Europa flexibiliza metas de fim da combustão interna; Jetour de 904 cv chega ao Brasil em outubro
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Europa flexibiliza metas de fim da combustão interna; Jetour de 904 cv chega ao Brasil em outubro

Os principais grupos políticos do Parlamento Europeu alcançaram um consenso para suavizar as regras relativas ao fim dos motores a combustão em carros novos na Europa, revisando o prazo inicialmente estabelecido para 2035.

A legislação original, sancionada em 2023, previa que as emissões médias de CO₂ dos veículos novos deveriam ser reduzidas em 100% em comparação com os níveis de 2021, servindo como um método indireto para proibir a venda de carros a combustão. Anteriormente, a Comissão Europeia havia sugerido uma redução para 90%, permitindo que os 10% restantes fossem compensados por créditos provenientes do uso de aço de baixo carbono e combustíveis renováveis.

Recentemente, França e Alemanha concordaram em baixar essa meta para 90% sem a exigência de compensações. O novo acordo entre os grupos parlamentares propõe reduzir a exigência efetiva para 87,5%, deixando os 7,5 pontos percentuais restantes passíveis de compensação através de créditos ligados ao uso de aço de baixo carbono produzido na Europa. Essa medida visa permitir que fabricantes continuem vendendo veículos a combustão após 2035, incluindo modelos híbridos, desde que cumpram as metas de emissão de suas frotas.

O pacto também estipula uma diminuição para 80% nas emissões de veículos comerciais leves até 2035 e abre a possibilidade de que automóveis movidos a combustíveis renováveis sejam classificados como veículos de emissão zero. Para o ano de 2030, os grupos defendem manter a redução de 55% para automóveis e diminuir a meta para veículos comerciais leves de 40% para 35%.

Apesar do recuo político, o acordo ainda necessita de aprovação formal pelos três grupos parlamentares e subsequente negociação com os governos dos países membros da União Europeia. Contudo, dada a situação atual da Europa e da indústria local, a implementação da mudança parece inevitável.

A Jetour confirmou que lançará o G700, seu SUV mais robusto e caro, no mercado brasileiro ainda neste mês. A confirmação ocorreu durante a convenção mundial do Grupo Chery, realizada em Wuhu, China. A apresentação comercial completa, com divulgação de preços e lista final de equipamentos para o Brasil, está agendada para o final de outubro.

Este será o quinto modelo da Jetour a ser introduzido no Brasil e representará o novo topo de linha da marca. A versão destinada ao país utiliza uma configuração híbrida plug-in, combinando um motor 2.0 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo, resultando em uma potência de 904 cv e torque de 115,7 kgfm. O veículo possui tração integral e promete atingir 100 km/h em 4,6 segundos.

Além da alta potência, o G700 busca ser mais do que apenas um SUV chinês com um número potente; ele oferece seis assentos em três fileiras e reforça sua vocação off-roader graças à construção «body-on-frame», onde o chassi é separado da carroceria. A autonomia combinada declarada atinge até 1.000 km no ciclo WLTC. A bateria LFP possui 34,13 kWh e, segundo a montadora, permite percorrer até 100 km no modo puramente elétrico.

Embora o G700 já tenha sido exibido no Brasil em agosto, durante o Festival Interlagos, sem uma data de estreia comercial definida, a nova especificação de 904 cv difere da potência de 761 cv mencionada anteriormente. Isso posiciona o SUV em um nicho incomum: um utilitário familiar de luxo com capacidades off-road, mas com potência superior a muitos superesportivos.

Para quem busca qualidade sonora, mesmo em ambientes automotivos, a Pioneer lançou a linha Heritage Collection, ideal para quem possui veículos mais antigos e deseja adicionar componentes com um visual adequado à época.

Esta coleção inclui alto-falantes do tipo box speaker (conhecidos no Brasil como «alto-falante de sobrepor»), modelo TS-X40SXT. Estes alto-falantes reproduzem o design clássico das caixas acústicas antigas, podendo ser instalados sobre o painel traseiro sem a necessidade de grandes aberturas. As TS-X40SXT apresentam um visual quadrado, com moldura prateada e telas pretas, contendo um subwoofer de 13 cm, um mid range e um tweeter separados, e ostentam o logotipo antigo da Pioneer na traseira, totalizando 25W RMS de potência.

