Sony Walkman retorna ao mercado como dispositivo premium com acabamento em ouro e preço de R$ 30 mil
Leia mais
Tecnoblog
tecnoblog.net

Sony Walkman retorna ao mercado como dispositivo premium com acabamento em ouro e preço de R$ 30 mil

O Sony Walkman foi relançado no mercado como um equipamento de categoria premium, destinado a audiófilos e profissionais da música. Este modelo oferece reprodução de alta qualidade e apresenta acabamento em ouro, sendo anunciado por US$ 5,9 mil, o que equivale a aproximadamente R$ 30 mil na conversão direta. Existe também uma alternativa intermediária disponível por US$ 2.999,99, correspondendo a cerca de R$ 15 mil.

O aparelho possui suporte para arquivos DSD (Direct Stream Digital), proporciona som de alta fidelidade e dispõe de 256 GB de armazenamento interno, além de aceitar cartões microSD. Em relação à conectividade, ele integra Wi-Fi e Bluetooth, e inclui duas portas P2 de 3,5 mm, possibilitando ouvir músicas tanto em configuração estéreo independente quanto em um canal balanceado.

Um aspecto que contribui para a elevada resolução sonora é o emprego de cobre 'puro' no hardware, que é processado sem adição de oxigênio. O dispositivo também conta com uma tela de 5,5 polegadas e opera sob o sistema operacional Android 16. É relevante notar que a Sony deixou o Brasil em 2020, e este Walkman não deve ter lançamento oficial no país.

O novo Walkman chega ao mercado em duas variantes dentro da linha Signature Series: NW-WM1ZM3 e NW-WM1AM3. A distinção principal reside no design; a versão mais sofisticada, ZM3, apresenta acabamento dourado e maior capacidade de armazenamento, com 256 GB, comparado aos 128 GB do modelo mais básico.

Embora as especificações técnicas sejam majoritariamente idênticas, o uso de OFC (cobre livre de oxigênio) na composição assegura uma superioridade na qualidade do som. Adicionalmente, os cabos internos incorporam a assinatura Kimber Kable, visando a redução de ruídos e a manutenção da alta fidelidade durante a reprodução. Segundo a própria Sony, os usuários conseguirão apreciar as músicas exatamente como foram criadas pelos artistas, capturando todos os detalhes finos.

Para complementar o apelo premium do hardware, foram implementadas soluções de software. A fabricante garante a tecnologia S-Master HX, suporte a arquivos DSD e otimização dos áudios, seja quando estes são processados internamente ou transmitidos via Wi-Fi.

É importante ressaltar que músicas reproduzidas através de serviços de streaming como Spotify podem sofrer uma degradação natural na qualidade. Para obter maior fidelidade, alguns aplicativos oferecem recursos lossless nas suas configurações, preservando detalhes que seriam perdidos no processamento MP3. Contudo, a melhor experiência auditiva com um acessório como o novo Walkman é alcançada utilizando arquivos baixados previamente.

Focado na reprodução musical, o Walkman promete uma boa duração de bateria, chegando a até 35 horas de áudio, dependendo do formato do arquivo. Arquivos mais exigentes, como FLAC ou DSD, tendem a reduzir esse tempo, mas a média se mantém próxima às 30 horas. A autonomia também varia conforme o modo de conexão (podendo atingir 41 horas no Bluetooth) e o aplicativo empregado, sendo o W.Music App nativo da Sony o que garante maior tempo de uso.

O sistema operacional Android 16 permite o download de aplicações, acesso à internet e reprodução de músicas por streaming. Apesar disso, devido à proposta de som mais robusta, o armazenamento máximo de 256 GB pode ser insuficiente para guardar muitos arquivos de áudio locais. A expansão da memória é viável através de um cartão microSD.

Considerando seu foco na reprodução musical, o Walkman também se mostra vantajoso para músicos e produtores que desejam analisar seus trabalhos com maior precisão, mesmo fora do estúdio. A portabilidade é um ponto positivo, visto que outros aparelhos podem apresentar reprodução comprimida, resultando na perda de informações cruciais durante o processo de gravação.

Popular