Quênia confirma segundo caso de Ebola, mas nega transmissão em larga escala
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Quênia confirma segundo caso de Ebola, mas nega transmissão em larga escala

O Quênia comunicou a ocorrência de um segundo caso de Ebola, identificado em um parente do indivíduo que introduziu a doença em Nairóbi, vindo da República Democrática do Congo. Apesar disso, as autoridades quenianas negaram qualquer sinal de disseminação generalizada da enfermidade.

Segundo o Ministério da Saúde do Quênia, o paciente afetado, um homem de 39 anos, é um familiar próximo do primeiro caso e já estava sob regime de quarentena e monitoramento diário quando manifestou sintomas em 13 de outubro.

Até o momento, o Quênia contabiliza dois casos confirmados e um óbito. O primeiro infectado era um homem de 40 anos, também oriundo da República Democrática do Congo (RDCongo), que havia viajado para o Quênia neste mês.

Quando o segundo caso começou a apresentar febre, fadiga e dores nas articulações, a equipe de quarentena o isolou e coletou uma amostra. Essa amostra foi confirmada como positiva em dois laboratórios, apresentando resultados idênticos, conforme explicado pelo diretor-geral da Saúde, Patrick Omoth, em um comunicado oficial.

O paciente necessitado está atualmente em um centro de tratamento específico, onde equipes especializadas estão fornecendo os cuidados de suporte necessários.

O Ministério da Saúde ressaltou que, por já estar em quarentena, a doença foi detectada a tempo, enfatizando que o cuidado precoce aumenta as chances de recuperação e que o isolamento imediato ao surgimento dos primeiros sinais limita o risco de contágio para terceiros.

As autoridades sanitárias quenianas garantiram que os esforços de rastreamento de contatos e vigilância estão produzindo resultados positivos, reforçando que ambos os casos estão interligados e não há evidências de propagação na população em geral.

O Ministério da Saúde identificou 128 contatos do primeiro caso e, na data de 13 de outubro, conseguiu localizar 113 deles. Desses, 108 permanecem em quarentena no Quênia, sujeitos a exames clínicos e medições de temperatura diariamente por 21 dias após sua última exposição possível. Os cinco restantes estão fora do Quênia, e as autoridades de saúde desses países já foram informadas, disse Omoth, enquanto a busca pelos 15 contatos remanescentes continua.

Equipes médicas estão avaliando todas as pessoas que tiveram contato com o segundo caso desde o início dos sintomas, incluindo tanto o pessoal de quarentena quanto os profissionais de saúde.

O Quênia figura como o quarto país a registrar um caso relacionado à epidemia de Ebola originária da RDCongo, vizinha da Angola. Os outros países envolvidos são Uganda, França e Países Baixos.

A RDCongo reportou seu 17º surto de Ebola em 15 de maio. Este é considerado o segundo surto mais letal da história mundial, tendo causado 9.144 casos confirmados, incluindo 4.410 mortes, de acordo com o relatório mais recente do governo congolês.

A cepa de Bundibugyo, responsável pela epidemia atual, ainda não possui tratamentos médicos específicos. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está desenvolvendo duas vacinas que já passaram por testes em humanos e demonstraram segurança até o momento, embora seu desenvolvimento possa levar vários meses.

O vírus do Ebola é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados e pode provocar febre hemorrágica severa, vômitos, diarreia e sangramentos internos.

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As autoridades congolesas divulgaram dados recentes indicando que o número de óbitos causados pelo vírus Ebola na República Democrática do Congo (RDCongo) atingiu 4.381, com mais de 9.000 casos registrados.

Conforme o relatório mais recente emitido pelo Ministério da Saúde congolês, os dados coletados até 12 de outubro apontam para um total de 9.066 infecções confirmadas, resultando em uma taxa de letalidade de 48,3%. Além disso, 2.389 pacientes conseguiram se recuperar da doença, enquanto outros 895 permanecem internados ou sob isolamento. A taxa de rastreamento de contatos está estabelecida em 79,5%.

A epidemia está afetando 64 unidades de saúde localizadas em sete das 26 províncias da RDCongo. As áreas impactadas incluem Ituri, localizada no leste; Tshopo, no centro-norte; Bas-Uélé, no norte; Haut-Uélé, no nordeste; Kivu do Norte, no leste; Kivu do Sul, também no leste, e Ubangi do Sul, no noroeste.

Este surto é classificado como o segundo mais fatal da história mundial, embora ainda fique aquém da epidemia anterior na África Ocidental, ocorrida entre 2014 e 2016, que foi responsável por cerca de 28 mil casos e aproximadamente 11 mil mortes.

A cepa de Bundibugyo, responsável pela atual epidemia, não possui tratamentos médicos específicos disponíveis. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está desenvolvendo duas vacinas que já passaram por ensaios em seres humanos e que, até o momento, demonstraram ser seguras, apesar de o processo de desenvolvimento poder levar vários meses.

O vírus Ebola é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados e manifesta-se com febre hemorrágica severa, vômitos, diarreia e sangramentos internos.

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O Ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale, confirmou que um cidadão queniano, que chegou ao país no sábado procedente da RDCongo, foi isolado e recebeu tratamento em um hospital localizado na capital, Nairobi.

Este indivíduo, que residia na RDCongo, testou positivo para o vírus Ebola após manifestar sintomas relacionados à febre hemorrágica. Em resposta, as autoridades sanitárias elevaram o nível de alerta nacional e iniciaram o monitoramento constante para detectar possíveis novas ocorrências.

Duale informou ainda que foram identificados 28 contatos, incluindo familiares e profissionais de saúde que prestaram assistência ao paciente. Além disso, estão sendo localizados outros 23 passageiros que viajaram no mesmo voo originário do Uganda. Os contatos permanecerão sob isolamento por um período de 21 dias, sendo liberados somente após apresentarem resultados negativos para o vírus, conforme declarou o diretor do ministério queniano, Patrick Amoth.

De acordo com os protocolos de segurança pública recomendados, o falecimento do doente será sepultado dentro de 24 horas.

A RDCongo enfrenta atualmente sua décima sétima epidemia de Ebola, que rapidamente se estabeleceu como a mais letal em seu território na África Central. Os dados mais recentes das autoridades congolesas indicam que foram registrados 8.300 casos, resultando em mais de quatro mil óbitos.

O Quênia é o quarto país a registrar um caso desta epidemia em curso, que teve início no leste da RDCongo em meados de maio. Enquanto isso, o Uganda contabilizou 20 casos e a França registrou um caso.

Antes da notificação do caso queniano, não havia registros ativos de Ebola fora da RDCongo desde que o Uganda anunciou o fim da epidemia em seu país no final de agosto.

Na segunda-feira, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) emitiu um alerta sobre uma «epidemia preocupante» de casos de Ebola no Kivu do Norte, uma região situada a leste da RDCongo e na fronteira com o Uganda. Segundo a MSF, cerca de 40% dos novos casos estão ocorrendo nesta área.

A MSF ressaltou que a epidemia de Ebola não está diminuindo, mas sim se «deslocando». A Organização Mundial de Saúde alertou para o risco de o surto se tornar o mais mortal, visto que ele continua a superar os esforços de rastreio e contenção.

O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina ou tratamento aprovados. No entanto, ensaios de vacinas e terapias estão em andamento na província de Ituri, na RDCongo, que serve como epicentro da epidemia.

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