Complementando o conjunto, a Pioneer disponibiliza o aparelho de som SXT-C10PS desde o ano anterior. Este equipamento replica com grande fidelidade o visual da série de toca-fitas KEH da Pioneer, apresentando um visor digital iluminado em âmbar. Apesar da estética retrô, ele incorpora funcionalidades modernas, como rádio digital, conectividade Bluetooth e portas USB e auxiliar, estas últimas escondidas sob uma tampa que imita perfeitamente a entrada de fitas cassete dos modelos clássicos.

No entanto, há uma ressalva: nenhum desses produtos está disponível oficialmente no Brasil. O rádio foi lançado primeiro na Europa e agora chega aos Estados Unidos por US$ 499 (aproximadamente R$ 2.500 na conversão direta), enquanto as caixas de som custam US$ 299 (cerca de R$ 1.500), ambos em pré-venda. Compras diretas junto à Pioneer podem resultar em um preço quase dobrado devido aos custos de frete e impostos de importação.

Um exemplar de Alfa Romeo Giulia GT 1300 de 1967 sofreu um acidente em uma corrida, e seu proprietário transformou o veículo em uma máquina quase totalmente nova, equipada com carroceria de alumínio, dianteira customizada, teto rebaixado, traseira aerodinâmica e um motor de 180 cv. Este carro, apelidado de Red Submarine, está atualmente à venda no Reino Unido.

A transformação teve início nos primeiros anos de vida da Giulia, quando um incidente danificou sua estrutura original. Em vez de restaurá-la, o dono optou por substituí-la por uma carroceria de alumínio, que passou por modificações ao longo das décadas. A configuração atual exibe um perfil fastback extremamente baixo e uma traseira no estilo Kamm, remetendo aos protótipos de provas de resistência dos anos 1960, embora não tenha sido desenvolvido pela Alfa Romeo ou pela Autodelta.

O motor original de 1,3 litro foi substituído por um motor Alfa Romeo Nord de quatro cilindros, com deslocamento de 1.962 cm³, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas e preparado para gerar cerca de 182 cv, conforme declaração do proprietário. O sistema de transmissão é manual de cinco marchas. O carro também conta com uma gaiola de proteção, interior simplificado, instrumentos originais e rodas de liga leve com um design singular.

O atual dono adquiriu a Alfa na Bélgica há aproximadamente dez anos e, desde então, dedicou-se ao desenvolvimento da mecânica e da carroceria para uso em pista. Ele afirma que o veículo é excepcionalmente rápido e estável, embora não haja dados de desempenho ou peso oficiais. Curiosamente, apesar de sua aparência de carro de corrida, o Red Submarine permanece legalizado para circulação nas ruas britânicas e está sendo leiloado pela Car & Classic, com encerramento marcado para 25 de outubro.

Na década de 1990, Hans-Joachim Stuck competiu na IMSA GTO utilizando um Audi 90 Quattro. Devido à sua performance notável, a concorrência, em tom de brincadeira, aplicou um adesivo com seu rosto riscado por um sinal de proibido. Em retaliação, o piloto adicionou à traseira de seu Audi uma pequena figura que simulava o ato de «mooning» (mostrar as nádegas), com um mecanismo que fazia o brinquedo se mover, abaixando e levantando as calças repetidamente.

A Mattel decidiu replicar essa piada em sua miniatura do Audi 90 Quattro de Stuck. Essa figura, conhecida como «mooning doll», é difícil de ser vista sem desmontar o modelo, o que foi feito por um entusiasta. Ao desmontar, foi possível notar um nível considerável de detalhamento sob o chassi, incluindo uma réplica simplificada do motor de cinco cilindros com quatro válvulas por cilindro e mais de 700 cv.

Isso representa um ponto positivo contra as críticas comuns de que as miniaturas da Hot Wheels estão se tornando mais simples e mal executadas. Embora muitas miniaturas atuais utilizem assoalhos de plástico pouco texturizados, a Mattel ocasionalmente acerta na modelagem e em referências históricas precisas.

