Renault Kiger é registrado no Brasil; Stellantis anuncia retorno da Willys e novidades de outros modelos
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Renault Kiger é registrado no Brasil; Stellantis anuncia retorno da Willys e novidades de outros modelos

O Renault Kiger, o SUV derivado do Kwid, teve seu registro efetuado junto ao INPI. Embora o registro não assegure o lançamento no Brasil, ele serve como proteção jurídica contra cópias de design e engenharia. O Kiger compartilha a plataforma CMF-A com o Kwid, mas apresenta dimensões superiores, incluindo 405 litros de porta-malas, contra 290 litros do Kwid. Além disso, o Kiger possui um acabamento interno mais refinado e oferece motorização de 1.0 turbo de 100 cv e 16,3 kgfm de torque nas versões mais caras, algo ausente no Kwid.

Atualmente, os principais mercados do Renault Kiger são a Índia e a África do Sul. Caso seja introduzido no Brasil, ele poderia funcionar como um modelo intermediário entre o Kwid e o SUV Kardian da Renault.

A Stellantis planeja trazer de volta o Jeep Willys. Embora a Jeep comercialize atualmente diversos veículos, incluindo SUVs e o Wrangler, o Willys original era um veículo militar adaptado para uso civil, conhecido por sua capacidade em terrenos difíceis. Contudo, o retorno anunciado refere-se a um novo Willys que está em desenvolvimento, mas não deve ser lançado antes de 2030.

Xavier Peugeot, chefe da Jeep na Europa, confirmou a notícia durante o Salão de Paris. Este novo modelo será totalmente novo, terá tração 4x4 e será direcionado inicialmente ao mercado europeu. Há especulações de que ele pode ser menor que o Wrangler, o que faria mais sentido para o mercado europeu, visto que o Wrangler foi descontinuado na Europa no final de 2025.

Publicações norte-americanas duvidam de vendas nos EUA devido à presença do Wrangler, mas o lançamento no Brasil não é considerado impossível, pois o mercado brasileiro é mais similar ao europeu.

O Jaguar Type 01, um grand tourer elétrico que simboliza o renascimento da marca, tem atraído grande atenção global. A fabricante relatou que o modelo gerou interesse de mais de 50.000 pessoas desde sua apresentação em 6 de outubro. É importante notar que esses indivíduos apenas se registraram no site da Jaguar para receber informações, e não representam intenções de compra ou pré-encomendas.

Rawdon Glover, diretor geral da Jaguar, informou ao site australiano Drive que esses registros são classificados como KMI (keep me informed). Ele destacou que cerca de 80% dessas pessoas eram recém-chegadas à marca, indicando que o Type 01 conseguiu capturar a atenção de um público além dos clientes tradicionais da Jaguar.

O Mercedes-Benz CLK DTM AMG de Jenson Button está disponível para venda, com um preço estimado em R$ 3,5 milhões. Este veículo, baseado na segunda geração do CLK (C209), é equipado com um motor V8 supercharged de 5,4 litros, produzindo 590 cv e 81,7 kgfm de torque, transmitido por uma caixa automática Speedshift de cinco marchas. Ele consegue atingir 100 km/h em 4,4 segundos, com velocidade máxima limitada a 320 km/h.

O CLK DTM AMG foi produzido em 2004 para celebrar o sucesso de Bernd Schneider no Campeonato Alemão de Carros de Turismo (DTM). Apenas 100 unidades foram fabricadas, e o modelo de Button é um dos 40 com volante à direita destinado ao mercado britânico. O carro está em excelente estado de conservação, com apenas 18.114 km rodados, e inclui diversos itens opcionais. A casa de leilões Iconic Auctioneers avalia o valor de arremate entre £400.000 e £500.000.

A BYD iniciou a distribuição da linha 2027 do Dolphin Mini para concessionárias. As alterações externas e internas são sutis, incluindo um novo spoiler traseiro com design mais agressivo, rodas com acabamento escurecido e novas opções de cores. A principal melhoria é técnica: na versão topo GS, os pneus Hankook de 175/55-16 foram substituídos por Pirelli 185/55-16, atendendo a uma demanda de proprietários.

Em termos de desempenho, o Dolphin Mini mantém motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque na dianteira, alcançando 100 km/h em 14,9 segundos. A diferença reside no conjunto de baterias: a versão GL possui 30 kWh e autonomia de 224 km (Inmetro), enquanto a versão GS utiliza uma bateria de 39 kWh, garantindo 280 km de autonomia, conforme o órgão regulador.

O modelo GL custa R$ 109.990 e vem equipado com vários recursos, como painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas, seis airbags e câmera externa de 360 graus. A versão GS, por R$ 119.990, adiciona carregador de celular por indução e ajustes elétricos no banco do motorista. Essas mudanças dão mais fôlego ao compacto, que deve receber sua nova geração na China, com chegada prevista ao Brasil somente em 2028.

