O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado para o Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026. Embora mantenha a estrutura do título original de 1998, ele apresenta alterações na forma de visualização e jogabilidade. Após jogar por aproximadamente 90 minutos, a primeira impressão é de um jogo que não aparenta estar datado ou ultrapassado. Para quem estreia em Ocarina of Time, o nível de dificuldade foi considerado elevado.
O autor do texto, que nunca havia jogado Ocarina of Time, mas já havia jogado Zelda II: The Adventure of Link no NES, aborda a experiência sem recorrer à nostalgia e evita spoilers, inclusive aqueles que poderiam não surpreender jogadores experientes. As comparações com a versão original foram feitas com base em relatos de colegas que testaram a mesma demonstração.
O Olhar Digital convidou o autor para vivenciar essa experiência em primeira mão, o que o levou ao México junto com outros influenciadores e membros da imprensa. Durante a sessão, foram jogadas três seções distintas, selecionadas para exibir mecânicas, itens e momentos variados. Inicialmente, a jogatina começou na Floresta Kokiri, seguida por uma exploração do Campo de Hyrule e da Cidade do Castelo, culminando no Templo da Floresta, onde o jogador relatou ter enfrentado dificuldades.
Originalmente lançado para o Nintendo 64 em 1998, Ocarina of Time recebeu seu primeiro remake no Nintendo 3DS em 2011. A nova versão de Zelda: Ocarina of Time é exclusiva do Switch 2 e coincide com o aniversário de 40 anos da franquia.
No Brasil, a versão digital do jogo está disponível na loja oficial da Nintendo por R$ 329,90 e possui um tamanho aproximado de 27 GB. Ele pode ser jogado nos modos TV, semiportátil ou portátil, e já vem com áudio e textos em português do Brasil.
Usuários familiarizados com outros lançamentos da Nintendo, como Mario Kart World, sabem que o Switch 2 possui capacidade de processamento robusta. No caso de Zelda, isso se reflete na excelente qualidade gráfica. Colegas que conhecem o original afirmaram que os detalhes dos personagens são fiéis à versão de 1998, mas com um acréscimo de modernidade.
Ao jogar na TV, as cenas cinematográficas (cutscenes) apresentaram fluidez e encanto. O aspecto mais marcante foi a integração entre a arte gráfica, a trilha sonora e a dublagem em português, criando uma imersão profunda. Em uma cena específica, a Grande Árvore Deko solicita a Navi que procure Link, permitindo sentir o peso da voz de Deko, a urgência da fada e o clima de expectativa.
Embora um trailer já tenha revelado mais detalhes sobre o cenário e vestimentas nítidas rodando a 60 FPS, a Nintendo não forneceu números oficiais de resolução ou taxa de quadros, e a página da loja brasileira também não exibe tais dados. No modo TV, o jogador observou movimento e cenas fluidas.
Os controles de Link são relativamente simples, englobando corrida, salto e mira utilizando o giroscópio em armas de projétil, como o estilingue. Jogadores do original notarão a inclusão do botão de pulo, pois anteriormente Link saltava automaticamente nas bordas, além da implementação de câmera livre. Essas duas modificações foram comunicadas pela Nintendo.
O sistema de combate possui um forte impacto tanto visual quanto sonoro. É possível solicitar auxílio à Navi em diversas situações, momento em que ela aponta fraquezas dos monstros. Colegas que conhecem o original comentaram que a Navi está menos invasiva que na versão de 1998, um recurso útil para evitar travamentos. O jogador aconselhou a utilização desse auxílio.
A experiência foi realizada com o pro controller, embora tenha sido mencionado que o Joy-Con também deve oferecer uma boa experiência. O relato completo sobre o modo portátil será apresentado posteriormente.
A primeira etapa consistiu no tutorial realizado na Floresta Kokiri. Link precisa coletar os itens iniciais para localizar a Grande Árvore Deko e dar início à jornada. Mido impede o avanço de Link até que ele possua espada e escudo. Para quem já conhece o jogo, este trecho é um caminho direto aos desafios.
