Lançamento do Nissan X-Trail híbrido no Brasil e transformação do Mercedes-AMG GT em SUV
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Lançamento do Nissan X-Trail híbrido no Brasil e transformação do Mercedes-AMG GT em SUV

A Nissan anunciou que o novo X-Trail híbrido terá seu lançamento no Brasil previsto para o segundo semestre de 2027. Este utilitário visa ocupar uma posição superior ao Nissan Kicks e servir como ferramenta da montadora para competir com a crescente concorrência chinesa.

Ricardo Gondo, presidente da Nissan no Brasil, confirmou que o X-Trail será comercializado com capacidade para sete passageiros, diferentemente do restante da América Latina, onde o modelo é oferecido apenas com cinco lugares. Ele chegará nas versões e-Power e-4orce, configuradas com sistema híbrido e tração nas quatro rodas.

O conjunto motriz é formado por um motor 1.5 turbo de 144 cv e 25,5 kgfm de torque, que funciona unicamente como gerador para suprir dois motores elétricos: um de 204 cv na frente e outro de 136 cv atrás. Juntos, esses componentes geram um total de 216 cv e 33,7 kgfm de torque. A transmissão é direta, com apenas uma marcha, e o desempenho é considerado satisfatório, atingindo 100 km/h em sete segundos, com velocidade máxima limitada a 180 km/h.

Com dimensões de 4,69 metros de comprimento, 1,84 m de largura e um entre-eixos de 2,71 m, o Nissan X-Trail possui porte similar ao do Toyota RAV4 Hybrid, um de seus principais concorrentes. O porta-malas comporta 485 litros quando a terceira fileira está dobrada, e com sete ocupantes, o espaço de carga é de 120 litros.

Para competir neste segmento, o X-Trail será equipado com itens esperados, como ar-condicionado digital de três zonas, central multimídia de 12,3 polegadas, e um pacote de assistência ao motorista que inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa.

Embora o preço ainda não tenha sido divulgado, uma estimativa baseada na concorrência sugere que o valor possa variar entre R$ 300.000 e R$ 350.000. Isso se compara a modelos chineses como o Leapmotor C10, que inicia em torno de R$ 220.000, e o Toyota RAV4 Hybrid, que ultrapassa R$ 300.000, com a versão híbrida plug-in chegando perto de R$ 400.000.

Mercedes-AMG transforma seu GT elétrico de 1.169 cv em SUV

A Mercedes-AMG transformou seu novo Mercedes-AMG GT elétrico, um sedã de 1.169 cv com três motores de fluxo axial, bateria volumosa e peso de 2.460 kg, em um SUV, uma decisão que, segundo a montadora, pode gerar boa receita.

Este é o primeiro SUV de grande porte totalmente desenvolvido pela AMG. A versão GT 63 utiliza essencialmente a mesma arquitetura do GT de quatro portas: três motores elétricos de fluxo axial (dois traseiros e um dianteiro) que entregam 1.169 cv e 203,9 kgfm. A Mercedes afirma que este modelo alcança 100 km/h em 2,7 segundos e atinge 270 km/h.

O desafio de peso persiste, mas agora em escala SUV. O GT 63 pode ser equipado com uma bateria de 106 kWh, pesando 2.585 kg, ou com o pacote maior de 128 kWh, elevando o peso para 2.695 kg. Na configuração de maior autonomia, ele adiciona 235 kg ao peso do GT elétrico anterior.

A bateria ampliada promete uma autonomia entre 620 e 700 km no ciclo WLTP e suporta carregamento rápido de até 710 kW em corrente contínua. A Mercedes alega que isso possibilita recuperar até 454 km de autonomia em dez minutos ou passar de 10% a 80% em 12 minutos, dependendo da disponibilidade do carregador.

