Bebê de 40 dias com cardiopatia aguarda transferência aérea para cirurgia fora do Acre
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Bebê de 40 dias com cardiopatia aguarda transferência aérea para cirurgia fora do Acre

A família do bebê Arthur Morais Oliveira, de 40 dias, está mobilizando uma campanha de arrecadação de fundos para cobrir os custos de sua transferência aérea e cirurgia cardíaca em outro estado, visto que ele necessita de tratamento especializado fora do Acre.

Arthur Morais Oliveira, que possui cardiopatia, encontra-se internado há quase uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Maternidade Bárbara Heliodora, localizada em Rio Branco. Ele aguarda ser transferido para um hospital em outra unidade federativa para realizar a operação no coração.

Arthur e seu irmão gêmeo nasceram juntos no dia 17 de setembro. Enquanto o outro bebê apresenta boa saúde, Arthur manifestou problemas de saúde logo nos primeiros dias de vida. Antônio Ison de Oliveira, pai de Arthur e com 39 anos, informou ao g1 que o filho depende de suporte de oxigênio e precisa ser transportado em uma UTI aérea, pois não é viável viajar em voo comercial. A família está aguardando a confirmação de data, horário e destino dessa transferência.

Ao contatar a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) para obter detalhes sobre a transferência, foi comunicado que, por se tratar de um menor, as informações são compartilhadas exclusivamente com a família.

Segundo Antônio, a família notou diferenças em Arthur após ele chegar em casa. Ele observou que o irmão gêmeo apresentava um desenvolvimento mais acelerado e não possuía os mesmos problemas de saúde. Inicialmente, Arthur chorava de maneira incomum, ficava roxo subitamente, e seu corpo não apresentava desenvolvimento adequado.

No dia 21, com um mês e três dias de vida, Arthur sofreu uma deterioração súbita do quadro clínico. Antônio relatou que a esposa o levou ao pronto-socorro, onde ele foi intubado e colocado em incubadora. Após este evento, o bebê permaneceu no ambiente hospitalar, momento em que o diagnóstico de cardiopatia — uma malformação no coração — foi confirmado.

O pai mencionou que Arthur necessita urgentemente de uma cirurgia fora do estado, indicando que o local provável seria São Paulo. A principal apreensão da família reside em assegurar o transporte seguro de Arthur até o local do procedimento.

Antônio expressou grande otimismo, afirmando que existe cura e que o médico garantiu uma chance de 100% de resolução do problema após a cirurgia, o que sustenta a esperança da família.

A família está organizando a documentação necessária junto ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), mas enfrenta um impasse logístico, pois ambos os gêmeos ainda são amamentados, dificultando a decisão sobre quem acompanhará a transferência.

A equipe médica alertou que Arthur poderia permanecer no Acre por um período máximo de duas a três semanas. Antônio descreveu o estado de incerteza da família, vivendo com receio de que a criança não suporte mais o quadro ou passe mal, dada a necessidade contínua de oxigênio.

Desafios financeiros

Além das questões médicas, Antônio revelou ter precisado abandonar seu emprego para dedicar-se à burocracia e aos preparativos da transferência. Sua esposa não trabalha para cuidar dos filhos, incluindo Arthur e seu irmão gêmeo, além de outras duas crianças. Assim, Antônio Ison de Oliveira Freire, de 39 anos, e sua esposa, Gigliane Morais do Nascimento, estão buscando apoio financeiro para cobrir os gastos da viagem, que ainda não tem data definida.

Os recursos arrecadados também devem auxiliar os parentes que permanecerão no Acre com os filhos do casal. Antônio justificou a necessidade de ajuda, explicando que teve que deixar seu trabalho e abrir mão de direitos para poder lidar com a documentação complexa.

A família continua aguardando orientações do TFD sobre como organizar a situação, especialmente considerando a amamentação dos gêmeos. Enquanto aguarda a definição da viagem, Antônio mantém a fé de que Arthur conseguirá passar pela cirurgia e se recuperar, desejando apenas o necessário para manter o filho vivo e saudável.

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A mãe de uma bebê de nove meses, Olivia, relatou que a saturação de oxigênio da criança, que possui uma doença congênita no coração, apresentou níveis mais baixos enquanto aguardava o pouso no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, São Paulo.

O desembarque do avião aeromédico foi postergado na madrugada desta sexta-feira (23) devido a um roubo de cabos que desativou o balizamento, ou seja, a sinalização luminosa essencial para guiar os pilotos durante a noite.

