Apple ultrapassa Nvidia em valor de mercado no lançamento do iPhone dobrável
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Apple ultrapassa Nvidia em valor de mercado no lançamento do iPhone dobrável

A Apple conseguiu superar a Nvidia nesta sexta-feira, dia 23, assumindo a posição de líder entre as companhias abertas em termos de valor de mercado. A fabricante alcançou a marca de US$ 5,11 trilhões (equivalente a cerca de R$ 25,9 trilhões) no momento do lançamento global do iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável.

Este novo dispositivo tem um preço inicial de US$ 1.999 (aproximadamente R$ 10.135) e registrou uma procura muito alta durante as pré-vendas. O interesse pelo lançamento coincidiu com uma valorização acentuada das ações da Apple, que atingiram um recorde na abertura do mercado.

As ações da empresa chegaram a US$ 351,73 (cerca de R$ 1.770) no início da negociação, apresentando uma alta próxima de 1%. Em contraste, os títulos da Nvidia sofreram uma ligeira queda, mantendo a avaliação da companhia em US$ 5,09 trilhões (cerca de R$ 25,8 trilhões).

A procura pelo iPhone Duo foi extremamente intensa desde o início dos pedidos antecipados, realizados na semana anterior ao lançamento. Pouco tempo depois, as previsões de entrega já se estendiam até o final de janeiro. Essa demanda foi observada em diversos mercados, incluindo Singapura, Xangai e Londres.

A Apple descreveu a reação dos consumidores como algo «nada menos que extraordinário». Para gerenciar o volume de pedidos, a empresa limitou as reservas antecipadas a apenas dois aparelhos por cliente. Na China, França, Hong Kong, Índia e Japão, as compras foram restringidas aos clientes que haviam feito a reserva pela internet.

O longo prazo de entrega gerou questionamentos sobre a capacidade produtiva. Em uma conversa com a CNBC, Greg Joswiak, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple, refutou os relatos de problemas na manufatura. Ele afirmou que a empresa está passando por uma expansão de produção padrão e está fabricando os dispositivos no ritmo mais rápido possível.

Relatórios recentes da cadeia de suprimentos, compilados pelo Morgan Stanley e divulgados à CNBC, indicam que a Apple deve produzir aproximadamente 6,5 milhões de unidades do Duo durante o segundo semestre de 2026. O custo elevado do aparelho pode impulsionar a receita, mesmo com um volume de vendas considerado moderado; a versão com maior capacidade de armazenamento custa US$ 3.199 (cerca de R$ 16.219).

A IDC prevê que a Apple conquistará 44% do valor total do mercado global de celulares dobráveis e 31% das vendas em unidades em 2026. A consultoria estima que a fabricante manterá a liderança nesses dois indicadores até 2027. Francisco Jeronimo, vice-presidente da IDC, comentou que «a Apple apresentou um argumento convincente a favor desse formato».

Embora o mercado de dispositivos dobráveis ainda seja pequeno em termos de volume, ele representa uma fatia considerável da receita. As projeções da IDC para 2026 ajudam a ilustrar essa diferença. O próximo balanço da Apple será apresentado em 2 de novembro. No terceiro trimestre fiscal, o iPhone gerou US$ 54,25 bilhões (cerca de R$ 274,8 bilhões), o que corresponde a quase metade dos US$ 109,42 bilhões totais de receita da companhia.

Como o lançamento do Duo ocorreu após o fechamento do quarto trimestre fiscal, as vendas deste aparelho não constarão neste relatório. Os investidores precisarão aguardar os resultados do trimestre subsequente para avaliar a contribuição do produto para a receita da temporada de festas. As ações da Apple acumularam uma alta superior a 29% em 2026, representando o melhor desempenho entre as empresas do grupo Magnificent Seven.

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O primeiro telefone dobrável da Apple, chamado iPhone Duo, chegou às lojas nesta sexta-feira (23), enfrentando uma demanda muito alta e um estoque limitado. Este lançamento também marca o início da liderança de John Ternus na empresa e pode potencialmente expandir o alcance dos telefones dobráveis, um segmento que fabricantes como Samsung e Huawei estão ativamente explorando.