Para conferir um comportamento digno de um AMG apesar do peso próximo a 2.700 kg, o GT SUV incorpora suspensão pneumática com controle hidráulico ativo de rolagem e movimentos longitudinais, esterçamento traseiro e vetorização de torque independente nos dois motores traseiros. Além disso, conta com aerodinâmica ativa, incluindo entradas de ar móveis e um spoiler traseiro ajustável.

Assim como no modelo de quatro portas, a Mercedes incluiu um modo que emula o som de um V8 AMG e simula trocas de marcha, agora incorporando vibrações nos assentos. Isso levanta questionamentos sobre se a performance elétrica futura precisará replicar tão fielmente o que substituiu.

Mercedes admite que subestimou os fãs do V8

A Mercedes-Benz reconheceu que pode ter negligenciado a preferência dos clientes pelo motor V8 ao substituir o V8 do C63 por um motor híbrido de quatro cilindros. O CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, admitiu que a marca subestimou o apreço da chamada «boa e velha turma do V8» ao implementar essa alteração.

Posteriormente, Stefan Weckbach, chefe da AMG, confirmou que o próximo CLE 63 voltará a utilizar um V8 em 2027, indicando que a AMG aprendeu com a reação do público e optou por retornar ao que os clientes apreciam.

Essa mudança ocorre após anos de incertezas sobre o tema. Em 2023, fontes da Mercedes informaram à imprensa alemã que a ideia de retornar ao V8 no C63 e E63 era «pura bobagem», e a marca negou novamente o retorno do V8 ao C63 posteriormente.

A situação levantou dúvidas, visto que a Mercedes planejava convencer proprietários de C63 V8 a gastar valores próximos a R$ 1.000.000 para migrar para um modelo com motor de quatro cilindros 2.0 do A45 AMG, equipado com tecnologia considerada tediosa pela Fórmula 1.

Honda Civic híbrido ganha transmissão S+ Shift do Prelude

A Honda implementará o sistema de transmissão S+ Shift do Prelude no Civic híbrido, visando tornar a condução mais envolvente. Esta funcionalidade estará disponível somente para a versão hatchback.

No sistema e-CVT padrão do Civic, o carro opera majoritariamente com o motor elétrico em baixas e médias velocidades, enquanto o motor a combustão Atkinson serve apenas para gerar eletricidade via um motor-gerador secundário. À medida que a velocidade aumenta, uma embreagem hidráulica conecta o motor a combustão diretamente às rodas para otimizar a economia. Por não possuir marchas físicas, a aceleração é constante, o que favorece o consumo, mas torna a experiência de dirigir menos dinâmica.

O S+ Shift resolve essa questão ao incorporar oito relações virtuais controladas pelas borboletas atrás do volante — anteriormente usadas apenas para ajustar a frenagem regenerativa. Ao simular uma troca de marcha, o gerenciamento eletrônico causa uma diminuição momentânea de rotação e torque para replicar o impacto de uma mudança real. Nas reduções, o sistema imita o salto de rotação característico de uma redução, auxiliado por um som artificial emitido pelos alto-falantes, sincronizando o áudio com o comportamento do conjunto.

O software também adapta essas simulações em tempo real, analisando o uso dos pedais, o ângulo de curva e a inclinação da pista. Atualmente, essa novidade é restrita aos modelos europeus hatchback. No mercado brasileiro, onde o Civic é vendido apenas como sedã (excluindo o Type R), a Honda ainda não confirmou se o carro receberá o sistema, uma perspectiva que se torna mais remota com a chegada do Prelude, dada a tendência da Honda de manter distinções claras entre os modelos no país.

Royal Enfield lança sua moto mais rara (e mais cara) no Brasil

A Royal Enfield consolidou sua imagem como fabricante de motocicletas com bom desempenho, visual sofisticado e preços acessíveis. Em uma mudança estratégica, a marca lançará no Brasil uma série especial limitada e exclusiva com preço quase o dobro da média de suas motos.

