Taxa de desmatamento na Amazônia e Cerrado atinge o menor índice da série histórica brasileira
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Taxa de desmatamento na Amazônia e Cerrado atinge o menor índice da série histórica brasileira

Os dados divulgados pelo Governo brasileiro indicam que o desmatamento nos biomas Amazônia e Cerrado alcançou o nível mais baixo registrado desde o início da série histórica.

Esses dados foram compilados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) no período compreendido entre agosto de 2025 e julho de 2026. O Prodes funciona como o sistema anual de monitoramento da supressão de vegetação nativa por meio de sensoriamento remoto, sendo conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que é o órgão responsável por determinar a taxa oficial de desmatamento no país.

Na Amazônia, o volume de desmatamento somou 3.335 quilômetros quadrados (km²) durante esse intervalo. Isso representa uma diminuição significativa de 41,8% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, que havia registrado 5.731 km² de desflorestação. Este índice é o menor já documentado na série histórica da Amazônia pelo Prodes desde 1988, conforme informado pelo Ministério do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, utilizando as informações processadas pelo INPE.

Entre os estados amazônicos que apresentaram maior área de supressão do bioma no último ano, destacam-se Pará, com 1.130 km²; Mato Grosso, com 849 km²; e Amazonas, com 525 km².

No que tange ao Cerrado, o desmatamento totalizou 5.516,69 km². Houve uma redução de 23,8% em comparação com os 7.235,27 km² registrados no período homólogo anterior, configurando a menor taxa da série histórica deste bioma, que teve início em 2001.

As regiões com maior incidência de desmatamento no Cerrado no último ano foram Maranhão, com 1.718,59 km²; Tocantins, com 1.263,06 km²; e Piauí, com 625,24 km². Juntas, essas três áreas corresponderam a 74,3% do total de supressão do bioma.

O Observatório do Clima, uma organização sem fins lucrativos composta por uma rede de institutos de pesquisa e entidades ambientais, manifestou sua celebração pela redução do desmatamento na Amazônia, classificando os resultados como uma «conquista histórica para o Brasil». Em nota, Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, afirmou que tais números posicionam o Brasil como um agente central na pauta de preservação florestal, demonstrando que é viável conter o avanço das motosserra e das emissões de gases de efeito estufa mediante vontade política.

A organização também ressaltou que as iniciativas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram cruciais para alcançar esses resultados. Entre essas ações, citam-se os embargos coletivos em áreas desmatadas, os monitoramentos via satélite e a expansão de mecanismos de financiamento, como o Fundo Amazônia.

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