A Microsoft anunciou um novo programa de demissão voluntária direcionado a aproximadamente 60 mil colaboradores localizados nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A informação foi divulgada pela companhia à AFP nesta segunda-feira, dia 26, seis meses após a apresentação de uma proposta inicial semelhante.
Este novo pacote de ofertas se aplica somente a certas unidades da corporação e é descrito como mais uma estratégia do grupo para ajustar seu quadro de pessoal às mudanças nas demandas atuais. Amy Coleman, diretora de recursos humanos, comunicou aos funcionários que esta medida visa "adaptar seu quadro de funcionários à evolução das necessidades".
A proposta está disponível para funcionários até o nível de vice-presidente, com ressalvas para certos profissionais dos setores de vendas, marketing e centros de dados. Aqueles que optarem por aceitar a oferta e deixar a empresa terão acesso a condições equivalentes às de uma indenização rescisória padrão.
Em relação ao primeiro plano, que era voltado para funcionários cuja soma de idade e tempo de serviço alcançava pelo menos 70 anos, a empresa relatou que cerca de um terço dos elegíveis aderiu em julho. Naquela época, foi esclarecido que tais posições não estavam sendo substituídas por Inteligência Artificial.
Conforme detalhado no relatório anual da empresa, houve uma redução de 5 mil funcionários nos últimos doze meses, finalizados em 30 de junho, um índice que não era observado desde 2016. Além disso, a Microsoft planeja aumentar seus investimentos para mais de US$ 50 bilhões (equivalente a R$ 274,9 bilhões) durante o próximo período, cujos resultados do trimestre de julho a setembro serão anunciados na quarta-feira.