Trata-se da Royal Enfield Classic 650 Hypershift 125th Anniversary Edition, cujo nome celebra os 125 anos da Royal Enfield original, a empresa britânica que originou a atual, sediada na Índia. Mecanicamente, esta edição limitada é idêntica a qualquer Classic 650, equipada com um bicilíndrico de 47 cv e 5,33 kgfm de torque, e câmbio de seis marchas.

A exclusividade reside no design, com o acabamento Hypershift — uma pintura base latão coberta por uma camada que altera de cor conforme a luz e o ângulo de observação, variando entre tons dourado, vermelho e verde. A motocicleta também apresenta emblemas específicos e filetes pintados à mão, além de um assento revestido em couro premium e motor com pintura preta brilhante. Rodas e escapamento são pintados em preto fosco.

Embora seja uma moto agradável de pilotar, esta edição especial é direcionada a colecionadores. Para adquiri-la, é necessário realizar um cadastro no site da marca até 26 de outubro, data de abertura das pré-reservas. Serão disponibilizados apenas 75 exemplares no Brasil, dos 650 unidades produzidas globalmente, pelo preço de R$ 49.990.

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Porsche lança Mission S, seu novo supercarro, enquanto Toyota revela nome para picape do Corolla Cross
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Porsche lança Mission S, seu novo supercarro, enquanto Toyota revela nome para picape do Corolla Cross

A Porsche apresentou o Mission S, seu mais recente supercarro, que sucede o 918 Spyder. Diferentemente de conceitos anteriores que pareciam prontos para a rua, este modelo é um esportivo de produção real. O design do Mission S mantém a identidade Porsche na parte frontal, com faróis circulares em molduras mais elaboradas, e sua silhueta geral lembra o 911, embora seja mais alongada devido ao arranjo motor central-traseiro.

Um destaque estético são os para-lamas, que na frente são proeminentes e parecem flutuar sobre os elementos aerodinâmicos do para-choque e saias laterais. Na traseira, eles formam uma moldura que envolve a asa traseira, criando o que a Porsche denomina de «volumes flutuantes». Essa abordagem reflete as linhas limpas e bem definidas típicas dos carros modernos da fabricante, priorizando proporções e contornos refinados em vez de elementos excessivamente detalhados.

As referências conceituais citadas pela Porsche para o Mission S incluem o Porsche 959, o lendário 911 GT1 e o 550 Spyder. Internamente, a filosofia segue a tradição de Stuttgart, apresentando um cockpit contemporâneo e harmonioso que evoca sutilmente os 911 antigos, com painel horizontal e instrumentos concentrados à frente do motorista. Há uma mistura de elementos analógicos e digitais, onde o conta-giros é físico, mas o mostrador é uma tela configurável conforme o modo de condução.

A prioridade do Mission S é a experiência de dirigir, o que levou a Porsche a optar por um setup minimalista que dispensa central multimídia, substituída por um suporte MagSafe para celular. O console central possui botões físicos para as funções essenciais, e o câmbio tem altura ajustável. Embora a Porsche não tenha detalhado o conjunto mecânico, rumores apontam para um motor boxer de oito cilindros, possivelmente com sistema híbrido. A ausência de pedal de embreagem sugere transmissão automática, e a ventoinha traseira, orientada para cima, reforça a possibilidade de ser um boxer e não um powertrain elétrico.

O Mission S integra a estratégia «Sportwagenschmiede ’35» da Porsche, mas não há previsão de lançamento. Foi apenas mencionado que ele será posicionado acima do 911, e Tobias Sühlmann, diretor do departamento de design da fabricante, afirmou que ele servirá de inspiração para futuros modelos.

