Eda Maria Vider, uma dona de casa que enfrenta graves complicações de saúde há três anos, necessitou do suporte de seu vizinho, Juarez Ferreira Vargas, para comparecer à seção eleitoral e votar na cidade de Campo Grande. Devido às suas limitações para andar e respirar, ela utiliza um cilindro de oxigênio para se movimentar.
Eda possui aneurisma e uma doença pulmonar avançada. Seu histórico médico é marcado por sete acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e dois infartos. No primeiro turno das eleições, ela foi impossibilitada de votar tanto pelas condições de saúde quanto pela chuva.
Ela descreveu sua dificuldade, afirmando: «Eu não posso respirar, porque parece que vou enfartar. Aí tranca a garganta e não consigo falar». Ao ser questionada pelo g1, Eda explicou que, no primeiro turno, permaneceu em casa por conta da forte chuva, pois a exposição, mesmo a uma garoa leve, pode piorar seu quadro de saúde e exigir internação hospitalar.
Eda ressaltou que o deslocamento é complicado mesmo com assistência, visto que é necessário alguém para segurar o cilindro, que é pesado. Para poder votar desta vez, ela contou com o apoio de Juarez Vargas. Ele mencionou que já havia tentado auxiliá-la no primeiro turno, mas a chuva impediu que ele a levasse ao local de votação.
Juarez justificou sua iniciativa pela proximidade com Eda e pela crença na importância de auxiliar quem está em necessidade. Ele declarou: «A gente ajuda uma pessoa, vai que numa próxima a gente precisa também. Não é só hoje que a gente vive, um precisa do outro. Todo mundo precisa». Para ele, a solidariedade é essencial para superar os desafios cotidianos, acrescentando: «Vale tudo pela amizade. Uma força que a gente dá para o próximo, a gente recebe em dobro».