As primeiras análises elogiam o design do dispositivo e a dobradiça discreta, mas apontam falhas no desempenho das câmeras e dificuldades na adaptação de aplicativos. O alto custo também é um fator que pode limitar o interesse dos consumidores por este gadget.

A demanda pelo iPhone Duo foi extremamente intensa desde a abertura dos pedidos antecipados. Em apenas alguns minutos, as previsões de fornecimento nos Estados Unidos foram adiadas para o final de janeiro. A Apple descreveu a reação dos compradores como 'algo extraordinário'.

Para gerenciar a oferta limitada, a empresa restringiu o número de pedidos para dois dispositivos por cliente. Na China, França, Hong Kong, Índia e Japão, as vendas estavam disponíveis apenas para quem encomendou o telefone pela internet. Em Sydney, Austrália, os compradores formaram filas antes da abertura da loja.

O interesse também foi notado na China, onde Liu Wei, um especialista em saúde de 26 anos, esperou a oportunidade de adquirir o Duo, apesar de já possuir um telefone dobrável Xiaomi. Ele declarou à Reuters: 'Eu uso produtos Apple há muitos anos e confio mais na marca, então comprei no dia do lançamento para experimentar.'

Em Hong Kong, um comprador identificado apenas como Mei adquiriu a versão de 256 GB por um valor equivalente a aproximadamente 11.200 reais brasileiros (HK$ 17.499). Ele planejava revender o dispositivo com um lucro de cerca de 2.600 reais brasileiros (aproximadamente HK$ 4.000).

A dobradiça durável e discreta está entre os aspectos mais elogiados nas primeiras análises. O dispositivo também reduz a marca visível da dobra na tela — uma característica que representou um obstáculo para telefones desse tipo por anos.

No entanto, as análises indicam dificuldades que podem influenciar a decisão de compra. John Gruber, autor do blog Daring Fireball e especialista em Apple, passou uma semana com o dispositivo, mas observou que a experiência o lembrou de um protótipo muito avançado, e não de um produto que ele gostaria de usar diariamente.

Marcus Brownlee, conhecido como MKBHD, também expressou suas ressalvas. Ele não recomenda o Duo para quem usa o telefone principalmente para mensagens, redes sociais e navegação na web. No entanto, para quem valoriza o conceito e não se preocupa muito com o preço, a experiência pode ser fascinante.

Apesar da crítica, o lançamento da Apple pode atrair novos usuários para uma categoria que Samsung e Huawei têm explorado há muitos anos. No entanto, a adoção de dispositivos dobráveis permanece limitada em comparação com smartphones tradicionais.

Francisco Jeronimo, vice-presidente da consultoria IDC, acredita que o lançamento da Apple pode levar este formato a um público muito mais amplo. A consultoria prevê que até 2026 a empresa ocupará 44% do volume de mercado de dispositivos dobráveis em valor e 31% em unidades vendidas. Para 2027, a previsão aponta liderança tanto em valor quanto em volume.

A disponibilidade desempenhará um papel importante nesse processo. A Apple informou à Reuters que os estoques para compras em lojas variam de acordo com o país e são limitados em muitos mercados, incluindo Estados Unidos, Austrália, Canadá, México e partes da Europa. A demanda inicial é forte, mas a capacidade de atender aos pedidos será um fator decisivo para transformar o lançamento em crescimento sustentável.

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A Apple registrou um fechamento de pregão na quarta-feira (14) com um valor de mercado estimado em US$ 5,005 trilhões, o que equivale a aproximadamente R$ 25,2 trilhões. Este feito a coloca como a segunda corporação na história a encerrar o dia com capitalização superior a US$ 5 trilhões.

Este marco reforça o legado de Tim Cook e estabelece um desafio significativo para seu sucessor, John Ternus: sustentar o crescimento da empresa e fortalecer sua presença na competição por inteligência artificial (IA).