Picape do Toyota Corolla Cross já tem nome e deve chegar ano que vem

O mercado de picapes monobloco no Brasil está se diversificando, e a Toyota entrará neste segmento utilizando o Corolla Cross como base. Segundo apurações da Autoesporte, esta versão já recebeu o nome de Corolla Deck. Projetada para competir com modelos como Fiat Toro, Renault Niagara, Ram Rampage, BYD Mako e Volkswagen Tukan, a Corolla Deck será oferecida somente com cabine dupla e contará com tecnologia híbrida.

O conjunto mecânico supostamente utilizará o motor 2.0 de 16 válvulas aspirado, ciclo Atkinson, empregado no Toyota Prius. Este motor gera 152 cv e 19,4 kgfm, mas combinado com um motor elétrico, pode alcançar 223 cv, embora esse valor possa ser ajustado no Brasil para funcionar com etanol e gasolina, aplicável às versões mais caras. Nas configurações mais básicas, a Corolla Deck deve operar apenas com o motor 2.0, entregando 175 cv e 20,8 kgfm de torque.

Estilisticamente, espera-se que a picape incorpore elementos do Toyota Corolla Cross, especialmente nas portas e colunas A, mas a dianteira terá um design próprio. Embora não haja data oficial de estreia no Brasil, estima-se que a produção comece em Sorocaba (SP) em meados de 2027, com lançamento previsto para o segundo semestre.

Hyundai i20 vende mal e HB20 permanece em linha

O Hyundai i20, com seu design que mescla características de SUV compacto e hatchback, não alcançou o sucesso esperado nos primeiros meses de comercialização. Devido a esse desempenho, a Hyundai alterou seus planos, decidindo manter o hatchback HB20 em linha por um período maior do que o inicialmente planejado.

Os números justificam essa decisão: entre junho e setembro, o i20 registrou aproximadamente 7,7 mil vendas no Brasil, enquanto o HB20 vendeu cerca de 53 mil unidades no mesmo intervalo. Com base nisso, a Hyundai optou por prolongar o HB20 como modelo de entrada no país indefinidamente. Está prevista a chegada de uma versão com motor 1.0 aspirado de 80 cv e 9,6 kgfm de torque, sempre com câmbio manual de cinco marchas, com preço inferior a R$ 100.000, a ser revelada nos próximos meses.

Em contraste, o sedã HB20S terá seu ciclo encerrado no final deste ano, sem substituto imediato. A descontinuação dos três-volumes menores é um reflexo da crescente preferência do mercado brasileiro por crossovers compactos.

Tesla Roadster consegue “voar”, mas ainda não tem previsão de entrega

O Tesla Roadster de segunda geração, prometido originalmente em 2017, teve sua primeira exibição pública recentemente. Elon Musk escolheu apresentar a nova configuração do esportivo elétrico em uma demonstração notavelmente audaciosa, executando manobras aéreas e invertendo-se em uma rampa.

O visual do carro adotou uma linguagem mais angular em comparação com o conceito de 2017, afastando-se das formas fluidas em favor de um aspecto que lembra uma fusão entre Cybertruck e Lamborghini Reventon. A engenharia por trás das exibições depende de uma colaboração com a SpaceX: ventiladores no assoalho geram até 2G de força descendente mesmo com o veículo parado, e dez propulsores de ar comprimido, alimentados por tanques de 600 litros recarregáveis com ar atmosférico, controlam a dinâmica durante o voo. O modelo também utiliza arquitetura by-wire para direção, acelerador e freios, sendo estes últimos equipados com o sistema Sensify da Brembo.

Em termos de performance, a fabricante alegou que o esportivo completou de 0 a 60 mph (cerca de 96 km/h) em 0,81 segundo. Contudo, a apresentação deixou lacunas significativas de dados técnicos cruciais. A Tesla omitiu informações como potência declarada, configuração de motores, capacidade da bateria, autonomia, locais de fabricação e o destino dos milhares de clientes que fizeram reservas desde o primeiro lançamento.

