O programa Olhar Espacial exibe semanalmente duas imagens astronômicas notáveis. Na semana passada, foram apresentadas duas fotografias produzidas durante o 13º Encontro Paraibano de Astrofotografia.
A primeira imagem é um registro impressionante de M42, também conhecida como Nebulosa de Órion. Esta formação nebular encontra-se a aproximadamente 1600 anos-luz de distância, na direção da Constelação de Órion. Ventos estelares atuaram em parte nessas nuvens, ionizando o hidrogênio e conferindo-lhe uma tonalidade avermelhada. As áreas azuladas ao redor refletem a luz, proveniente principalmente de quatro estrelas jovens e quentes localizadas no centro, conhecidas como Trapézio de Órion. À esquerda, separada por uma espessa nuvem de poeira estelar, há outra nebulosa com um formato singular, denominada Nebulosa do Homem Correndo.
A segunda imagem apresenta um registro magnífico da nebulosa NGC 2070, apelidada de Nebulosa da Tarântula. Esta é considerada a maior e mais volumosa área de formação estelar nas imediações da Via Láctea. Embora esteja distante cerca de 160 mil anos-luz, ela figura entre os objetos mais luminosos do céu noturno. Caso estivesse próxima como a Nebulosa de Órion, sua extensão equivaleria a sessenta luas cheias, e seu brilho seria suficiente para projetar sombras durante a noite. A maior parte da energia que ilumina e energiza as nuvens gasosas da Tarântula provém de um aglomerado central composto por estrelas jovens e extremamente quentes.


