Pais de estudantes apresentaram denúncias contra a Escola Municipal Professora Amélia Ferreira, localizada em Unamar, distrito de Tamoios, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, alegando presença de mofo, infiltrações e negligência nos reparos estruturais.
Os responsáveis relatam que os 31 alunos da turma 401 estão sendo obrigados a estudar no pátio da unidade escolar, separados do refeitório apenas por uma divisória de TNT. Essa mudança foi imposta pela direção após interditar a sala de aula devido aos problemas de mofo e umidade.
As mães exigem a recuperação completa do ambiente, pois afirmam que as crianças têm manifestado problemas respiratórios. Uma das mães alertou que, além do mofo e das infiltrações, existe perigo de desprendimento de partes do teto, solicitando medidas urgentes para assegurar a segurança de todos os frequentadores.
Essa mesma responsável declarou: «A sala de aula está com mofo, umidade, muita infiltração e com risco de um pedaço do teto cair sobre a cabeça de alguém». Outras mães se organizaram para levar a situação às autoridades competentes e pleitear melhorias na instituição.
Outro pai relatou que seu filho reclamou do odor de mofo e solicitou que sua mãe procurasse a direção. Ao inspecionar a escola, ela constatou infiltrações e paredes cobertas por fungos, além de mencionar que a sala inunda durante períodos chuvosos. Apesar de a parede ter sido pintada na semana do primeiro turno das eleições, o problema persistiu. A mãe também reclamou da ausência de funcionamento de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, citando que a escola havia prometido a instalação de novos ventiladores até 15 de outubro, promessa que não foi cumprida.
Segundo essa responsável, os equipamentos que foram entregues anteriormente foram devolvidos por apresentarem voltagem inadequada. Ela acrescentou que tentou cobrar soluções nas redes sociais do prefeito sem obter qualquer retorno.
Uma terceira mãe mencionou que seu filho, diagnosticado com bronquite e sinusite graves, acumula atestados médicos e frequentemente falta às aulas devido a questões de saúde. As pais ligam os sintomas das crianças às condições precárias da sala. Ela relatou que houve relatos de que a chuva atingiu o local usado provisoriamente pela turma, embora não tenha testemunhado o evento.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação informou que o telhado já havia sido reparado, contudo, o serviço não alcançou o resultado esperado, e as infiltrações retornaram. A empresa responsável foi novamente acionada para realizar os ajustes previstos na garantia contratual. A nova intervenção está agendada para a semana seguinte, dependendo das condições climáticas. Após o conserto da cobertura, a secretaria planeja tratar a parede afetada pela umidade e preparar a superfície para a pintura final. No entanto, a nota oficial não detalhou especificamente o risco de queda do teto.
Quanto à ventilação, a Secretaria comunicou que a escola receberá 23 ventiladores. Além disso, a climatização das salas da rede municipal está prevista em um processo licitatório já finalizado. A Prefeitura explicou que o atraso na entrega dos ventiladores ocorreu porque os aparelhos fornecidos pela empresa vencedora da licitação possuíam voltagem diferente da estipulada no contrato, levando à devolução dos itens. A fornecedora comprometeu-se a realizar a substituição, mas nenhuma nova data foi divulgada.