A linha prevista inclui três versões: Performance, Thrust (necessária para atingir o tempo de aceleração recorde) e Rocket, a variante capaz de voar, restrita a clientes selecionados. Fica claro que o veículo exibido ainda é um conceito, com a produção adiada para 2028, e nenhuma previsão de entrega foi fornecida.

Confirmado no Brasil, MG IM6 tem 752 cv e chega neste mês

A MG está prestes a lançar sua divisão de luxo IM no mercado brasileiro, tendo o SUV elétrico IM6 como seu primeiro modelo. Apresentado no Festival de Interlagos em agosto, o IM6 foi confirmado em duas versões distintas, ambas ainda sem nome oficial.

A versão de entrada opera com tração traseira, bateria de 75 kWh e arquitetura de 400V, produzindo 295 cv e 45,9 kgfm. Ela atinge 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, possui velocidade máxima de 210 km/h e autonomia de 348 km pelo Inmetro (450 km no WLTP).

A versão superior é significativamente mais potente, contando com dois motores elétricos, tração integral e bateria de 100 kWh com arquitetura de 800V (permitindo recarga de 10% a 80% em 18 minutos). Este modelo desenvolve impressionantes 752 cv e 81,8 kgfm de torque, acelerando de zero a 100 km/h em apenas 3,5 segundos, com top speed de 239 km/h. Sua autonomia é de 400 km segundo o Inmetro ou 505 km no ciclo WLTP.

Com 4,90 metros de comprimento e um porta-malas de 665 litros (mais 32 litros na frente), o SUV incorpora o Chassi Digital IM, equipado com suspensão pneumática adaptativa, freios Continental e esterçamento das rodas traseiras em até 12 graus. Esse recurso diminui o raio de giro para 5,09 metros, possibilitando manobras diagonais. O interior I-Cockpit apresenta uma tela panorâmica de 26,3 polegadas e um display auxiliar de 10,5 polegadas, além de vidros duplos para isolamento acústico e rotinas programáveis de cabine. Classificado com cinco estrelas nos testes de colisão europeus e sete airbags, o SUV já pode ser reservado no site da MG, aguardando divulgação de preços finais e lista completa de equipamentos.

Renault Kiger é registrado no Brasil; Stellantis anuncia retorno da Willys e novidades de outros modelos
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Renault Kiger é registrado no Brasil; Stellantis anuncia retorno da Willys e novidades de outros modelos

O Renault Kiger, o SUV derivado do Kwid, teve seu registro efetuado junto ao INPI. Embora o registro não assegure o lançamento no Brasil, ele serve como proteção jurídica contra cópias de design e engenharia. O Kiger compartilha a plataforma CMF-A com o Kwid, mas apresenta dimensões superiores, incluindo 405 litros de porta-malas, contra 290 litros do Kwid. Além disso, o Kiger possui um acabamento interno mais refinado e oferece motorização de 1.0 turbo de 100 cv e 16,3 kgfm de torque nas versões mais caras, algo ausente no Kwid.

Atualmente, os principais mercados do Renault Kiger são a Índia e a África do Sul. Caso seja introduzido no Brasil, ele poderia funcionar como um modelo intermediário entre o Kwid e o SUV Kardian da Renault.

A Stellantis planeja trazer de volta o Jeep Willys. Embora a Jeep comercialize atualmente diversos veículos, incluindo SUVs e o Wrangler, o Willys original era um veículo militar adaptado para uso civil, conhecido por sua capacidade em terrenos difíceis. Contudo, o retorno anunciado refere-se a um novo Willys que está em desenvolvimento, mas não deve ser lançado antes de 2030.

Xavier Peugeot, chefe da Jeep na Europa, confirmou a notícia durante o Salão de Paris. Este novo modelo será totalmente novo, terá tração 4x4 e será direcionado inicialmente ao mercado europeu. Há especulações de que ele pode ser menor que o Wrangler, o que faria mais sentido para o mercado europeu, visto que o Wrangler foi descontinuado na Europa no final de 2025.