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Ram Rampage brasileira será vendida nos EUA; detalhes sobre novos modelos e lançamentos automotivos
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Ram Rampage brasileira será vendida nos EUA; detalhes sobre novos modelos e lançamentos automotivos

A picape Ram Rampage, desenvolvida no Brasil, será disponibilizada para venda nos Estados Unidos. Seu objetivo principal no mercado americano é se estabelecer como o modelo de menor custo da marca.

A Rampage foi o primeiro veículo da Ram a ser projetado fora da América do Norte. Após seu lançamento, em 2023, a picape fabricada em Goiana (PE) passou a ser distribuída em outros países sul-americanos, incluindo Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2025, a Stellantis confirmou a exportação da Rampage para a Europa, mas o avanço mais significativo foi anunciado pelo CEO da Stellantis, Antonio Filosa, durante uma entrevista ao The Detroit News: sua chegada aos EUA.

Mesmo sendo de origem brasileira, a Rampage destinada ao mercado americano provavelmente permanecerá na fábrica de Pernambuco devido a barreiras financeiras. Os veículos produzidos fora da América do Norte estão sujeitos a uma taxação de 25%, conhecida como Chicken Tax, um imposto protecionista implementado pelos EUA na década de 1960.

Para evitar essa tarifa e manter a competitividade de preços, a rota mais provável para a Stellantis é produzir a Rampage na unidade de Toluca, no México. Esta fábrica já fabrica o Jeep Compass, compartilhando a plataforma arquitetônica Small Wide 4x4 com a picape. Essa integração de componentes ajuda a reduzir custos operacionais e possibilita a produção local com isenção fiscal para o mercado norte-americano.

Considerando que a estreia nos EUA está prevista para 2028, coincidindo com o quinto ano de mercado da Rampage no Brasil, o veículo deverá chegar à América do Norte já com seu primeiro facelift de meio de vida. Esperam-se melhorias no design frontal, alterações na cabine e inclusão de pacotes de equipamentos específicos para o consumidor americano. Adicionalmente, podem haver modificações na oferta de motores; atualmente, no Brasil, a linha oferece o 2.0 turbo a gasolina de 272 cv e o 2.2 turbodiesel de 200 cv, ambos com câmbio automático de nove marchas.

GWM inicia pré-venda do Haval H7

A GWM iniciou a pré-venda do Haval H7 no Brasil no dia 5. As reservas estão disponíveis somente para clientes atuais da marca, exigindo um sinal de R$ 9.000. Este SUV visa ocupar o espaço intermediário entre os modelos H6 e H9, com um preço estimado abaixo de R$ 300 mil. O lançamento oficial está agendado para quarta-feira, dia 7.

Com um visual que remete aos utilitários mais tradicionais, o H7 se distingue por suas linhas retangulares, frente robusta e o estepe fixado na tampa do porta-malas. Apesar de seu tamanho considerável, sua estrutura é monobloco, ao contrário do H9, que utiliza carroceria sobre chassi. Ele possui 4,80 metros de comprimento, 2,74 m de distância entre eixos e um porta-malas com capacidade para 586 litros.

O sistema de propulsão é híbrido plug-in com tração integral, combinando um motor 1.5 turbo com dois propulsores elétricos (um no eixo dianteiro e outro no traseiro). Este conjunto gera cerca de 364 cv e 77,5 kgfm de torque combinados, sendo gerenciado pela transmissão DHT de duas marchas. Com essa configuração, o Haval H7 consegue atingir 100 km/h em 5,8 segundos.

Internamente, o veículo conta com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas com conectividade sem fio, além de um pacote completo de sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS). A estratégia da GWM para o mercado brasileiro prevê pelo menos duas opções de acabamento, mantendo a mesma mecânica e diferenciando apenas o nível de equipamentos de série.

Lexus LS de Street Fighter ganha uma versão “de verdade”

Em uma iniciativa para promover o novo filme da franquia Street Fighter, a produção optou por evocar a nostalgia, recriando na realidade o Lexus LS400 presente no icônico estágio bônus de Street Fighter II. Este sedã de luxo japonês foi apresentado na ComplexCon, em Los Angeles, e foi modificado para replicar fielmente um modelo de 16 bits retirado diretamente dos arcades de 1991.

O projeto foi conduzido pela Vehicle Effects, oficina liderada por Dennis McCarthy, conhecido por seu trabalho nos carros da franquia Velozes e Furiosos. A customização foi profunda, indo além de um simples adesivo gráfico: o carro recebeu peças tridimensionais exclusivas para simular o visual pixelizado, substituindo componentes como a grade dianteira, os retrovisores e até as maçanetas por elementos pixelados. Os faróis também foram cobertos com capas que imitam os sprites em 2D.

