Samsung planeja reduzir a produção da linha Galaxy A em 20% devido ao aumento dos custos de memória
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Samsung planeja reduzir a produção da linha Galaxy A em 20% devido ao aumento dos custos de memória

A Samsung está prevista para diminuir em aproximadamente 20% a fabricação de seus telefones da linha Galaxy A durante o quarto trimestre de 2026, em relação ao volume inicialmente previsto. Essa decisão é motivada pelo forte crescimento nos valores dos chips de memória, o que elevou os custos de produção tanto dos smartphones de entrada quanto dos intermediários.

De acordo com relatos da imprensa sul-coreana, os fornecedores da Samsung já foram notificados sobre essa diminuição nos pedidos de componentes. Estima-se que esse corte possa resultar em cerca de dez milhões de aparelhos a menos produzidos ao longo de 2026. Além disso, fontes do setor indicam que a produção da mesma linha em 2027 também deverá cair em cerca de 10%.

Anualmente, a empresa distribui entre 230 e 240 milhões de celulares, conforme dados do GSMArena, sendo que aproximadamente 70% desse total pertence à linha A, que engloba modelos como Galaxy A17, A37 e A57. A causa primária para este ajuste na produção permanece sendo o encarecimento dos componentes, particularmente os chips de memória RAM e de armazenamento.

Informações da indústria revelam que os módulos de memória podem agora representar mais da metade do custo de fabricação de certos telefones básicos, o que diminui a margem de lucro obtida com dispositivos mais acessíveis. Outros elementos, como PCBs e MLCCs, também estão sob maior pressão de demanda devido à expansão da infraestrutura voltada para Inteligência Artificial. As fontes do setor ainda sugerem que futuras versões mais baratas poderão ter ajustes em telas e câmeras para absorver os custos crescentes, além de serem lançadas com preços mais altos.

Embora a Samsung fabrique suas próprias memórias, a companhia estaria dando preferência aos componentes e à capacidade produtiva destinados a aparelhos de maior valor, como os modelos das séries Galaxy S e Galaxy Z, que proporcionam margens de lucro superiores.

O impacto do aumento de custos já é visível nos preços praticados pela Samsung no Brasil. Modelos da linha Galaxy A tiveram reajustes nos últimos meses, chegando a dobrar o preço inicial. Um exemplo é o Galaxy A07 4G de 256, cujo valor subiu de R$ 1.099 em setembro de 2025 para R$ 2.299 na loja oficial da Samsung. Outros modelos, incluindo versões do Galaxy A07, A17, A27, A37 e A57, também sofreram aumentos que atingiram 50% do preço original. Até a série premium foi afetada, com a família Galaxy S26 apresentando aumentos de até R$ 1.300.

Apesar dos reajustes, a categoria intermediária mantém sua posição como líder de vendas da marca no Brasil, figurando entre os três aparelhos mais vendidos no país. Essa pressão sobre os modelos de menor custo acompanha uma alteração no comportamento do consumidor. Em fevereiro, a consultoria Gartner previu que, com o aumento dos preços das memórias e, consequentemente, dos celulares, os consumidores tenderiam a realizar menos trocas de aparelhos.

Análises de outras empresas de consultoria, como Omdia e Counterpoint Research, também demonstram um crescimento na fatia de mercado de smartphones de preço mais elevado e apresentam previsões preocupantes para os modelos mais baratos. Segundo essas consultorias, o cenário atual pode beneficiar smartphones topo de linha de gerações passadas, quando vendidos em promoções ou no mercado de usados. A crise também tem influenciado lançamentos recentes e a procura por linhas como o iPhone 18 Pro.

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