Projeto do Clubhouse Creasvalley CC por LJL Architects
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Projeto do Clubhouse Creasvalley CC por LJL Architects

A equipe de projeto descreveu que mesmo um terreno criado artificialmente pode evoluir para se tornar uma paisagem ao longo do tempo. Elementos como topografia, vegetação, iluminação e as variações sazonais criam uma estrutura definida onde a arquitetura consegue se integrar.

O conceito do clubhouse foi desenvolvido não como algo isolado para ser observado de fora, mas sim como um elemento intermediário que permite vivenciar o local por meio da interação com o relevo, os pontos de vista e a conexão entre os espaços internos e externos. O projeto nasceu da análise dessa ordem natural presente no local e da investigação de como a arquitetura poderia interagir com ela.

Galeria do Projeto

As informações sobre o projeto foram citadas em ArchDaily em Português, datadas de 25 de Outubro de 2026, sendo acessadas em 26 de Outubro de 2026.

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No campo da arquitetura, o termo «pavilhão» abrange uma vasta gama de conceitos, podendo ser entendido como um princípio, uma tipologia, uma construção autônoma, uma intervenção passageira, um ponto de encontro urbano ou um local de experimentação. É a última característica que une os seis projetos não edificados detalhados neste artigo, todos submetidos por leitores do ArchDaily. Nestes trabalhos, a essência reside nas suas qualidades esculturais e na exploração formal, embora a sua permanência e localização variem conforme o objetivo específico de cada estrutura. As propostas também evidenciam a intenção simbólica de representar um determinado posicionamento.

Dessa forma, a investigação de materiais e formas reflete uma procura por conceitos de limite, admiração ou um futuro partilhado. A análise subsequente foca-se em propostas situadas na Coreia do Sul, Irã, Tailândia, Peru e Cazaquistão. Apesar de se apresentarem como entidades isoladas e independentes, estas estruturas estabelecem ligações simbólicas com os seus contextos culturais, seja através de referências à arquitetura tradicional, interação com atividades produtivas locais ou uma profunda ligação com a paisagem e a natureza.

Alguns pavilhões atuam como um elemento humano em diálogo com o meio natural, servindo como área de descanso, ponto de acesso ou recuperação. Outros interpretam a arquitetura como um agente promotor de ações, facilitando atividades, fornecendo infraestrutura ou reunindo indivíduos numa busca comum. Independentemente das suas distinções, o conjunto destas estruturas emerge na paisagem como um ponto de contraste, despertando o nosso sentido de maravilha.

Análise das Propostas

O projeto Dowonjeong, localizado em Seul, Coreia do Sul, inspira-se num sonho do Príncipe Anpyeong em 1447, que viu um vale montanhoso e um jardim de pessegueiros. Este sonho inspirou a obra «Dream Journey to the Peach Blossom Land». Um terreno perto de Mugyewon, em Buam-dong, evoca este sonho, com uma colina plana rodeada por mato, tendo o Monte Inwangsan ao fundo e os montes Bugaksan e Bukhansan no horizonte. O projeto visa transformar este local num jardim coreano, recriando, 569 anos depois, a cabana de palha do ermitão do sonho. O pavilhão é uma construção modular instalada no local, utilizando aço inoxidável dobrado leve e um sistema de pilares e vigas inspirado na arquitetura tradicional coreana. Uma escadaria estreita guia o visitante por entre bambus até ao jardim de pessegueiros floridos, onde a estrutura reflexiva muda continuamente com o movimento do observador.

Nature Park Gateway Pavilion em Qazvin, Irã

O Nature Park Gateway Pavilion é uma estrutura de entrada pública concebida para o Barajin Nature Park em Qazvin, Irã. Posicionado na zona de transição entre o ambiente urbano e a paisagem natural, ele funciona como um ponto de chegada, orientação e passagem para o interior do parque. Mais do que um simples portal de acesso e controlo, o pavilhão gere o tráfego de veículos e pedestres, ao mesmo tempo que introduz o público visitante à paisagem e às funções públicas do parque. Este projeto foi encomendado pela Prefeitura de Qazvin e desenvolvido num concurso, figurando entre as propostas não construídas. O seu desenho baseia-se em três observações da natureza: o fecho de uma caverna, o movimento constante de uma serpente e o enquadramento da paisagem. Estas observações não são replicadas diretamente, mas traduzidas em estratégias espaciais, estruturais e materiais. A caverna define a organização dos espaços fechados e protegidos; a serpente serve de referência para o movimento contínuo e a geometria curva; e o enquadramento da paisagem determina o posicionamento das aberturas e das vistas para o vale circundante.

