A Porsche apresentou o Mission S, seu mais recente supercarro, que sucede o 918 Spyder. Diferentemente de conceitos anteriores que pareciam prontos para a rua, este modelo é um esportivo de produção real. O design do Mission S mantém a identidade Porsche na parte frontal, com faróis circulares em molduras mais elaboradas, e sua silhueta geral lembra o 911, embora seja mais alongada devido ao arranjo motor central-traseiro.
Um destaque estético são os para-lamas, que na frente são proeminentes e parecem flutuar sobre os elementos aerodinâmicos do para-choque e saias laterais. Na traseira, eles formam uma moldura que envolve a asa traseira, criando o que a Porsche denomina de «volumes flutuantes». Essa abordagem reflete as linhas limpas e bem definidas típicas dos carros modernos da fabricante, priorizando proporções e contornos refinados em vez de elementos excessivamente detalhados.
As referências conceituais citadas pela Porsche para o Mission S incluem o Porsche 959, o lendário 911 GT1 e o 550 Spyder. Internamente, a filosofia segue a tradição de Stuttgart, apresentando um cockpit contemporâneo e harmonioso que evoca sutilmente os 911 antigos, com painel horizontal e instrumentos concentrados à frente do motorista. Há uma mistura de elementos analógicos e digitais, onde o conta-giros é físico, mas o mostrador é uma tela configurável conforme o modo de condução.
A prioridade do Mission S é a experiência de dirigir, o que levou a Porsche a optar por um setup minimalista que dispensa central multimídia, substituída por um suporte MagSafe para celular. O console central possui botões físicos para as funções essenciais, e o câmbio tem altura ajustável. Embora a Porsche não tenha detalhado o conjunto mecânico, rumores apontam para um motor boxer de oito cilindros, possivelmente com sistema híbrido. A ausência de pedal de embreagem sugere transmissão automática, e a ventoinha traseira, orientada para cima, reforça a possibilidade de ser um boxer e não um powertrain elétrico.
O Mission S integra a estratégia «Sportwagenschmiede ’35» da Porsche, mas não há previsão de lançamento. Foi apenas mencionado que ele será posicionado acima do 911, e Tobias Sühlmann, diretor do departamento de design da fabricante, afirmou que ele servirá de inspiração para futuros modelos.
Picape do Toyota Corolla Cross já tem nome e deve chegar ano que vem
O mercado de picapes monobloco no Brasil está se diversificando, e a Toyota entrará neste segmento utilizando o Corolla Cross como base. Segundo apurações da Autoesporte, esta versão já recebeu o nome de Corolla Deck. Projetada para competir com modelos como Fiat Toro, Renault Niagara, Ram Rampage, BYD Mako e Volkswagen Tukan, a Corolla Deck será oferecida somente com cabine dupla e contará com tecnologia híbrida.
O conjunto mecânico supostamente utilizará o motor 2.0 de 16 válvulas aspirado, ciclo Atkinson, empregado no Toyota Prius. Este motor gera 152 cv e 19,4 kgfm, mas combinado com um motor elétrico, pode alcançar 223 cv, embora esse valor possa ser ajustado no Brasil para funcionar com etanol e gasolina, aplicável às versões mais caras. Nas configurações mais básicas, a Corolla Deck deve operar apenas com o motor 2.0, entregando 175 cv e 20,8 kgfm de torque.
Estilisticamente, espera-se que a picape incorpore elementos do Toyota Corolla Cross, especialmente nas portas e colunas A, mas a dianteira terá um design próprio. Embora não haja data oficial de estreia no Brasil, estima-se que a produção comece em Sorocaba (SP) em meados de 2027, com lançamento previsto para o segundo semestre.
Hyundai i20 vende mal e HB20 permanece em linha
O Hyundai i20, com seu design que mescla características de SUV compacto e hatchback, não alcançou o sucesso esperado nos primeiros meses de comercialização. Devido a esse desempenho, a Hyundai alterou seus planos, decidindo manter o hatchback HB20 em linha por um período maior do que o inicialmente planejado.
