A Honda definiu o nome para a próxima linha de seus automóveis híbridos, optando pelo termo direto: Honda Hybrid. Este novo sistema será introduzido em 2027 e deverá equipar quinze novos modelos até março de 2030, sendo a maior parte desses veículos destinada ao mercado da América do Norte.
O Honda Hybrid sucederá o sistema e:HEV, que vinha sendo utilizado desde 2020 nos modelos Civic, Accord e CR-V. Neste sistema anterior, o motor de combustão funcionava predominantemente como gerador de energia para alimentar o motor elétrico responsável pela movimentação do veículo.
De acordo com a fabricante, esta nova geração representa uma evolução tanto no motor de combustão quanto na unidade de tração e no software de gerenciamento. Os objetivos estabelecidos são a redução do consumo de combustível em mais de dez por cento e a diminuição do custo do conjunto em trinta por cento, em comparação com o híbrido lançado em 2023.
Os futuros modelos incorporarão uma plataforma inédita, caracterizada por ser mais leve e possuir um controle de rigidez diferente; essa estrutura permite que a carroceria se comporte como se estivesse flexionando durante as curvas, o que, segundo a Honda, contribui para melhorar a aderência. Essa concepção já havia sido apresentada pela marca em 2024, utilizando a plataforma dos veículos elétricos da Série 0.
Além disso, haverá uma nova opção de tração integral elétrica denominada e-AWD e um sistema proprietário chamado Motion Management System, que integra o controle dos movimentos do carro. Esta alteração faz parte de uma revisão anunciada pela Honda em maio, momento em que a empresa decidiu realocar recursos de desenvolvimento e produção dos carros elétricos para os híbridos.
A Acura, que é a divisão de luxo da montadora, também adotará este novo sistema. O primeiro modelo da Acura equipado com essa tecnologia foi antecipado através de um protótipo de SUV.
No mercado brasileiro, a Honda comercializa atualmente versões híbridas importadas dos modelos Civic, CR-V e Accord. Adicionalmente, no Brasil, a marca está desenvolvendo um híbrido flex, capaz de operar exclusivamente com etanol, como parte de um investimento de R$ 4,2 bilhões na fábrica localizada em Itirapina, São Paulo, com prazo final em 2030.

