Finalista do Miss South Africa, Saneliseve Diko, busca melhorar o acesso aos cuidados de saúde
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Finalista do Miss South Africa, Saneliseve Diko, busca melhorar o acesso aos cuidados de saúde

Saneliseve Diko, finalista do concurso Miss South Africa Top 19, acredita que seu caminho na farmacêutica não se limitou apenas ao estudo da medicina, mas também em garantir que as pessoas compreendam questões de saúde, saibam onde procurar ajuda e ganhem confiança para tomar decisões informadas sobre seu bem-estar.

A paixão de Diko pela saúde pública está enraizada em sua experiência pessoal, em particular ao observar como sua avó vivia com uma doença crônica, o que a fez perceber a importância crítica de garantir o acesso à informação médica para os pacientes.

Ao longo de sua jornada, Diko percebeu que o acesso a medicamentos é apenas uma parte do sistema de saúde. Os pacientes também precisam entender seu estado, saber como gerenciá-lo e sentir apoio durante todo o processo de tratamento.

Ela observou: «Minha jornada começou com minha avó, mas transformou-se em um compromisso com as comunidades que eu ajudo hoje.»

Diko obteve um bacharelado em farmácia na Universidade Rhodes, impulsionada pelo desejo de ajudar as pessoas a entenderem melhor sua saúde e a navegarem no sistema de saúde, que muitas vezes parece burocrático.

Seu contato com as dificuldades enfrentadas pelas pessoas ao buscar assistência médica, especialmente dentro do sistema de saúde público, fortaleceu sua determinação em mudar essa situação. À medida que avançava nos estudos e se tornava farmacêutica, ela percebeu que seu papel poderia ir além da simples dispensação de medicamentos.

Para Diko, os profissionais de saúde têm a responsabilidade de educar e capacitar os pacientes, especialmente aqueles que não têm acesso a informações confiáveis ou apoio adequado. Sua abordagem foca em simplificar a compreensão das informações médicas para que as pessoas possam participar ativamente das decisões que afetam seu bem-estar.

O compromisso de Diko com a saúde pública a levou a participar de iniciativas de assistência, incluindo viagens no trem Phelophepa e a campanha Isibhedlele Kubantu. Esses eventos demonstraram-lhe a demanda por serviços médicos acessíveis e de baixo custo, e sublinharam como a falta de informação pode impedir as pessoas de receberem a ajuda já disponível.

Um exemplo notável foi a disseminação de informações sobre os serviços do trem Phelophepa através de suas redes sociais. Ela ficou surpresa com o número de pessoas que desconheciam a assistência médica disponível para elas. Ela explicou: «Às vezes, a barreira não é a ausência do serviço, mas a falta de informação sobre ele.»

Essa experiência reforçou sua convicção de que a educação médica deve ir além das instituições de saúde e alcançar as pessoas em suas comunidades locais. Também lhe lembrou que atrás de cada paciente há uma pessoa com sua própria história, família e circunstâncias que podem afetar sua capacidade de receber tratamento.

Como as redes sociais estão se tornando cada vez mais a principal fonte de informação, Diko está particularmente preocupada com o impacto da desinformação sobre saúde em jovens sul-africanos. Reconhecendo o potencial das plataformas digitais para educação e conexão, ela acredita que os jovens devem ser mais críticos em relação aos conselhos de saúde que veem online.

Informações divulgadas sem base científica ou contexto adequado podem confundir as pessoas e influenciar suas decisões de saúde. Como farmacêutica, Diko quer encorajar os jovens a questionar o que veem na internet, verificar as informações e consultar profissionais de saúde qualificados quando precisarem de orientação.

Ela também espera mudar a percepção dos jovens sobre os profissionais de saúde, incentivando-os a vê-los como parceiros confiáveis no bem-estar, e não apenas como pessoas que são visitadas quando estão doentes. Através de seu ativismo, ela busca tornar as informações de saúde mais acessíveis, compreensíveis e relevantes para a vida real.

Para Diko, não existe um único obstáculo que impeça as pessoas de receberem cuidados médicos. Restrições financeiras, acesso limitado às instalações, estigmatização e desinformação podem contribuir para atrasos no tratamento, frequentemente se reforçando mutuamente.

Uma pessoa pode entender a importância do tratamento, mas ter dificuldades em pagar o transporte até a instituição médica. Outra pessoa pode ter acesso aos serviços, mas adiar a consulta por medo de julgamento. Diko acredita que resolver esses problemas requer uma abordagem de saúde mais focada na comunidade.

Ela gostaria de ver uma maior educação médica pública, serviços mais acessíveis e de baixo custo, bem como espaços seguros onde as pessoas possam fazer perguntas sem medo de julgamento. Ela também enfatiza que construir confiança entre profissionais de saúde e comunidades é igualmente importante para que as pessoas se sintam informadas e apoiadas o suficiente para procurar ajuda a tempo.

Embora a plataforma Miss South Africa ofereça uma oportunidade para amplificar sua mensagem, Diko olha além da competição. Através da estrutura Empower Youth Africa, ela espera desenvolver uma iniciativa sustentável de defesa dos direitos na área da saúde que continuará beneficiando as comunidades muito depois de sua participação no Miss South Africa. Seus planos incluem colaborar com outros profissionais de saúde para responder a perguntas comuns de saúde, conectar pessoas a serviços acessíveis e realizar palestras educativas sobre saúde nas comunidades.

Ela está particularmente interessada em criar oportunidades para jovens e comunidades carentes terem acesso a informações confiáveis, entenderem suas opções de atendimento médico e tomarem decisões informadas sobre seu bem-estar. Parcerias com profissionais de saúde, organizações comunitárias e instalações médicas locais desempenharão um papel central para garantir que a iniciativa chegue àqueles que mais precisam.

Para Diko, o objetivo não é apenas aumentar a conscientização, mas criar oportunidades práticas para que as pessoas interajam com o sistema de saúde e busquem o apoio necessário. Ela declarou: «Quero criar um modelo que possa beneficiar as comunidades após minha participação no Miss South Africa, porque o acesso à educação e assistência médica não deve terminar quando a atenção diminuir.»

Em última análise, Diko espera contribuir para um futuro onde o acesso aos cuidados de saúde não seja determinado pelo local de residência da pessoa ou por suas possibilidades financeiras. Sua participação no Miss South Africa oferece mais uma plataforma para essa ambição, mas sua missão permanece baseada no trabalho que, em sua opinião, deve ser feito diariamente: ajudar as pessoas a entenderem sua saúde, acessar serviços acessíveis e sentirem-se merecedoras de cuidados necessários.

A final do Miss South Africa 2026 ocorrerá no sábado, 14 de novembro de 2026, no Centro de Convenções de Joanesburgo.

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