Os números justificam essa decisão: entre junho e setembro, o i20 registrou aproximadamente 7,7 mil vendas no Brasil, enquanto o HB20 vendeu cerca de 53 mil unidades no mesmo intervalo. Com base nisso, a Hyundai optou por prolongar o HB20 como modelo de entrada no país indefinidamente. Está prevista a chegada de uma versão com motor 1.0 aspirado de 80 cv e 9,6 kgfm de torque, sempre com câmbio manual de cinco marchas, com preço inferior a R$ 100.000, a ser revelada nos próximos meses.
Em contraste, o sedã HB20S terá seu ciclo encerrado no final deste ano, sem substituto imediato. A descontinuação dos três-volumes menores é um reflexo da crescente preferência do mercado brasileiro por crossovers compactos.
Tesla Roadster consegue “voar”, mas ainda não tem previsão de entrega
O Tesla Roadster de segunda geração, prometido originalmente em 2017, teve sua primeira exibição pública recentemente. Elon Musk escolheu apresentar a nova configuração do esportivo elétrico em uma demonstração notavelmente audaciosa, executando manobras aéreas e invertendo-se em uma rampa.
O visual do carro adotou uma linguagem mais angular em comparação com o conceito de 2017, afastando-se das formas fluidas em favor de um aspecto que lembra uma fusão entre Cybertruck e Lamborghini Reventon. A engenharia por trás das exibições depende de uma colaboração com a SpaceX: ventiladores no assoalho geram até 2G de força descendente mesmo com o veículo parado, e dez propulsores de ar comprimido, alimentados por tanques de 600 litros recarregáveis com ar atmosférico, controlam a dinâmica durante o voo. O modelo também utiliza arquitetura by-wire para direção, acelerador e freios, sendo estes últimos equipados com o sistema Sensify da Brembo.
Em termos de performance, a fabricante alegou que o esportivo completou de 0 a 60 mph (cerca de 96 km/h) em 0,81 segundo. Contudo, a apresentação deixou lacunas significativas de dados técnicos cruciais. A Tesla omitiu informações como potência declarada, configuração de motores, capacidade da bateria, autonomia, locais de fabricação e o destino dos milhares de clientes que fizeram reservas desde o primeiro lançamento.
A linha prevista inclui três versões: Performance, Thrust (necessária para atingir o tempo de aceleração recorde) e Rocket, a variante capaz de voar, restrita a clientes selecionados. Fica claro que o veículo exibido ainda é um conceito, com a produção adiada para 2028, e nenhuma previsão de entrega foi fornecida.
Confirmado no Brasil, MG IM6 tem 752 cv e chega neste mês
A MG está prestes a lançar sua divisão de luxo IM no mercado brasileiro, tendo o SUV elétrico IM6 como seu primeiro modelo. Apresentado no Festival de Interlagos em agosto, o IM6 foi confirmado em duas versões distintas, ambas ainda sem nome oficial.
A versão de entrada opera com tração traseira, bateria de 75 kWh e arquitetura de 400V, produzindo 295 cv e 45,9 kgfm. Ela atinge 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, possui velocidade máxima de 210 km/h e autonomia de 348 km pelo Inmetro (450 km no WLTP).
A versão superior é significativamente mais potente, contando com dois motores elétricos, tração integral e bateria de 100 kWh com arquitetura de 800V (permitindo recarga de 10% a 80% em 18 minutos). Este modelo desenvolve impressionantes 752 cv e 81,8 kgfm de torque, acelerando de zero a 100 km/h em apenas 3,5 segundos, com top speed de 239 km/h. Sua autonomia é de 400 km segundo o Inmetro ou 505 km no ciclo WLTP.
Com 4,90 metros de comprimento e um porta-malas de 665 litros (mais 32 litros na frente), o SUV incorpora o Chassi Digital IM, equipado com suspensão pneumática adaptativa, freios Continental e esterçamento das rodas traseiras em até 12 graus. Esse recurso diminui o raio de giro para 5,09 metros, possibilitando manobras diagonais. O interior I-Cockpit apresenta uma tela panorâmica de 26,3 polegadas e um display auxiliar de 10,5 polegadas, além de vidros duplos para isolamento acústico e rotinas programáveis de cabine. Classificado com cinco estrelas nos testes de colisão europeus e sete airbags, o SUV já pode ser reservado no site da MG, aguardando divulgação de preços finais e lista completa de equipamentos.