Publicações norte-americanas duvidam de vendas nos EUA devido à presença do Wrangler, mas o lançamento no Brasil não é considerado impossível, pois o mercado brasileiro é mais similar ao europeu.

O Jaguar Type 01, um grand tourer elétrico que simboliza o renascimento da marca, tem atraído grande atenção global. A fabricante relatou que o modelo gerou interesse de mais de 50.000 pessoas desde sua apresentação em 6 de outubro. É importante notar que esses indivíduos apenas se registraram no site da Jaguar para receber informações, e não representam intenções de compra ou pré-encomendas.

Rawdon Glover, diretor geral da Jaguar, informou ao site australiano Drive que esses registros são classificados como KMI (keep me informed). Ele destacou que cerca de 80% dessas pessoas eram recém-chegadas à marca, indicando que o Type 01 conseguiu capturar a atenção de um público além dos clientes tradicionais da Jaguar.

O Mercedes-Benz CLK DTM AMG de Jenson Button está disponível para venda, com um preço estimado em R$ 3,5 milhões. Este veículo, baseado na segunda geração do CLK (C209), é equipado com um motor V8 supercharged de 5,4 litros, produzindo 590 cv e 81,7 kgfm de torque, transmitido por uma caixa automática Speedshift de cinco marchas. Ele consegue atingir 100 km/h em 4,4 segundos, com velocidade máxima limitada a 320 km/h.

O CLK DTM AMG foi produzido em 2004 para celebrar o sucesso de Bernd Schneider no Campeonato Alemão de Carros de Turismo (DTM). Apenas 100 unidades foram fabricadas, e o modelo de Button é um dos 40 com volante à direita destinado ao mercado britânico. O carro está em excelente estado de conservação, com apenas 18.114 km rodados, e inclui diversos itens opcionais. A casa de leilões Iconic Auctioneers avalia o valor de arremate entre £400.000 e £500.000.

A BYD iniciou a distribuição da linha 2027 do Dolphin Mini para concessionárias. As alterações externas e internas são sutis, incluindo um novo spoiler traseiro com design mais agressivo, rodas com acabamento escurecido e novas opções de cores. A principal melhoria é técnica: na versão topo GS, os pneus Hankook de 175/55-16 foram substituídos por Pirelli 185/55-16, atendendo a uma demanda de proprietários.

Em termos de desempenho, o Dolphin Mini mantém motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque na dianteira, alcançando 100 km/h em 14,9 segundos. A diferença reside no conjunto de baterias: a versão GL possui 30 kWh e autonomia de 224 km (Inmetro), enquanto a versão GS utiliza uma bateria de 39 kWh, garantindo 280 km de autonomia, conforme o órgão regulador.

O modelo GL custa R$ 109.990 e vem equipado com vários recursos, como painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas, seis airbags e câmera externa de 360 graus. A versão GS, por R$ 119.990, adiciona carregador de celular por indução e ajustes elétricos no banco do motorista. Essas mudanças dão mais fôlego ao compacto, que deve receber sua nova geração na China, com chegada prevista ao Brasil somente em 2028.

Jaguar revela o elétrico Type 01; Porsche planeja apresentar novo supercarro em Paris
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Jaguar revela o elétrico Type 01; Porsche planeja apresentar novo supercarro em Paris

A Jaguar finalmente apresentou o Type 01, um grand tourer elétrico que simboliza o renascimento da marca. Este veículo possui um visual futurista e minimalista, distinto de qualquer modelo anterior da Jaguar, a ponto de ser difícil identificá-lo sem o emblema da fabricante.

Embora o Type 01 não difira muito da versão conceitual exibida há um ano, foram adicionados elementos para torná-lo mais adequado para uso em vias públicas, como espelhos retrovisores, quatro portas, uma área envidraçada ampliada e um interior mais funcional. A Jaguar manteve o design característico dos faróis e lanternas em filetes de LED na traseira.

