Estudantes de fisioterapia criam órtese personalizada para auxiliar na reabilitação de criança no Tocantins
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Estudantes de fisioterapia criam órtese personalizada para auxiliar na reabilitação de criança no Tocantins

Estudantes de fisioterapia desenvolveram uma órtese pediátrica sob medida com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de uma criança com menos de um ano de idade. O menino, que sofre de neuropatia periférica, encontra-se internado no Hospital Municipal de Araguaína, localizado no norte do estado do Tocantins.

João Pedro Sousa Costa, um estudante universitário de 21 anos, relatou que o grupo, composto por oito alunos, está realizando estágio na unidade hospitalar. Durante esse período, eles identificaram a necessidade de criar um dispositivo específico que se adequasse à anatomia do paciente.

Os estudantes propuseram o uso de uma órtese para punhos e dedos visando corrigir a anatomia do membro. Devido ao longo período de internação, os músculos dos braços do paciente apresentavam rigidez acentuada, fazendo com que a mão tendesse a fechar e contrair-se com grande força. Os alunos alertaram que, se essa condição não fosse evitada, poderia levar ao endurecimento permanente dos músculos, resultando em dor e limitando movimentos futuros.

Essa órtese funciona como uma medida preventiva contra deformidades ósseas, contrações musculares e disfunções motoras crônicas. Segundo os estudantes, ela serve para alongar e relaxar suavemente esses músculos, prevenindo a rigidez dos dedos, aliviando o desconforto e assegurando que o membro permaneça saudável e alinhado para a recuperação motora.

Alicia Chagas Mitt, fisioterapeuta responsável pela orientação dos estudantes, explicou que a iniciativa proporcionou aos futuros profissionais a oportunidade de aplicar seus conhecimentos teóricos em um contexto prático para beneficiar um paciente. Ela afirmou que, após cerca de três semanas de acompanhamento, sugeriu aos alunos que considerassem como construir uma órtese para prevenir deformidades no paciente. Em apenas uma semana, os estudantes conseguiram finalizar a confecção da órtese, que ficou muito bem elaborada.

O processo de fabricação começou com a coleta detalhada da anatomia da mão do paciente, utilizando desenhos manuais em papel e registros fotográficos para capturar todos os detalhes necessários. Após a conclusão da modelagem inicial, o molde foi transferido para a produção em material PVC.

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