Devido à limitação de tempo, o jogador hesitou em explorar excessivamente, priorizando a objetividade e não conversando com todos os habitantes da vila, visto que o tutorial já serviu para aprender os movimentos básicos.
Após a árvore, Link é direcionado para sua aventura na floresta. Neste local, o jogador encontrou as primeiras plantas carnívoras e teve um susto com aranhas gigantes que desciam do teto da caverna. Além de outros itens iniciais, o mais crucial foi encontrar o estilingue.
Um alerta foi emitido para pessoas com aracnofobia: esta fase contém muitas aranhas. O jogador conseguiu se controlar, apesar de não ter procurado opções para alterar esse aspecto, devido à natureza fantástica das criaturas.
O Campo de Hyrule ofereceu um momento de exploração, mas foi breve devido ao tempo disponível. O campo é extenso, e o foco do jogador foi mais na Cidade do Castelo de Hyrule do que no próprio campo.
A cidade foi descrita como bela, com pessoas interagindo e detalhes que remetem a filmes. O jogador visitou algumas lojas, dedicando-se principalmente à missão da loja de insetos.
A seção final foi o Templo da Floresta. Esta masmorra contém múltiplas salas, cada uma exigindo a resolução de um enigma para progredir. Havia quatro portas, e o jogador conseguiu solucionar uma e meia.
Os enigmas são considerados desafiadores e envolventes, abrangendo movimentação de blocos de área, acerto em locais estratégicos, coleta de chaves menores e navegação por corredores, característico de um calabouço tradicional. É por isso que o jogo demonstrou ter envelhecido bem, resgatando o desafio dos títulos antigos.
Em opinião pessoal, o uso da ocarina constitui o desafio mais cativante. O jogador pode tocar para o console, sussurrar ou utilizar um instrumento musical. O microfone do Switch 2 capta o som, identifica a melodia e faz Link tocá-la no jogo. A Nintendo confirmou que as canções aprendidas por Link no remake funcionam, mantendo os botões de controle disponíveis. Essa funcionalidade foi demonstrada pelo produtor Eiji Aonuma em um Nintendo Direct, e o autor considera que torna o jogo mais dinâmico, facilitando o ritmo para quem tem dificuldade com o controle.
Estão previstos para este ano ocarinas oficiais, incluindo um modelo elétrico da HORI.
A dublagem em português foi elogiada por ser muito bem adaptada e acessível, evidenciando o cuidado da equipe da Nintendo com a localização. Detalhes como frases icônicas, grafias e nomes adaptados contribuem para a imersão e facilidade de compreensão. A Nintendo do Brasil confirmou a presença de texto e dublagem em português do Brasil desde o lançamento.
O elenco divulgado inclui Flávia Narciso (Navi), Sicília Vidal (Saria), Bianca Lua (Zelda e Sheik), Junior Nanneti (Darunia), Mayara Stefane (Ruto), Fábio Azevedo (Ganondorf) e Fernanda Keller (Impa). Link permanece sem diálogos. Espera-se ouvir vozes de outros personagens icônicos ainda não anunciados.
Colegas que conhecem o original notaram que a estrutura sofreu poucas alterações. Contudo, para quem já tem experiência, o remake oferece mais do que apenas gráficos aprimorados e localização em PT-BR.
Para quem vivencia a aventura pela primeira vez, como o autor, o remake de Zelda: Ocarina of Time não se mostra obsoleto ou sem relevância no contexto atual. Isso se deve não apenas ao seu caráter fantástico, mas também às mudanças geracionais. O jogo incorpora mecânicas antigas de quebra-cabeças, como empurrar blocos, pular em locais específicos e ritmos com a ocarina; diferentemente de jogos mais modernos, ele não exige constantemente ações repetitivas. É divertido e agradável de jogar, prometendo muitas horas de exploração e aproveitamento.