Apesar de a Jaguar sugerir que o nome "Type 01" remete a um GT britânico clássico e faça referência à herança da marca, o design atual não se assemelha a nenhum Jaguar precedente. Contudo, o carro apresenta um aspecto de conceito pronto para rodar nas ruas e chama bastante a atenção.

O interior, que já havia sido parcialmente mostrado, mantém uma arquitetura horizontal e um design limpo. Ele conta com um volante de dois raios e bancos, além de uma tela de 24 polegadas que funciona como painel de instrumentos e central multimídia. Há também uma tela vertical menor de sete polegadas no console central para controle do ar-condicionado e áudio (com 38 alto-falantes), e uma terceira tela na base do para-brisa, denominada ClearSight Rear View Display, que substitui o vidro traseiro.

A ambição da Jaguar é competir com a Bentley, mas o design minimalista, apesar de utilizar materiais de altíssima qualidade e excelente acabamento, não transmite um ar de ultra-luxo, o que é considerado uma abordagem ousada.

Tecnicamente, o Type 01 utiliza três motores elétricos combinados, gerando 1.029 cv e 139,2 kgfm de torque, alimentados por uma bateria NMC de 118 kWh com arquitetura de 850V. A Jaguar assegura uma autonomia de 644 km e a capacidade de recarga rápida de 10% a 80% em 22 minutos utilizando o sistema de 350 kW. As encomendas para o Type 01 começarão no início de 2027, com entregas previstas para o segundo semestre.

Porsche deve levar novo supercarro para o Salão de Paris em outubro

Recentemente, houve especulações sobre um sucessor do Porsche 918 Spyder, e agora parece que a equipe de Weissach está desenvolvendo tal projeto. A Porsche confirmou que apresentará o conceito Mission S no Salão de Paris, agendado para ocorrer entre os dias 12 e 18 de outubro.

A montadora divulgou um teaser em vídeo nas redes sociais, mostrando detalhes rápidos da carroceria, faróis e lanternas, embora sem revelar muitos segredos. Foi esclarecido que o veículo é uma "carta de amor aos carros esportivos". Rumores apontam que será um supercarro com motor central-traseiro, posicionado acima do 911, e ainda não se sabe se terá um motor boxer de oito cilindros ou se será elétrico.

O novo superesportivo integra a estratégia de negócios "Sportwagenschmiede ’35", detalhada pelo CEO Michael Leiters. Diante da queda recente em vendas e lucros, a Porsche decidiu focar na rentabilidade em vez do volume, visando produzir menos carros, mas obter maior lucro por unidade.

Para atingir esses objetivos, a Porsche planeja elevar o preço médio de venda dos modelos mais caros em 20% e aumentar as margens de lucro em todo o portfólio. Adicionalmente, haverá uma redução de 20% nas variantes de cada modelo para otimizar custos operacionais, o que, segundo Leiters, deve impulsionar as vendas das versões restantes em aproximadamente 30%.

GWM Haval H7 é lançado em versão única por R$ 261.000

Após abrir a pré-venda para clientes existentes, a GWM apresentou o Haval H7. Importado da China em uma configuração exclusiva pelo valor de R$ 261.000, este SUV visa ocupar o espaço intermediário entre os modelos H6 e H9, mesclando a estrutura monobloco do H6 com uma carroceria mais quadrada inspirada no H9.

Em termos mecânicos, ele compartilha o conjunto híbrido plug-in flex do H6, combinando um motor 1.5 turbo com dois motores elétricos, entregando 370 cv de potência e 77 kgfm de torque, com tração integral. Utilizando o câmbio DHT de quatro marchas, o veículo atinge 100 km/h em 5,7 segundos. A bateria de 27,5 kWh oferece autonomia de até 92 km no modo puramente elétrico (padrão Inmetro), além de um consumo urbano de até 32 km/l com gasolina e 20,6 km/l com etanol.