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Porsche lança Mission S, seu novo supercarro, enquanto Toyota revela nome para picape do Corolla Cross
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Porsche lança Mission S, seu novo supercarro, enquanto Toyota revela nome para picape do Corolla Cross

A Porsche apresentou o Mission S, seu mais recente supercarro, que sucede o 918 Spyder. Diferentemente de conceitos anteriores que pareciam prontos para a rua, este modelo é um esportivo de produção real. O design do Mission S mantém a identidade Porsche na parte frontal, com faróis circulares em molduras mais elaboradas, e sua silhueta geral lembra o 911, embora seja mais alongada devido ao arranjo motor central-traseiro.

Um destaque estético são os para-lamas, que na frente são proeminentes e parecem flutuar sobre os elementos aerodinâmicos do para-choque e saias laterais. Na traseira, eles formam uma moldura que envolve a asa traseira, criando o que a Porsche denomina de «volumes flutuantes». Essa abordagem reflete as linhas limpas e bem definidas típicas dos carros modernos da fabricante, priorizando proporções e contornos refinados em vez de elementos excessivamente detalhados.

As referências conceituais citadas pela Porsche para o Mission S incluem o Porsche 959, o lendário 911 GT1 e o 550 Spyder. Internamente, a filosofia segue a tradição de Stuttgart, apresentando um cockpit contemporâneo e harmonioso que evoca sutilmente os 911 antigos, com painel horizontal e instrumentos concentrados à frente do motorista. Há uma mistura de elementos analógicos e digitais, onde o conta-giros é físico, mas o mostrador é uma tela configurável conforme o modo de condução.

A prioridade do Mission S é a experiência de dirigir, o que levou a Porsche a optar por um setup minimalista que dispensa central multimídia, substituída por um suporte MagSafe para celular. O console central possui botões físicos para as funções essenciais, e o câmbio tem altura ajustável. Embora a Porsche não tenha detalhado o conjunto mecânico, rumores apontam para um motor boxer de oito cilindros, possivelmente com sistema híbrido. A ausência de pedal de embreagem sugere transmissão automática, e a ventoinha traseira, orientada para cima, reforça a possibilidade de ser um boxer e não um powertrain elétrico.

O Mission S integra a estratégia «Sportwagenschmiede ’35» da Porsche, mas não há previsão de lançamento. Foi apenas mencionado que ele será posicionado acima do 911, e Tobias Sühlmann, diretor do departamento de design da fabricante, afirmou que ele servirá de inspiração para futuros modelos.

Picape do Toyota Corolla Cross já tem nome e deve chegar ano que vem

O mercado de picapes monobloco no Brasil está se diversificando, e a Toyota entrará neste segmento utilizando o Corolla Cross como base. Segundo apurações da Autoesporte, esta versão já recebeu o nome de Corolla Deck. Projetada para competir com modelos como Fiat Toro, Renault Niagara, Ram Rampage, BYD Mako e Volkswagen Tukan, a Corolla Deck será oferecida somente com cabine dupla e contará com tecnologia híbrida.

O conjunto mecânico supostamente utilizará o motor 2.0 de 16 válvulas aspirado, ciclo Atkinson, empregado no Toyota Prius. Este motor gera 152 cv e 19,4 kgfm, mas combinado com um motor elétrico, pode alcançar 223 cv, embora esse valor possa ser ajustado no Brasil para funcionar com etanol e gasolina, aplicável às versões mais caras. Nas configurações mais básicas, a Corolla Deck deve operar apenas com o motor 2.0, entregando 175 cv e 20,8 kgfm de torque.

Estilisticamente, espera-se que a picape incorpore elementos do Toyota Corolla Cross, especialmente nas portas e colunas A, mas a dianteira terá um design próprio. Embora não haja data oficial de estreia no Brasil, estima-se que a produção comece em Sorocaba (SP) em meados de 2027, com lançamento previsto para o segundo semestre.

Hyundai i20 vende mal e HB20 permanece em linha

O Hyundai i20, com seu design que mescla características de SUV compacto e hatchback, não alcançou o sucesso esperado nos primeiros meses de comercialização. Devido a esse desempenho, a Hyundai alterou seus planos, decidindo manter o hatchback HB20 em linha por um período maior do que o inicialmente planejado.