Pattani Fishermen Community Hub na Tailândia

Situado na província de Pattani, no sul da Tailândia, próximo à fronteira com a Malásia, o Pattani Fishermen Community Hub está inserido numa região com uma identidade cultural única, forjada pela herança muçulmana, pela mistura de línguas malaia e tailandesa, pelas tradições islâmicas centradas nas mesquitas, pela relação dinâmica entre terra e mar, e pelo quotidiano das comunidades piscatórias dependentes do rio Pattani. Após meses de investigação industrial, estudo ecológico e pesquisas culturais, a equipa de arquitetura composta por Jenchieh Hung e Kulthida Songkittipakdee concluiu que o futuro de Pattani depende não só do crescimento da sua economia pesqueira, mas também da recuperação dos sistemas ecológicos que a sustentam. A proposta inclui uma orla pública que estimula a regeneração a longo prazo de peixes, moluscos, caranguejos, camarões e vegetação aquática, criando simultaneamente um espaço partilhado onde pescadores, crianças e residentes locais podem reunir-se, explorar o ecossistema fluvial, descansar e reconectar-se com a natureza.

Refugio Regenerativo no Peru

O trabalho de conclusão de curso intitulado «Refugio Regenerativo» propõe-se a criar uma ligação entre a cidade e a paisagem. Em vez de impor uma nova configuração urbana, o projeto visa estimular processos de restauração gradual através de infraestrutura verde, trilhos ecológicos, zonas de contemplação, áreas de repouso e uma arquitetura leve integrada no ambiente natural. A ideia é transformar os vales em corredores de vida, ecoturismo e reconexão ambiental, permitindo que os habitantes vivenciem o território não como uma barreira perigosa, mas sim como um espaço de aprendizagem, contemplação e convivência. A arquitetura deixa de ser vista como um elemento dominante e passa a ser um sistema adaptável, capaz de respirar e evoluir em conjunto com o ecossistema amazónico.

Projeto T.09 no Irã

O projeto T.09 constitui uma exploração arquitetónica conceptual que deriva da grelha de nove quadrados (Nine-Square Grid). O foco é deslocado dos próprios quadrados para os limites que os separam. Ao separar, estender e mover estas fronteiras para além dos limites originais da grelha, o projeto converte o diagrama num sistema habitável composto por paredes, passagens, intersecções e aberturas. O movimento torna-se o motor da experiência espacial. Passagens estreitas comprimem o corpo e enquadram visões controladas, enquanto aberturas repentinas criam momentos de pausa e reconectam o visitante com a paisagem circundante. A luz percorre as superfícies de betão, modificando constantemente a perceção de profundidade, escala e confinamento.

Shenber Wooden Tent no Cazaquistão

A noção do Shenber antecedeu o próprio projeto, surgindo como uma investigação arquitetónica independente sobre como a tenda tradicional iurta poderia ser reinterpretada através do design contemporâneo. Inicialmente pensado para o Jardim Botânico de Almaty, o conceito previa uma iurta inserida num cubo reflexivo que se funde com a natureza durante o dia e irradia luz à noite. Este contraste simboliza tradições ocultas que ganham vida sob as condições apropriadas. Posteriormente, um concurso de arquitetura ajudou a desenvolver esta ideia num projeto completo. Desde o início, o Shenber foi concebido não como um pavilhão estático, mas como um espaço cultural dinâmico. A estrutura poderia acolher conferências, pequenos concertos, sessões de meditação e eventos culturais íntimos, uma intenção que moldou a flexibilidade arquitetónica do projeto, permitindo-lhe funcionar tanto como uma presença discreta na natureza quanto como um local ativo de encontro público.

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A Casa Espiga, desenvolvida pelo Grupo Primitivo, investiga o potencial da sua estrutura para atuar como um elemento organizador e qualificador do ambiente arquitetônico. O projeto vai além de ser apenas um suporte, transformando-se no principal elemento que articula a vivência no espaço.

Por meio de uma série de pórticos construídos em madeira, o design estabelece uma organização que determina os caminhos de circulação, delimita diferentes áreas e cria uma identidade material onde a estrutura, a arquitetura e o cenário natural se fundem em uma única manifestação expressiva.

Galeria do Projeto

O projeto foi citado como «Casa Espiga / Grupo Primitivo» (ou Vivienda Espiga / Grupo Primitivo) em 20 de outubro de 2026, conforme registro do ArchDaily em Português, acessado em 22 de outubro de 2026.

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