O interior do Haval H7 é equipado com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas com espelhamento sem fio, Wi-Fi integrado e carregador por indução de 50W. Os recursos de conveniência incluem teto solar panorâmico, ar-condicionado de duas zonas, head-up display, cortinas retráteis traseiras e um compartimento refrigerado no console central.

Pensando em viagens e acampamentos, o porta-malas dispõe de tomadas de 12V e 220V, além da tecnologia V2L, que permite transformar a bateria do carro em fonte de energia externa. Com 4,80 metros de comprimento e 2,73 m de entre-eixos, o SUV oferece 586 litros de porta-malas e um pacote completo de segurança, incluindo seis airbags, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego e câmera de 540°.

Range Rover Evoque sai de linha no Brasil

O Range Rover Evoque foi retirado do mercado brasileiro, marcando o fim de uma fase para o modelo. Embora não conste mais no site nacional da marca, ainda há unidades em estoque que estão sendo vendidas com condições especiais.

Rumores sobre o encerramento da produção do Evoque e do Discovery Sport na fábrica da Land Rover em Itatiaia (RJ) surgiram há meses, mas a fabricante nunca confirmou oficialmente. O complexo está previsto para ser vendido, sendo a chinesa Chery citada como uma das candidatas favoritas para assumir as operações.

O fechamento das atividades em Fluminense em junho já impactou o mercado. O Evoque, que foi o carro mais vendido da marca no Brasil, registrou apenas 239 unidades vendidas durante 2026. Para liquidar os estoques, a rede de concessionárias está oferecendo grandes descontos: o preço oficial de tabela é de R$ 521.650, mas é possível encontrar unidades prontas em São Paulo por R$ 399.990, representando uma redução superior a R$ 121 mil.

Ao ser questionada, a JLR informou que o Evoque permanecerá no portfólio enquanto houver estoque. As últimas unidades nacionais disponíveis são da versão Autobiography, equipada com o motor 2.0 turboflex da família Ingenium, que gera 249 cv de potência e 37,2 kgfm de torque. Após o esgotamento desse lote final, o modelo deverá retornar à importação de Liverpool, no Reino Unido, após 11 anos de fabricação local. O cenário é ainda mais crítico para o Discovery Sport, que, além de deixar o Brasil, deve encerrar sua produção na Europa no final deste ano.

Carros só a combustão vendem menos que híbridos e elétricos

Pela primeira vez, as vendas globais de veículos movidos exclusivamente a combustão interna, incluindo modelos flex, caíram para menos de metade do mercado mundial no primeiro semestre de 2026. Com 20,25 milhões de unidades vendidas entre janeiro e junho, este segmento registrou uma diminuição de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior, reduzindo sua participação de mercado para 49%.

Essa retração é notável quando comparada ao cenário de cinco anos atrás, quando os veículos a combustão pura representavam 73% das vendas globais. O declínio dos motores tradicionais foi impulsionado por quedas significativas em mercados chave, como 26% na China e 13% na Europa.

Em contraste, os carros totalmente elétricos cresceram globalmente em 12%, totalizando 6,87 milhões de emplacamentos e alcançando 17% do total de vendas. A expansão dos elétricos foi acentuada na Europa (32%), no Sudeste Asiático (81%) e na Oceania (mais de 50%), ultrapassando os veículos a combustão em 31 países europeus.

A principal exceção foi o mercado norte-americano, onde as vendas de elétricos diminuíram 15% após o governo Trump revogar os incentivos fiscais federais. A China continua liderando essa mudança, concentrando cerca de 60% de toda a produção mundial de elétricos e híbridos plug-in, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

Paralelamente, os veículos híbridos mantêm forte ascensão global, com um aumento de 10% nas vendas, totalizando 7,27 milhões de unidades entregues no semestre, o que corresponde a 18% de todos os automóveis novos vendidos no planeta.

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