Os números justificam essa decisão: entre junho e setembro, o i20 registrou aproximadamente 7,7 mil vendas no Brasil, enquanto o HB20 vendeu cerca de 53 mil unidades no mesmo intervalo. Com base nisso, a Hyundai optou por prolongar o HB20 como modelo de entrada no país indefinidamente. Está prevista a chegada de uma versão com motor 1.0 aspirado de 80 cv e 9,6 kgfm de torque, sempre com câmbio manual de cinco marchas, com preço inferior a R$ 100.000, a ser revelada nos próximos meses.

Em contraste, o sedã HB20S terá seu ciclo encerrado no final deste ano, sem substituto imediato. A descontinuação dos três-volumes menores é um reflexo da crescente preferência do mercado brasileiro por crossovers compactos.

Tesla Roadster consegue “voar”, mas ainda não tem previsão de entrega

O Tesla Roadster de segunda geração, prometido originalmente em 2017, teve sua primeira exibição pública recentemente. Elon Musk escolheu apresentar a nova configuração do esportivo elétrico em uma demonstração notavelmente audaciosa, executando manobras aéreas e invertendo-se em uma rampa.

O visual do carro adotou uma linguagem mais angular em comparação com o conceito de 2017, afastando-se das formas fluidas em favor de um aspecto que lembra uma fusão entre Cybertruck e Lamborghini Reventon. A engenharia por trás das exibições depende de uma colaboração com a SpaceX: ventiladores no assoalho geram até 2G de força descendente mesmo com o veículo parado, e dez propulsores de ar comprimido, alimentados por tanques de 600 litros recarregáveis com ar atmosférico, controlam a dinâmica durante o voo. O modelo também utiliza arquitetura by-wire para direção, acelerador e freios, sendo estes últimos equipados com o sistema Sensify da Brembo.

Em termos de performance, a fabricante alegou que o esportivo completou de 0 a 60 mph (cerca de 96 km/h) em 0,81 segundo. Contudo, a apresentação deixou lacunas significativas de dados técnicos cruciais. A Tesla omitiu informações como potência declarada, configuração de motores, capacidade da bateria, autonomia, locais de fabricação e o destino dos milhares de clientes que fizeram reservas desde o primeiro lançamento.

A linha prevista inclui três versões: Performance, Thrust (necessária para atingir o tempo de aceleração recorde) e Rocket, a variante capaz de voar, restrita a clientes selecionados. Fica claro que o veículo exibido ainda é um conceito, com a produção adiada para 2028, e nenhuma previsão de entrega foi fornecida.

Confirmado no Brasil, MG IM6 tem 752 cv e chega neste mês

A MG está prestes a lançar sua divisão de luxo IM no mercado brasileiro, tendo o SUV elétrico IM6 como seu primeiro modelo. Apresentado no Festival de Interlagos em agosto, o IM6 foi confirmado em duas versões distintas, ambas ainda sem nome oficial.

A versão de entrada opera com tração traseira, bateria de 75 kWh e arquitetura de 400V, produzindo 295 cv e 45,9 kgfm. Ela atinge 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, possui velocidade máxima de 210 km/h e autonomia de 348 km pelo Inmetro (450 km no WLTP).

A versão superior é significativamente mais potente, contando com dois motores elétricos, tração integral e bateria de 100 kWh com arquitetura de 800V (permitindo recarga de 10% a 80% em 18 minutos). Este modelo desenvolve impressionantes 752 cv e 81,8 kgfm de torque, acelerando de zero a 100 km/h em apenas 3,5 segundos, com top speed de 239 km/h. Sua autonomia é de 400 km segundo o Inmetro ou 505 km no ciclo WLTP.

Com 4,90 metros de comprimento e um porta-malas de 665 litros (mais 32 litros na frente), o SUV incorpora o Chassi Digital IM, equipado com suspensão pneumática adaptativa, freios Continental e esterçamento das rodas traseiras em até 12 graus. Esse recurso diminui o raio de giro para 5,09 metros, possibilitando manobras diagonais. O interior I-Cockpit apresenta uma tela panorâmica de 26,3 polegadas e um display auxiliar de 10,5 polegadas, além de vidros duplos para isolamento acústico e rotinas programáveis de cabine. Classificado com cinco estrelas nos testes de colisão europeus e sete airbags, o SUV já pode ser reservado no site da MG, aguardando divulgação de preços finais e lista completa de equipamentos.

