente, o exame necroscópico revelou edema pulmonar grave, o que é consistente com insuficiência respiratória aguda. Levando em conta o histórico do caso e os achados clínicos e patológicos, a avaliação sugere que o óbito pode ter sido causado pelo forte estresse fisiológico ligado ao ataque e à subsequente tentativa de fuga, culminando em comprometimento respiratório progressivo.

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Prefeitura de Barra do Piraí formalizaram um termo de acordo visando coletar dados e estudos essenciais para a recuperação ambiental do antigo aterro sanitário da Mansão Celestial. Este pacto estipula um prazo de 120 dias para que sejam definidas as ações a serem implementadas no local, que acumulou resíduos sólidos de maneira irregular ao longo de várias décadas.

A área em questão está localizada em uma zona de mananciais da bacia do Rio Paraíba do Sul e tem sido objeto de uma ação civil pública movida pelo MPRJ desde 1990. Em 1998, o município assumiu o compromisso de reabilitar o terreno através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi validado pela Justiça, embora essas responsabilidades ainda não tenham sido totalmente cumpridas.

Conforme o novo acordo, assinado na quarta-feira (21), a prefeitura deve acompanhar a investigação ambiental realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e submeter um relatório em até 60 dias, detalhando as intervenções já efetuadas e o estado atual da região.

Adicionalmente, até o 105º dia, o município precisa entregar um relatório final que contemple as demandas do órgão ambiental, as medidas tomadas, o planejamento das fases subsequentes e as opções de financiamento para a recuperação. O MPRJ fará o monitoramento do plano de trabalho por meio de encontros regulares, preferencialmente mensais.

Para possibilitar a condução dos estudos, o Ministério Público solicitou à 2ª Vara de Barra do Piraí a suspensão da ação judicial por 120 dias. Ao término deste período, os resultados obtidos poderão fundamentar uma revisão dos termos do acordo de 1998, o que exigirá um novo documento homologado pelo Poder Judiciário. Caso não haja acordo entre as partes, o processo será reiniciado, podendo incluir a cobrança das multas devidas pelo descumprimento do acordo anterior.

É importante notar que este novo termo não anula o TAC de 1998, nem modifica as obrigações e penalidades previamente estabelecidas. A prefeitura mantém sua responsabilidade imediata em implementar as medidas necessárias para prevenir e lidar com os riscos ambientais na área. Em nota, a administração municipal classificou o acordo como um «passo histórico».

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