A Apple corre o risco de enfrentar uma dívida ainda maior após ter sido sentenciada a pagar US$ 5,7 bilhões (aproximadamente R$ 30,8 bilhões) em um processo por infração de patentes nos Estados Unidos. A Taction Technology, que moveu a ação, solicitou a um juiz federal que aumente o valor da indenização e adicione juros ao montante determinado por um júri em setembro.
Este pedido tem o potencial de elevar a obrigação financeira da fabricante do iPhone em centenas de milhões de dólares. O litígio está relacionado a uma tecnologia de feedback tátil empregada em iPhones e Apple Watches, que possibilita aos aparelhos gerar vibrações detectáveis pelo toque.
Em um documento protocolado na sexta-feira (16), a Taction argumentou que a condenação inicial abrange somente as vendas da Apple ocorridas entre 2021 e o final de março corrente. Por essa razão, a empresa requereu que o tribunal também analise as vendas efetuadas nos seis meses subsequentes.
Adicionalmente, a companhia pleiteou o pagamento de juros retroativos à decisão judicial, calculados com base na taxa legal de 7% do Estado da Califórnia (EUA). De acordo com a Taction, este acréscimo poderia somar pelo menos centenas de milhões de dólares ao valor da condenação original. A empresa defendeu no documento que o volume da indenização fixada pelo júri não deve ser um impedimento para a concessão dos juros, buscando também juros posteriores à sentença.

