A Comissão Europeia iniciou uma investigação para verificar se a Booking.com está combatendo de maneira adequada anúncios enganosos, esquemas de phishing e propostas de hospedagem irregulares. O propósito desta apuração é confirmar se a plataforma está cumprindo as normas europeias destinadas a serviços digitais.
A análise foi desencadeada após uma avaliação inicial e a revisão de relatórios de risco que foram submetidos pela empresa ao longo deste ano e nos três anos precedentes. Os órgãos reguladores irão examinar anúncios de propriedades que não existem, fraudes baseadas em falsas representações e ofertas de alojamento que não seguem as regras pertinentes.
Além disso, serão analisados os golpes de phishing que utilizam dados de reservas e informações de hóspedes trocadas com estabelecimentos parceiros. Outro aspecto sob escrutínio refere-se aos anúncios pagos que não são devidamente sinalizados como publicidade.
Esta investigação fundamenta-se na Lei de Serviços Digitais (DSA), que impõe deveres às grandes plataformas online no enfrentamento de conteúdos prejudiciais ou ilegais. Caso haja infração, as penalidades podem atingir até 6% do faturamento anual mundial da companhia.
É importante notar que o início do procedimento não implica que a Booking.com já tenha sido considerada culpada; a Comissão ainda precisa determinar se a plataforma reconheceu os riscos e implementou ações suficientes para mitigá-los.
Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da Comissão Europeia, enfatizou a relevância da salvaguarda dos consumidores. Ela declarou que os cidadãos europeus devem poder planejar suas viagens sem receio de serem vítimas de fraudes. Virkkunen também salientou que a legislação define responsabilidades claras para as plataformas, sendo essencial que a Booking.com trate essas obrigações com seriedade.
Por sua vez, um porta-voz da Booking.com assegurou que a empresa está cooperando com a Comissão Europeia, afirmando que a segurança, a confiança e a proteção dos dados pessoais são prioridades centrais da Booking.com. A companhia reforçou seu empenho em colaborar com governos, reguladores, forças policiais e parceiros do setor para combater fraudes online e crimes cibernéticos, protegendo assim tanto os viajantes quanto os estabelecimentos parceiros.
Os reguladores terão a tarefa de definir se as providências adotadas pela plataforma estão em conformidade com os requisitos estabelecidos pela Europa.
