Imagens astronômicas da semana destacam a Nebulosa de Órion e a Nebulosa da Tarântula
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Imagens astronômicas da semana destacam a Nebulosa de Órion e a Nebulosa da Tarântula

O programa Olhar Espacial exibe semanalmente duas imagens astronômicas notáveis. Na semana passada, foram apresentadas duas fotografias produzidas durante o 13º Encontro Paraibano de Astrofotografia.

A primeira imagem é um registro impressionante de M42, também conhecida como Nebulosa de Órion. Esta formação nebular encontra-se a aproximadamente 1600 anos-luz de distância, na direção da Constelação de Órion. Ventos estelares atuaram em parte nessas nuvens, ionizando o hidrogênio e conferindo-lhe uma tonalidade avermelhada. As áreas azuladas ao redor refletem a luz, proveniente principalmente de quatro estrelas jovens e quentes localizadas no centro, conhecidas como Trapézio de Órion. À esquerda, separada por uma espessa nuvem de poeira estelar, há outra nebulosa com um formato singular, denominada Nebulosa do Homem Correndo.

A segunda imagem apresenta um registro magnífico da nebulosa NGC 2070, apelidada de Nebulosa da Tarântula. Esta é considerada a maior e mais volumosa área de formação estelar nas imediações da Via Láctea. Embora esteja distante cerca de 160 mil anos-luz, ela figura entre os objetos mais luminosos do céu noturno. Caso estivesse próxima como a Nebulosa de Órion, sua extensão equivaleria a sessenta luas cheias, e seu brilho seria suficiente para projetar sombras durante a noite. A maior parte da energia que ilumina e energiza as nuvens gasosas da Tarântula provém de um aglomerado central composto por estrelas jovens e extremamente quentes.

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A cerca de 444 anos-luz da Terra encontra-se um aglomerado estelar aberto chamado Plêiades, também conhecido como Messier 45 (M45) ou 'Sete Irmãs'. Na noite de terça-feira (dia 27), este aglomerado estará em proximidade imediata com a Lua vista do nosso planeta.

O aglomerado das Plêiades é composto por seis estrelas proeminentes, mas recebeu o nome de 'Sete Irmãs' devido a observações históricas. O núcleo de M45 é formado por estrelas jovens, quentes e azuis, formadas nos últimos cem milhões de anos. O brilho azul dessas estrelas, refletido pelas nuvens de gás que circundam o aglomerado, torna a visão desta parte do céu noturno particularmente notável.

De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, o máximo encontro entre a Lua e as Plêiades ocorrerá às 22:38, horário de Brasília, quando estarão separadas por apenas 58,6 minutos de arco. Vale ressaltar que 'minuto de arco' é uma unidade de medida na astronomia para designar ângulos muito pequenos no céu; um círculo completo tem 360 graus, e 60 minutos de arco equivalem a um grau.

Do ponto de vista de um observador em São Paulo, o par será visível às 21:13, a uma altitude de 12° acima do horizonte nordeste. Eles atingirão seu ponto mais alto no céu às 1:27 de quarta-feira (dia 28), subindo para 42° acima do horizonte norte, e depois desaparecerão ao anoitecer às 4:42, a uma altitude de 23° acima do horizonte noroeste.

Neste período, a Lua estará no terceiro dia da fase de lua cheia (tecnicamente, na fase minguante, intermediária antes do declínio), iluminada em 93%, com magnitude -12,7. A magnitude de M45 será de 1,3, e ambos os objetos estarão na constelação de Touro. Quanto mais brilhante for o objeto, menor será sua magnitude numérica.

Embora o par não esteja perto o suficiente para caber no campo de visão de um telescópio, pode ser visto a olho nu ou com binóculos. A razão pela qual o aglomerado, visível como seis estrelas, é chamado de 'Sete Irmãs' está relacionada ao fato de que, antigamente, quando o nome foi dado, os observadores podiam ver sete estrelas principais instantaneamente a olho nu. Com o tempo, uma delas desapareceu de vista devido à mudança na posição da estrela Pleiades, uma variável que se aproximou de Atlas, e ambas passaram a ser percebidas a olho nu como uma única estrela.

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Semanalmente, o programa Olhar Espacial exibe duas fotografias astronômicas que se destacaram durante a semana anterior. Na semana mais recente, foram apresentadas duas representações da Via Láctea: uma capturada em área urbana e outra em cenário campestre.

A primeira fotografia oferece um registro impressionante da Via Láctea sobre Nova York, uma metrópole mundialmente conhecida por sua intensa iluminação. Para conseguir visualizar essa cena inédita, o fotógrafo empregou um filtro específico que só permite a passagem de luz na faixa do infravermelho próximo. Embora a maioria dos LEDs modernos não emita muita luz nesse espectro, as estrelas sim, possibilitando a observação da mancha leitosa da Via Láctea e um céu estrelado, mesmo partindo da ilha de Manhattan, no centro da cidade.

No ponto focal desta imagem, alinhado com a Via Láctea, encontra-se o Empire State Building, estrutura que já detém o título de edifício mais alto do planeta.

Em contraste, a segunda imagem apresenta um belo registro da mesma Via Láctea, mas ambientada na zona rural de Matureia, localizada no Sertão da Paraíba. Recentemente, a cidade sediou o 13º Encontro Paraibano de Astrofotografia, evento que reúne astrônomos, entusiastas e astrofotógrafos para contemplar e documentar o céu escuro da região.

Nesta segunda foto, além do centro galáctico, composto por centenas de bilhões de estrelas, são visíveis o Casarão do Jabre à direita e a lâmina d’água do Açude Amparo, que já demonstra sinais dos impactos da estiagem provocada pelo fenômeno El Niño deste ano.

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