Jaguar revela o elétrico Type 01; Porsche planeja apresentar novo supercarro em Paris
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Jaguar revela o elétrico Type 01; Porsche planeja apresentar novo supercarro em Paris

A Jaguar finalmente apresentou o Type 01, um grand tourer elétrico que simboliza o renascimento da marca. Este veículo possui um visual futurista e minimalista, distinto de qualquer modelo anterior da Jaguar, a ponto de ser difícil identificá-lo sem o emblema da fabricante.

Embora o Type 01 não difira muito da versão conceitual exibida há um ano, foram adicionados elementos para torná-lo mais adequado para uso em vias públicas, como espelhos retrovisores, quatro portas, uma área envidraçada ampliada e um interior mais funcional. A Jaguar manteve o design característico dos faróis e lanternas em filetes de LED na traseira.

Apesar de a Jaguar sugerir que o nome "Type 01" remete a um GT britânico clássico e faça referência à herança da marca, o design atual não se assemelha a nenhum Jaguar precedente. Contudo, o carro apresenta um aspecto de conceito pronto para rodar nas ruas e chama bastante a atenção.

O interior, que já havia sido parcialmente mostrado, mantém uma arquitetura horizontal e um design limpo. Ele conta com um volante de dois raios e bancos, além de uma tela de 24 polegadas que funciona como painel de instrumentos e central multimídia. Há também uma tela vertical menor de sete polegadas no console central para controle do ar-condicionado e áudio (com 38 alto-falantes), e uma terceira tela na base do para-brisa, denominada ClearSight Rear View Display, que substitui o vidro traseiro.

A ambição da Jaguar é competir com a Bentley, mas o design minimalista, apesar de utilizar materiais de altíssima qualidade e excelente acabamento, não transmite um ar de ultra-luxo, o que é considerado uma abordagem ousada.

Tecnicamente, o Type 01 utiliza três motores elétricos combinados, gerando 1.029 cv e 139,2 kgfm de torque, alimentados por uma bateria NMC de 118 kWh com arquitetura de 850V. A Jaguar assegura uma autonomia de 644 km e a capacidade de recarga rápida de 10% a 80% em 22 minutos utilizando o sistema de 350 kW. As encomendas para o Type 01 começarão no início de 2027, com entregas previstas para o segundo semestre.

Porsche deve levar novo supercarro para o Salão de Paris em outubro

Recentemente, houve especulações sobre um sucessor do Porsche 918 Spyder, e agora parece que a equipe de Weissach está desenvolvendo tal projeto. A Porsche confirmou que apresentará o conceito Mission S no Salão de Paris, agendado para ocorrer entre os dias 12 e 18 de outubro.

A montadora divulgou um teaser em vídeo nas redes sociais, mostrando detalhes rápidos da carroceria, faróis e lanternas, embora sem revelar muitos segredos. Foi esclarecido que o veículo é uma "carta de amor aos carros esportivos". Rumores apontam que será um supercarro com motor central-traseiro, posicionado acima do 911, e ainda não se sabe se terá um motor boxer de oito cilindros ou se será elétrico.

O novo superesportivo integra a estratégia de negócios "Sportwagenschmiede ’35", detalhada pelo CEO Michael Leiters. Diante da queda recente em vendas e lucros, a Porsche decidiu focar na rentabilidade em vez do volume, visando produzir menos carros, mas obter maior lucro por unidade.

Para atingir esses objetivos, a Porsche planeja elevar o preço médio de venda dos modelos mais caros em 20% e aumentar as margens de lucro em todo o portfólio. Adicionalmente, haverá uma redução de 20% nas variantes de cada modelo para otimizar custos operacionais, o que, segundo Leiters, deve impulsionar as vendas das versões restantes em aproximadamente 30%.

GWM Haval H7 é lançado em versão única por R$ 261.000

Após abrir a pré-venda para clientes existentes, a GWM apresentou o Haval H7. Importado da China em uma configuração exclusiva pelo valor de R$ 261.000, este SUV visa ocupar o espaço intermediário entre os modelos H6 e H9, mesclando a estrutura monobloco do H6 com uma carroceria mais quadrada inspirada no H9.

