Concerto de música clássica com obras pouco conhecidas realizado no Salão Rouadaki em Teerã
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Concerto de música clássica com obras pouco conhecidas realizado no Salão Rouadaki em Teerã

Em Teerã, no Salão Rouadaki, realizou-se um concerto intitulado «Da Tristeza ao Amanhecer» na sábado, no qual foram executadas composições de música clássica. Conforme relatou a publicação ILNA, o programa tinha como objetivo apresentar obras raras e pouco conhecidas, e foi dividido em duas partes, acompanhadas por piano e um conjunto de cordas.

O repertório incluiu obras de compositores de diferentes épocas da música clássica. Na primeira parte, o pianista Ahmad Razavi interpretou a segunda peça do ciclo «Klavierstücke» (3 peças para piano), D. 946, em mi bemol maior de Franz Schubert. Em seguida, foi executado o «Concerto para Piano n.º 7 em sol menor, BWV 1058» de Johann Sebastian Bach, que era composto por três movimentos.

A segunda parte do concerto foi dedicada à obra de Julius von Belecki, Vasily Kalnikov, Samuel Coleridge-Taylor, Anton Arensky e Robert Fuchs. Entre as obras deste bloco estavam serenatas para instrumentos de cordas, a suíte «Quatro Novelletas» para orquestra de cordas e variações sobre um tema de Tchaikovsky.

Mahmoud Mirzaei, maestro do concerto «Da Tristeza ao Amanhecer», destacou a alta complexidade técnica das obras apresentadas. Ele descreveu o programa como composto por sete peças de diferentes compositores clássicos, enfatizando que muitas delas eram desconhecidas até mesmo pelos músicos da orquestra.

Segundo Mirzaei, para alcançar o resultado desejado, a complexidade técnica e interpretativa dessas obras exigiu cerca de dez a doze sessões de ensaio; no entanto, o conjunto subiu ao palco apenas após quatro ensaios. Embora tenha avaliado os esforços dos músicos como aceitáveis, considerando o prazo, ele considerou a apresentação final não ter atingido seu ideal musical.

O maestro também expressou esperança de que, mantendo a composição do conjunto e dedicando tempo suficiente aos ensaios, seja possível continuar a colaboração e garantir apresentações de maior qualidade em futuros programas.

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Localizada no setor de mansões Park Way, em Brasília, encontra-se uma obra de Oscar Niemeyer que se distingue do cenário monumental da capital, estando profundamente ligada à sua carreira. Diferentemente dos edifícios modernistas e grandiosos que definem o Brasiliense e a trajetória do arquiteto, esta residência, hoje conhecida como Casa Niemeyer, apresenta uma abordagem mais íntima, remetendo ao período colonial brasileiro.

O imóvel foi concebido para ser a moradia de Niemeyer durante os anos em que o Distrito Federal estava em formação. Situado em um terreno de 20.000 m², ele pertence atualmente à Universidade de Brasília (UnB) e funciona como espaço cultural desde 2017, recebendo exposições de arte e eventos abertos ao público.

A Casa Niemeyer incorpora elementos da arquitetura colonial brasileira, como telhas de barro, fachadas com alpendre, paredes brancas e janelas de madeira pintadas de azul. O projeto busca criar uma atmosfera bucólica, contrastando com as vastas estruturas de concreto que caracterizam outras áreas de Brasília.

Contudo, as influências modernistas não foram totalmente descartadas pelo arquiteto. Os 600 m² da propriedade foram erguidos em concreto armado, uma assinatura de Niemeyer, e exibem características estilísticas associadas à sua carreira. Por exemplo, o telhado é sustentado por colunas de concreto, e a edificação conta com paredes curvas e janelas dispostas em sequência, típicas do seu estilo.

A construção foi estrategicamente posicionada na parte mais baixa do terreno para assegurar a privacidade dos residentes, além de otimizar a entrada de luz natural e a circulação de ar nos ambientes internos. No exterior da residência, há uma piscina de formato irregular e uma réplica da escultura Guanabara, obra de Alfredo Ceschiatti, estabelecendo um diálogo entre arte, arquitetura e paisagem.

