Rover Perseverance da NASA estabelece novo recorde de distância percorrida em Marte
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Rover Perseverance da NASA estabelece novo recorde de distância percorrida em Marte

O rover Perseverance, pertencente à NASA, alcançou o status de veículo que percorreu a maior distância na superfície de um planeta fora da Terra. De acordo com a agência espacial americana, no último domingo (11), ele acumulou 45,2 km em Marte desde seu pouso em fevereiro de 2021, ultrapassando o registro anterior do Opportunity, que esteve ativo entre 2004 e 2018.

Estes veículos robóticos, conhecidos como astromóveis e comparados ao personagem Wall-e da Pixar, são projetados para explorar e coletar dados científicos em outros corpos celestes. A NASA já enviou cinco desses rovers para Marte desde 1997, cada um contribuindo com descobertas significativas para a Terra.

Em comparação de distâncias, o Perseverance superou todos os anteriores. O primeiro rover registrado percorreu apenas 103 metros. Seus sucessores apresentaram resultados muito melhores: o Spirit, que operou de 2004 a 2010, percorreu 7,73 km; o Curiosity, ativo há mais de 14 anos, atingiu 38 km; e o Opportunity, que detinha o recorde, havia chegado a 45,16 km.

Os engenheiros da NASA previam que o Perseverance quebraria o recorde do Opportunity já em agosto. Contudo, durante seu percurso, o rover encontrou rochas de tonalidade clara, que podem ser algumas das mais antigas estudadas em Marte. Isso levou à interrupção da missão para investigação, postergando o reconhecimento do recorde em aproximadamente dois meses.

Apesar do atraso, a marca é notável, visto que o Perseverance percorreu essa distância em pouco mais de cinco anos, enquanto o Opportunity levou quase quinze anos para cobri-la.

Este feito foi viabilizado por quase trinta anos de progresso tecnológico. Enquanto os primeiros rovers exigiam comandos contínuos vindos da Terra, o modelo atual utiliza navegação autônoma, tornando-o mais ágil e robusto que seus predecessores. Atualmente, 90% de suas jornadas são realizadas sem qualquer intervenção humana.

Este sistema, denominado AutoNav, permite que o Perseverance capture imagens do terreno enquanto avança, construa um mapa tridimensional de obstáculos e trace sua rota entre pontos de referência definidos pelos planejadores na Terra. A NASA descreve essa capacidade como a habilidade de «pensar enquanto dirige».

É importante notar que um rover não é controlado em tempo real por um joystick, mas sim planejado, programado e executado através de instruções enviadas da Terra. O controle manual imediato seria impraticável devido aos sinais de rádio que levam minutos para viajar entre Terra e Marte (o trajeto pode levar de 4 a 22 minutos, dependendo das posições orbitais).

Adicionalmente à quilometragem, o Perseverance gerou outras descobertas científicas cruciais. Desde seu pouso na Cratera Jezero, uma área de grande importância em Marte, ele identificou vários vestígios que sugerem a possibilidade de vida no planeta vermelho.

Inicialmente, o rover detectou uma alta concentração de matéria orgânica e moléculas de carbono em rochas da Cratera Jezero, além de confirmar que a região passou por pelo menos três épocas geológicas distintas com presença de água.

Posteriormente, em setembro de 2025, foi registrada a existência de uma provável bioassinatura, ou seja, um indicativo potencial de vida microbiana antiga. Estima-se que a rocha avermelhada encontrada tenha se formado entre 3,2 e 3,8 bilhões de anos atrás, representando a pista mais promissora sobre vida antiga em Marte.

Atualmente, o Perseverance prosseguirá sua missão de exploração no planeta vermelho, seguindo para o Sul em direção a Rainbow Falls, um bloco de crosta antiga com cem metros de largura.

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O rover Perseverance da NASA estabeleceu um novo recorde de distância percorrida em Marte, superando mais de 28,06 milhas (aproximadamente 45,2 quilômetros) desde sua chegada ao planeta em fevereiro de 2021. Este recorde foi alcançado no domingo (dia 11) na região do cráter Jezero, e foi anunciado na terça-feira (dia 12) pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL), responsável pela operação do aparelho.

Graças a este resultado, o robô ultrapassou a distância percorrida pelo Opportunity, outro rover da NASA que explorou Marte entre 2004 e 2018. No entanto, o progresso do Perseverance não ocorreu tão cedo quanto a equipe esperava. A missão teve que mudar de rota para estudar rochas claras, que podem ser algumas das mais antigas estudadas no planeta, o que atrasou o alcance do recorde em cerca de dois meses.

Uma das características do Perseverance é a capacidade de planejar parte de seus movimentos autonomamente. Semelhante a alguns carros modernos na Terra, o aparelho é capaz de encontrar caminhos entre dois pontos sem exigir instruções detalhadas para cada trecho das equipes terrestres.