Em termos mecânicos, ele compartilha o conjunto híbrido plug-in flex do H6, combinando um motor 1.5 turbo com dois motores elétricos, entregando 370 cv de potência e 77 kgfm de torque, com tração integral. Utilizando o câmbio DHT de quatro marchas, o veículo atinge 100 km/h em 5,7 segundos. A bateria de 27,5 kWh oferece autonomia de até 92 km no modo puramente elétrico (padrão Inmetro), além de um consumo urbano de até 32 km/l com gasolina e 20,6 km/l com etanol.

O interior do Haval H7 é equipado com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas com espelhamento sem fio, Wi-Fi integrado e carregador por indução de 50W. Os recursos de conveniência incluem teto solar panorâmico, ar-condicionado de duas zonas, head-up display, cortinas retráteis traseiras e um compartimento refrigerado no console central.

Pensando em viagens e acampamentos, o porta-malas dispõe de tomadas de 12V e 220V, além da tecnologia V2L, que permite transformar a bateria do carro em fonte de energia externa. Com 4,80 metros de comprimento e 2,73 m de entre-eixos, o SUV oferece 586 litros de porta-malas e um pacote completo de segurança, incluindo seis airbags, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego e câmera de 540°.

Range Rover Evoque sai de linha no Brasil

O Range Rover Evoque foi retirado do mercado brasileiro, marcando o fim de uma fase para o modelo. Embora não conste mais no site nacional da marca, ainda há unidades em estoque que estão sendo vendidas com condições especiais.

Rumores sobre o encerramento da produção do Evoque e do Discovery Sport na fábrica da Land Rover em Itatiaia (RJ) surgiram há meses, mas a fabricante nunca confirmou oficialmente. O complexo está previsto para ser vendido, sendo a chinesa Chery citada como uma das candidatas favoritas para assumir as operações.

O fechamento das atividades em Fluminense em junho já impactou o mercado. O Evoque, que foi o carro mais vendido da marca no Brasil, registrou apenas 239 unidades vendidas durante 2026. Para liquidar os estoques, a rede de concessionárias está oferecendo grandes descontos: o preço oficial de tabela é de R$ 521.650, mas é possível encontrar unidades prontas em São Paulo por R$ 399.990, representando uma redução superior a R$ 121 mil.

Ao ser questionada, a JLR informou que o Evoque permanecerá no portfólio enquanto houver estoque. As últimas unidades nacionais disponíveis são da versão Autobiography, equipada com o motor 2.0 turboflex da família Ingenium, que gera 249 cv de potência e 37,2 kgfm de torque. Após o esgotamento desse lote final, o modelo deverá retornar à importação de Liverpool, no Reino Unido, após 11 anos de fabricação local. O cenário é ainda mais crítico para o Discovery Sport, que, além de deixar o Brasil, deve encerrar sua produção na Europa no final deste ano.

Carros só a combustão vendem menos que híbridos e elétricos

Pela primeira vez, as vendas globais de veículos movidos exclusivamente a combustão interna, incluindo modelos flex, caíram para menos de metade do mercado mundial no primeiro semestre de 2026. Com 20,25 milhões de unidades vendidas entre janeiro e junho, este segmento registrou uma diminuição de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior, reduzindo sua participação de mercado para 49%.

Essa retração é notável quando comparada ao cenário de cinco anos atrás, quando os veículos a combustão pura representavam 73% das vendas globais. O declínio dos motores tradicionais foi impulsionado por quedas significativas em mercados chave, como 26% na China e 13% na Europa.

Em contraste, os carros totalmente elétricos cresceram globalmente em 12%, totalizando 6,87 milhões de emplacamentos e alcançando 17% do total de vendas. A expansão dos elétricos foi acentuada na Europa (32%), no Sudeste Asiático (81%) e na Oceania (mais de 50%), ultrapassando os veículos a combustão em 31 países europeus.

A principal exceção foi o mercado norte-americano, onde as vendas de elétricos diminuíram 15% após o governo Trump revogar os incentivos fiscais federais. A China continua liderando essa mudança, concentrando cerca de 60% de toda a produção mundial de elétricos e híbridos plug-in, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

Paralelamente, os veículos híbridos mantêm forte ascensão global, com um aumento de 10% nas vendas, totalizando 7,27 milhões de unidades entregues no semestre, o que corresponde a 18% de todos os automóveis novos vendidos no planeta.

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