Duas famílias com visões políticas opostas se encontram em escola de Campinas durante votação
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Duas famílias com visões políticas opostas se encontram em escola de Campinas durante votação

Em Campinas, São Paulo, duas famílias com afinidades políticas distintas convergiram para a Escola Estadual Dr. Telêmaco Paioli Melges neste domingo (25) para participar do segundo turno das eleições. Um grupo vestia camisa do Brasil, enquanto o outro utilizava roupas vermelhas.

A coincidência ocorreu na mesma instituição de ensino que registrou a disputa mais acirrada de Campinas no primeiro turno. Um dos grupos era composto por Amara Alves e seu genro Guilherme Henrique, ambos apoiadores de Flávio Bolsonaro. Em contraste, Andréia e Marco Silva apoiam a vitória de Lula.

Ambas as famílias compartilhavam o hábito de levar seus filhos para acompanhar o processo de votação. Apesar da divergência ideológica nas urnas, o encontro foi caracterizado por um clima de respeito mútuo.

Família reunida

Andréia e Marco Silva, vestidos de vermelho, também vieram acompanhados de seus familiares, incluindo filhos e uma sobrinha, para votar. Marco Silva declarou que o foco deles é o Brasil e a defesa da democracia, afirmando que não possuem um lado político definido.

Ao ser questionado sobre a presença das crianças, Marco explicou que seu objetivo é estimular o engajamento político desde cedo. Ele comentou em tom de brincadeira que é importante que os jovens vejam desde cedo o caminho correto para evitar que cresçam com visões equivocadas.

Amara Alves, ao notar a preferência política diferente da família vizinha, enfatizou que essa diferença não seria motivo para discussões. Ela declarou: «Eu sou desse lado, eles são desse e o respeito é mútuo». Além disso, ela ressaltou que a bandeira que vestia representava o Brasil, e não um partido específico, defendendo que o importante é lutar pelo país, e não por partidos políticos.

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Apesar de estar com a perna fraturada, a aposentada Cecília Prado, de 70 anos, conseguiu exercer seu direito ao voto na Escola Estadual Brasil, localizada em Limeira, no estado de São Paulo. É importante notar que a unidade de ensino não dispõe de rampas de acesso ao seu interior, apresentando apenas escadas.

Para conseguir subir e descer os degraus necessários para votar, Cecília Prado precisou receber assistência de outras pessoas. Ela relatou a dificuldade, afirmando: «Quebrei a perna e é difícil subir. Ainda bem que eu encontrei um conhecido».

Encontro de gerações

Em outro ponto, Marina, que possui 96 anos, compareceu ao local de votação acompanhada por amigos e familiares, incluindo Venicio Gonçalves, de 86 anos, José Maria Teixeira, de 88 anos, Clementina, de 85 anos e seu neto, Thiago Teixeira, de 42 anos.

Observações sobre o dia de votação

Maria Vieira, uma eleitora de 73 anos, que possui efisiema, dirigiu-se à Escola Estadual “Professor Willian Silva” em Limeira (SP) para votar no segundo turno das eleições neste domingo (2). Apesar de sua condição de saúde, ela compareceu ao local. Ela observou que o movimento estava muito calmo, descrevendo o ambiente como completamente vazio, o que contrastava com a lotação percebida em ocasiões anteriores, questionando o motivo dessa tranquilidade.

Contexto das Eleições 2026

As disputas eleitorais incluem o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio obteve 47,03% dos votos, superando os 45,16% registrados por Lula.

Para consulta de locais de votação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta que o eleitor utilize seu site, preenchendo dados como CPF ou título de eleitor, data de nascimento e nome da mãe. Isso revelará o domicílio eleitoral, especificando zona, seção, endereço e município.

Documentos Necessários para Votar

É mandatório apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade e ter acesso à urna, além de assinar o caderno e receber o comprovante de votação. Embora não seja obrigatório, o título de eleitor auxilia o cidadão ao indicar a seção eleitoral. Documentos aceitos incluem RG, identidade social, carteira de trabalho, CNH, passaporte ou equivalente legal, e carteiras de categoria profissional reconhecidas por lei. Os documentos podem estar vencidos, contanto que a identificação do eleitor seja possível; certidões de nascimento e casamento não são válidas por não possuírem foto.

O eleitor também pode portar um papel com a cola eleitoral, contendo os números de seus candidatos. O TSE proíbe estritamente o uso de celulares, tablets, rádios comunicadores, câmeras ou outros dispositivos eletrônicos dentro da cabine de votação para registrar ou divulgar a escolha. Contudo, o aparelho pode ser usado para exibir o e-Título, que deve ser entregue ao mesário no momento do voto, sendo ilegal fotografar ou filmar o processo eleitoral próprio ou de terceiros.

Procedimento de Votação

O processo consiste em digitar o número do candidato desejado na urna eletrônica e verificar se o nome e a foto estão corretos. Caso haja erro, a tecla «corrige» permite a inserção do número correto. Ao pressionar «confirma», a urna emite um som de confirmação, tornando impossível alteração posterior. Se o eleitor optar por não votar em ninguém, pode selecionar «branco» e depois «confirma»; o voto em branco não é contado como válido, servindo apenas para estatísticas. Existe também o voto nulo, ocorrido quando se insere um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido e se confirma a escolha.

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