Além disso, o rover está equipado com um chip de computador mais rápido em comparação com seu antecessor Curiosity, que chegou a Marte há mais de oito anos e percorreu uma distância menor. Esta tecnologia representa uma melhoria em relação ao Sojourner, o primeiro rover robótico da NASA, que se moveu apenas 341 pés (cerca de 104 metros) durante 12 semanas em 1997 e dependia de comandos específicos enviados da Terra.

Nos primeiros meses da missão, o Perseverance explorou o terreno do cráter Jezero. Esta área tem cerca de 30 milhas de largura e, quando Marte era mais quente e úmido, havia um lago ali. O local foi escolhido para a missão devido ao potencial de preservação de vestígios orgânicos, que podem ajudar no estudo da existência de vida no planeta.

A missão também incluiu o Ingenuity, um pequeno helicóptero entregue na parte inferior do Perseverance. Após ser lançado na superfície marciana, o equipamento realizou os primeiros voos controlados e motorizados em outro planeta. A série de testes originalmente planejada viu o helicóptero acompanhar a exploração do rover e realizar 72 voos até que uma de suas pás fosse danificada em janeiro de 2024.

Em abril de 2022, o Perseverance alcançou o antigo delta fluvial no cráter Jezero. Recentemente, ele deixou essa área e começou a explorar rochas de cerca de quatro bilhões de anos em Lac de Charmes. Esta área recebeu seu nome em homenagem a um reservatório na França.

Entre os materiais descobertos estão rochas claras chamadas gabro, que são semelhantes em composição ao basalto, mas provavelmente se formaram em maior profundidade, onde a magma teve tempo de esfriar mais e formar cristais maiores. Os cientistas encontraram sinais de fusão intensa e impactos nessas rochas, que podem ter ocorrido como resultado de três eventos diferentes envolvendo meteoritos.

A equipe tentou perfurar uma dessas formações para coletar uma amostra, mas a rocha provou ser muito dura. No entanto, a pesquisa continua, pois esses materiais podem fornecer informações sobre os primeiros 500 milhões de anos do Sistema Solar.

Antes do lançamento, a NASA certificou o Perseverance para percorrer 20 quilômetros. Como o aparelho já excedeu essa distância, a agência está trabalhando para expandir a certificação para 100 quilômetros, o que equivale a pouco mais de 62 milhas.

Atualmente, não há um plano de longo prazo definido para o rover após a conclusão da exploração da área atual. A NASA também precisa decidir o destino das amostras armazenadas no equipamento.

O projeto Mars Sample Return, que previa o retorno desse material à Terra em colaboração com a Agência Espacial Europeia, foi cancelado devido ao custo excessivo. A NASA poderia reiniciar a iniciativa através de uma missão comercial, mas não anunciou planos nesse sentido.

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O rover Perseverance da NASA descobriu uma concentração incomum de rochas claras em Marte. Parte dessas pedras, supostamente, formou-se profundamente na crosta do planeta e foi trazida à superfície após impactos poderosos.

Essas pedras foram encontradas na área de Lac de Charmes e também na fronteira oeste da cratera Jezero. A análise preliminar indicou a presença de gabro, uma rocha que se forma pelo resfriamento lento de magma no interior do planeta.

A superfície de Marte é predominantemente coberta por rochas vulcânicas escuras, portanto, o acúmulo de tal quantidade de pedras claras em uma única área despertou grande interesse dos cientistas.

Esta descoberta também levanta a questão de como materiais formados sob a superfície chegaram lá. Uma das hipóteses é que impactos de meteoritos poderiam ter arrancado fragmentos das camadas profundas da crosta e expelido essas rochas para áreas mais superficiais.

A própria formação da cratera Jezero, causada por uma grande colisão no passado de Marte, também pode ter contribuído para a exposição desse material. No entanto, a equipe ainda não sabe se este evento está diretamente relacionado às pedras encontradas em Lac de Charmes.

Nas últimas semanas, o Perseverance também começou a estudar uma formação montanhosa vizinha, onde há fragmentos mistos claros e escuros. A análise deste complexo pode ajudar a esclarecer a origem das rochas e os processos que as trouxeram à superfície.

Os pesquisadores buscam responder a três perguntas principais:

Embora os primeiros resultados indiquem a presença de gabro em muitas rochas, a origem exata do material permanece desconhecida. Os cientistas ainda precisam estudar sua composição e estrutura para entender como ele chegou à superfície.

O Perseverance continuará a investigar esta área. A análise realizada pode revelar como as rochas formadas no interior de Marte foram expostas e ajudar na reconstrução dos eventos que moldaram a crosta do planeta ao longo de sua história.

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