Projetada no começo da década de 1960, a casa foi destinada a Niemeyer e sua família quando ele assumiu o cargo de professor na UnB em 1962. No entanto, sua permanência foi curta, durando apenas dois anos, entre 1963 e 1965, período em que ele deixou a universidade juntamente com mais 222 professores em protesto contra as perseguições e intervenções promovidas pela ditadura militar.

Após ficar desocupada por quinze anos, a casa foi adquirida pela UnB em 1980. Desde 2017, ela opera como uma Casa Universitária de Cultura, sob a responsabilidade do Decanato de Extensão da UnB, oferecendo programação artística e acesso ao público. A visitação é gratuita, embora não haja visitas guiadas; estudantes da UnB atuam como monitores no local. O espaço está disponível de terça a domingo, das 9h às 19h, sendo fechado às segundas-feiras, feriados ou durante a montagem de novas exposições. A programação pode ser consultada no Instagram oficial da Casa Niemeyer e no site da Diretoria de Difusão Cultura.

Artista Amadeu Carvalho apresenta Cabo Verde na exposição de arte contemporânea AKAA em Paris
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Artista Amadeu Carvalho apresenta Cabo Verde na exposição de arte contemporânea AKAA em Paris

O artista cabo-verdiano Amadeu Carvalho exibe pela primeira vez em Paris, França, uma exposição individual na feira internacional AKAA. Esta exposição aborda temas de identidade, memória e experiência da diáspora, reunindo obras da sua série «Retratos da Ausência».

A exposição, intitulada «Fragmentos de Identidade — Circulações Lusófonas, Geografias Sensíveis», foi apresentada pelo artista conhecido como «trabalhador de rostos». Ele considera esta oportunidade extremamente importante para a apresentação focada de suas obras e busca por um novo público, explicando que suas peças são retratos que exploram a memória, a identidade e a presença.

A curadoria da exposição é realizada pela cabo-verdiana Emily Silva, fundadora da plataforma curatorial Casa Vicência em Paris. A mostra se destaca pelo uso de materiais orgânicos e texturas nas telas. O artista mencionou que utiliza pigmentos do vulcão da ilha Fogo, pois é de lá que vêm seus ancestrais, guardando memórias familiares que ele desconhece.

Além da ilha Fogo, Carvalho incluiu em suas telas materiais vulcânicos coletados nas ilhas Santiago e São Vicente, ligando assim a geologia do arquipélago ao processo criativo, segundo um comunicado enviado à Lusa. Vivendo em Londres, Reino Unido, Amadeu Carvalho acredita que para ver uma ilha, é preciso estar fora dela, sublinhando que a arte o ajudou a «curar muitas feridas e traumas».

Ele acrescentou que esses pigmentos ajudam a estabelecer uma conexão entre o território, o corpo e aquilo que resta entre as pessoas, e seu trabalho toca na experiência da emigração. Segundo ele, a emigração não só causa saudade dos entes queridos, mas também cura.

Para Amadeu Carvalho, a experiência acumulada em residências artísticas na África, América e Europa nutre sua prática e dinâmica criativa. Ele afirmou que os cabo-verdianos são um povo que nasce em movimento, e como artista, ele também deve estar em constante movimento.

Apesar da inspiração pelas raízes cabo-verdianas, Amadeu Carvalho recusa rótulos limitantes no mercado de arte internacional. Ele insiste em ser chamado simplesmente de artista, e não apenas africano, pois tais rótulos podem colocá-lo em caixas que ele não gosta, visto que a arte é muito mais ampla que isso.

O artista também enfatizou que suas obras são criadas para estabelecer uma conexão íntima com o público através de detalhes visuais. Ele concluiu que, olhando de longe, vê-se a pintura, mas ao se aproximar, é possível observar as texturas e camadas que refletem as dificuldades cotidianas, e às vezes é preciso remover camadas para compreender a camada do outro.

Amadeu Carvalho, natural de São Vicente, foi destacado em 2024 no Powerlist100 da publicação Bantumen. Seu histórico inclui visitas ao FNB Art Joburg (África do Sul) e uma residência artística no Pacific Northwest College of Art, nos Estados Unidos.

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