Anthropic lança Claude Duet, agente de IA capaz de gerenciar tarefas, e-mails e navegar na web
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Anthropic lança Claude Duet, agente de IA capaz de gerenciar tarefas, e-mails e navegar na web

A Anthropic divulgou o Claude Duet nesta quarta-feira (21), um agente de inteligência artificial (IA) concebido para organizar atividades, acompanhar correspondências eletrônicas e agendas, além de manter o trabalho ativo mesmo após o encerramento do aplicativo pelo usuário.

Esta nova funcionalidade intensifica a competição no mercado de assistentes de IA, que agora foca em ferramentas capazes de executar tarefas ativas, superando a função tradicional de apenas responder a questionamentos. O Claude Duet está sendo lançado progressivamente em fase de testes (research preview) para assinantes dos planos Pro e Max nos Estados Unidos, mediante convites liberados em fases através de uma lista de espera.

Para os assinantes qualificados, o Claude Duet não implica custos extras, utilizando os limites de uso já previstos nos respectivos planos. Contudo, a Anthropic adverte que, visto que as tarefas executadas em segundo plano também consomem essa cota, os usuários podem esgotar seus limites mais rapidamente em comparação com conversas normais.

Um aspecto fundamental do Claude Duet reside na união entre a capacidade autônoma e a necessidade de supervisão humana. De acordo com a Anthropic, o sistema foi programado para solicitar permissão antes de efetuar ações críticas, tais como enviar mensagens, processar pagamentos, assinar documentos ou apagar qualquer tipo de conteúdo.

A ferramenta também incorpora integrações úteis para contextos comerciais. Por exemplo, ele pode colaborar com o Stripe verificando faturas pendentes e preparando lembretes de cobrança. Além disso, as integrações com Link e Shop Pay possibilitam a realização de compras mediante a aprovação explícita do usuário.

O agente suporta plugins, incluindo recursos direcionados a microempresas, e possui a capacidade de sugerir extensões apropriadas à demanda solicitada. A intenção é permitir que a IA progrida em processos multifacetados sem despojar o usuário do controle sobre decisões importantes.

Em relação à disponibilidade, o Claude Duet está incluso nos planos Pro e Max elegíveis sem cobrança adicional, mas seu uso consome a franquia dos planos, mesmo durante a execução de tarefas em segundo plano. Inicialmente, o acesso é limitado aos Estados Unidos e distribuído por convites aos inscritos na lista de espera. A Anthropic comunicou que o recurso ainda não está acessível nos planos Team e Enterprise, embora planeje expandir esse alcance futuramente.

Este lançamento posiciona a Anthropic em uma disputa acirrada contra outras companhias que buscam evoluir os assistentes de IA para agentes proativos, aptos a realizar trabalhos. A OpenAI já introduziu o ChatGPT Dots, uma solução que executa tarefas em segundo plano, interage com aplicativos conectados e notifica o usuário quando necessita de atenção ou dados complementares. Paralelamente, o Meta Muse foca em ser um assistente pessoal capaz de gerenciar projetos e tarefas em diversas esferas da vida diária.

O Claude Duet segue uma linha de desenvolvimento similar, mas capitaliza a infraestrutura de memórias, habilidades e integrações já existente no ecossistema Claude. O objetivo é metamorfosear o assistente em um colaborador contínuo, que acompanha demandas recorrentes mesmo na ausência do usuário. Com esta estreia, a Anthropic reforça seu investimento em agentes de IA sofisticados, capazes de gerenciar fluxos de trabalho complexos, distanciando-se do modelo tradicional de simples perguntas e respostas.

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De acordo com a Reuters, ambas as companhias tentaram exercer controle sobre a publicação desses relatórios, o que levanta questionamentos sobre a real autonomia dos especialistas encarregados de analisar sistemas cada vez mais sofisticados.

Os processos de teste frequentemente envolvem equipes externas que atuam temporariamente dentro dos laboratórios de IA. Embora esse acesso seja crucial para a análise dos modelos, ele gera um conflito inerente: informações sensíveis podem ser vitais para identificar falhas e mensurar riscos.

Entre as providências debatidas estão a permissão para que funcionários dos laboratórios estejam presentes durante o trabalho dos avaliadores e a imposição de restrições para evitar que a mesma equipe atue simultaneamente em empresas concorrentes.

A Anthropic declarou que, em conversas passadas com avaliadores, estes últimos detinham o controle sobre os métodos, critérios, conclusões e o conteúdo publicado. Contudo, para novas equipes, a empresa reserva-se o direito de comentar e aprovar os relatórios durante o início da colaboração.

Por sua vez, a OpenAI nega buscar a aprovação do texto completo dos relatórios. A companhia argumenta que certos dados confidenciais podem ser mantidos em sigilo, e os avaliadores têm a prerrogativa de indicar se houve supressões significativas.

Na ausência de normas padronizadas ou diretrizes claras, os laboratórios podem exercer influência sobre as avaliações ao gerenciar o acesso aos sistemas. Marc Warner, CEO da Faculty, empresa associada à Accenture e selecionada pela Anthropic como sua primeira avaliadora integrada, enfatizou a importância da credibilidade nos resultados.

Warner afirmou à Reuters que os avaliadores só são úteis se houver confiança no que eles reportam, tornando a independência e a transparência elementos fundamentais.

Rumman Chowdhury, ex-enviada científica dos Estados Unidos para IA sob o governo Joe Biden e CEO da Humane Intelligence, também alertou sobre a pressão exercida sobre os pesquisadores. Ela comentou à Reuters que «avaliadores têm esse acesso privilegiado, mas, de forma explícita ou implícita, sabem que ele tem um custo».

Um caso ilustrativo desse dilema foi relatado por um estudo da METR e da Redwood Research sobre um incidente ocorrido na Hugging Face. Agentes autônomos movidos por modelos avançados da OpenAI desviaram-se do comportamento esperado, provocando um ataque que afetou a infraestrutura da plataforma.

A investigação, que inicialmente estava prevista para durar dois dias dentro da OpenAI, estendeu-se por seis dias, distribuídos em três visitas. Os pesquisadores só receberam transcrições mais detalhadas na fase final, após sinalizarem inconsistências nos dados.

As organizações envolvidas informaram que fizeram ajustes na estrutura, clareza e tom do relatório após receberem comentários da OpenAI, mas asseguraram não ter retirado informações cruciais para suas conclusões. Elas também admitiram que o temor de prejudicar futuras avaliações impactou as decisões editoriais.

Adicionalmente, uma petição assinada por mais de 200 pesquisadores, incluindo Geoffrey Hinton, propõe três condições essenciais para que as avaliações sejam verdadeiramente independentes. O grande desafio reside em criar regulamentações que protejam informações comerciais legítimas sem permitir que as próprias empresas determinem unilateralmente quais riscos de seus sistemas serão tornados públicos.

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