As ações do fabricante do iPhone atingiram um nível recorde, fazendo com que a capitalização de mercado superasse ligeiramente o patamar histórico. Embora a empresa já tivesse cruzado a marca de US$ 5 trilhões em seis ocasiões anteriores durante o pregão, nunca havia finalizado uma sessão acima desse valor. A Nvidia foi a primeira companhia a alcançar tal patamar.

A transição de liderança ocorreu após 15 anos de administração de Cook na Apple. Durante seu período, que terminou em 31 de agosto, o valor de mercado da companhia multiplicou-se por 13, e as vendas anuais de iPhones quase quadruplicaram.

Desafios estratégicos e resposta da empresa

A estratégia atual da empresa enfrenta novos obstáculos. A alta demanda por componentes destinados aos centros de dados de IA gerou escassez e elevou os custos de chips de memória e armazenamento utilizados nos dispositivos iPhone, Mac e iPad.

Em resposta, a Apple implementou aumentos de preço em seus produtos, incluindo modelos mais antigos de iPhone que usualmente teriam valores reduzidos após o lançamento de novas gerações. Teoricamente, esses ajustes podem incentivar os consumidores a postergarem a substituição de seus aparelhos, impactando negativamente as vendas.

No entanto, até o momento, a recepção do mercado tem sido favorável: desde a primeira leva de reajustes de preços, as ações da empresa subiram 25%. O analista Wamsi Mohan, do Bank of America, acredita que os consumidores permanecerão dispostos a pagar mais pelos aparelhos, o que permitiria à companhia manter ou até aumentar o lucro total, apesar das margens menores.

Mohan também mencionou ao The Wall Street Journal o potencial do futuro iPhone dobrável, denominado iPhone Duo, e as inovações de IA da Siri como fatores que podem impulsionar a troca de dispositivos.

A Inteligência Artificial como ponto vulnerável

A IA é vista como um dos aspectos mais frágeis da estratégia da Apple. A empresa falhou em criar um modelo de ponta próprio capaz de competir com os principais sistemas do mercado, o que fez com que a Siri ficasse atrás de assistentes concorrentes. O lançamento do ChatGPT intensificou as expectativas dos consumidores sobre as capacidades dos chatbots em smartphones.

A companhia busca reverter este quadro com uma nova versão da Siri, desenvolvida com apoio do Google e programada para ser lançada no outono do Hemisfério Norte. Apesar de o assistente ainda apresentar limitações comparado aos rivais, sua integração nativa ao iPhone oferece uma vantagem: a Apple detém o controle do aparelho utilizado por milhões de pessoas e possui acesso a dados pessoais que, mediante autorização, poderiam possibilitar funcionalidades mais contextuais.

Contudo, a evolução dos agentes de IA ocorre em ritmo acelerado. Sistemas que conseguem executar tarefas em nome dos usuários aumentam a pressão sobre a Apple para que desenvolva recursos competitivos e preserve sua relevância no setor.

A concorrência transcende apenas o software. A OpenAI planeja introduzir uma linha de dispositivos com IA e recrutou centenas de ex-funcionários da Apple para impulsionar sua estratégia de hardware. Em julho, a Apple processou a OpenAI, alegando roubo de segredos comerciais. A OpenAI contestou, afirmando desconhecer provas que apoiem a denúncia.

Em uma nova ação judicial nesta quarta-feira, a OpenAI acusou a Apple de contratar um de seus colaboradores, que supostamente levou consigo arquivos confidenciais. A fabricante do iPhone refutou, declarando não ter encontrado evidências para sustentar essa alegação.

Essa disputa demonstra que o domínio dos dispositivos pode ser tão crucial quanto o desenvolvimento dos modelos de IA. Caso a OpenAI consiga estabelecer uma nova maneira de interação entre pessoas e tecnologia, ela poderá desafiar a posição que a Apple consolidou com o iPhone.

Para Ternus, o progresso em IA será determinante para definir a próxima etapa da empresa. O novo CEO precisará converter a IA em uma fonte de inovação e crescimento, sem negligenciar a rigorosa disciplina financeira que caracterizou a gestão de Cook.

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