Vânia de Santana Beche, mãe de Olivia, declarou que, até a tarde da mesma sexta-feira, não havia recebido informações sobre quaisquer consequências do atraso para a saúde da menina. A bebê havia viajado de Porto Velho, Rondônia (RO), com destino ao HC Criança, do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, para receber exames.

Ela comentou: “Poderia ter tido consequências, porque ela estava vindo justamente para procedimento médico, e aí teve um atraso significativo. Mas, a princípio, não me informaram que ela tenha perdido algum exame por esse motivo”.

Em comunicado, a Rede Voa, responsável pela gestão do aeroporto, esclareceu que o voo aeromédico, inicialmente previsto para pousar às 4h30, só conseguiu aterrissar às 5h40. A companhia informou que o sistema de balizamento permaneceu inoperante por aproximadamente uma hora e meia.

Saturação mais baixa durante o sobrevoo

Segundo Vânia, Olivia sofre de anomalia de Ebstein, que é uma malformação congênita em uma das válvulas cardíacas. A menina frequentemente apresenta crises de cianose, caracterizadas pelo arroxeamento da pele e dos lábios devido à deficiência de oxigênio no sangue, o que exige o uso de oxigênio suplementar.

A viagem foi realizada com a mãe, uma médica e um enfermeiro, além do piloto e copiloto. Durante o voo, a médica monitorava a saturação de Olivia, que representa o teor de oxigênio no sangue, um nível que varia constantemente. A mãe explicou: “Como a gente ficou muito tempo nessa oscilação de ficar ali no sobrevoo, ela ficou um pouco com a saturação mais baixa. Então, o risco dela era mais esse”.

Vânia ressaltou que a transferência da filha ocorreu em uma ambulância aérea, e não em um voo comercial, justamente por conta dos riscos inerentes à condição dela.

Espera e possível desvio para Sorocaba

Conforme relato da mãe, a equipe da aeronave notificou a equipe médica sobre a impossibilidade de pousar devido à ausência de sinalização no aeroporto. Inicialmente, previa-se uma espera de quarenta minutos até que a situação fosse normalizada. Como o problema persistiu após esse período, os passageiros foram alertados sobre a possibilidade de o avião precisar pousar em Sorocaba, São Paulo (SP).

Com o nascer do dia, a pista tornou-se visível e o pouso em Ribeirão Preto foi finalmente autorizado. Vânia acrescentou que desconhecia que a falha na sinalização havia sido causada por um ato de furto. Ela mencionou que o voo já somava cerca de sete horas, e a demora tornou a jornada ainda mais desgastante para a criança. Ela expressou seu cansaço: “Quando você espera chegar, é bebê chorando no colo, muito irritado já. Ela já estava muito irritada, e tudo que a gente queria era pousar. Mas aí não foi possível, e é muito exaustivo isso”.

Tratamento em Ribeirão Preto

De acordo com Vânia, Olivia foi direcionada a Ribeirão Preto pela cardiologista que a acompanhava em Porto Velho, visto que a capital de Rondônia não possuía os recursos necessários para realizar a cirurgia.

No HC Criança, cardiologistas pediátricos estão realizando os exames da menina. A definição da data para o início do tratamento ainda está pendente, conforme afirmou a mãe: “Depois dos exames eles vão nos passar a data”.

Furtos recorrentes

A Rede Voa também informou que o desligamento do balizamento causou o atraso de outra decolagem da Latam. Este voo estava programado para as 4h50 e só decolou às 5h45. Este incidente marca o terceiro roubo registrado no aeroporto naquela semana. Nos dias terça-feira (20) e quarta-feira (21), a Rede Voa já havia registrado boletins de ocorrência referentes ao furto de postes luminosos de balizamento da pista.

Em sua nota, a empresa assegurou que o aeroporto segue cumprindo todas as normas de segurança estabelecidas pela legislação e classificou os furtos como eventos esporádicos. Além disso, comunicou que a equipe de manutenção conseguiu localizar e reparar o ponto utilizado para acessar a área do aeroporto.

A Rede Voa também anunciou que se reunirá com a Polícia Militar e outras agências de segurança nesta sexta-feira para debater a implementação de operações policiais destinadas a prevenir novos furtos na área aeroportuária. Durante a investigação, a equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, identificou uma abertura no alambrado com cerca elétrica que isola a pista de pousos e decolagens do Aeroporto Leite Lopes.

Até a última atualização, nenhum indivíduo suspeito havia sido identificado ou detido.

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