A cabine seguiu o mesmo rigor com a cultura gamer. O interior foi completamente revestido e recebeu apoios de cabeça bordados com a frase famosa «YOU WIN». Um detalhe criativo notável é o controle do aquecedor dos bancos, que foi adaptado para operar dentro de um slot decorativo que imita a entrada de moedas dos arcades. Conforme esperado, os atores do filme participaram da apresentação, realizando os primeiros socos e chutes na carroceria do carro.

Para finalizar a promoção, o Lexus pixelizado não será uma peça de museu; ele será sorteado em um concurso para os fãs, acompanhado de um prêmio em dinheiro no valor exato de US$ 25.400,69.

Novo BMW Série 5 pode ter vazado em vídeo

Após o lançamento do polêmico novo BMW Série 3, a atenção se voltou para o restante da linha. Há indícios de que a fabricante bávara possa ter exposto as primeiras imagens da atualização do Série 5. Esse deslize foi notado por um usuário do Reddit em um quadro de um vídeo institucional filmado na fábrica de Dingolfing, na Alemanha. Embora a gravação, focada na apresentação do Série 3, tenha sido rapidamente removida pela fabricante, o registro da linha de montagem revelou um sedã ao fundo com características frontais e proporções diferentes do modelo menor.

É crucial notar que isso não representa uma geração inteiramente nova. A atual oitava geração do Série 5 (código G60) é relativamente recente, tendo sido lançada globalmente em 2023. Portanto, o veículo visto no vídeo é provavelmente a atualização de meio de vida, prevista para ser lançada em 2028. Uma renovação completa do sedã executivo só é esperada para o final desta década, por volta de 2030.

Embora a silhueta e os perfis laterais permaneçam muito semelhantes ao modelo vigente, a atualização trará mudanças significativas na parte dianteira. A imagem vazada mostra faróis redesenhados, para-choques com linhas mais suaves e o abandono da grade sobredimensionada, dando lugar a um duplo aro menor e mais horizontal, alinhado ao novo padrão visual introduzido no Série 3. Dentro da cabine, espera-se a implementação da tela Panoramic Vision no para-brisa e a possível descontinuação do controle rotativo do iDrive no console.

Fiat Argo X já começou a ser fabricado

A Fiat deu início à produção do Argo X no dia 5, na fábrica de Betim (MG), marcando o que é considerado seu lançamento mais relevante do ano. Derivado do modelo europeu Grande Panda, este compacto introduz a plataforma CMP no complexo mineiro, arquitetura que servirá de base futura para as novas gerações de Pulse, Fastback, Strada e Mobi.

O carro chegará às concessionárias em meados de novembro, com o objetivo de substituir gradualmente o Argo atual. A linha de versões será segmentada em duas propostas mecânicas. As versões de entrada utilizarão o motor 1.0 Firefly flex, que entrega até 75 cv e 10,7 kgfm de torque, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Já as opções mais caras apresentarão o conjunto 1.0 Turbo de 200 cv, equipado com sistema híbrido leve (MHEV) de 12V, capaz de gerar 116 cv e 20,4 kgfm, sempre combinado ao câmbio automático CVT com simulação de sete marchas.

Um avanço notável reside na segurança e eletrônica. O Argo X será o primeiro modelo produzido em Betim a sair de fábrica com seis airbags de série em todos os níveis, complementado por um pacote ADAS que inclui frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e detector de fadiga, exceto o piloto automático adaptativo (ACC). Nas configurações de ponta, o painel digital de 10 polegadas estará integrado à central multimídia.

Esteticamente, o hatchback manterá as linhas quadradas do seu parente europeu, mas com adaptações e simplificações para o mercado local. Pelo menos nas versões mais caras, o Argo X preservará os faróis com efeito «pixelizados» em LED do Grande Panda, enquanto as variantes mais básicas terão iluminação halógena mais convencional. Além disso, nenhuma versão contará com a assinatura de LED na grade, e os nomes da marca e do modelo estampados na carroceria serão omitidos.

Honda City 2027 é lançado; Porsche Macan a gasolina retorna em 2028 e Dodge Charger mostra preferência por motor a combustão
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Honda City 2027 é lançado; Porsche Macan a gasolina retorna em 2028 e Dodge Charger mostra preferência por motor a combustão

A Honda revelou a linha 2027 do City, que recebeu uma significativa atualização estética inspirada no cupê Prelude, além de uma nova versão de topo chamada RS e ajustes sutis em diversos componentes. No aspecto visual, o design foi modificado para se assemelhar ao Prelude, notadamente no formato dos faróis e da grade, que agora apresentam um visual mais limpo e reto. As lanternas traseiras permanecem idênticas tanto no sedã quanto no hatchback, sendo apenas o para-choque que foi atualizado para harmonizar com a nova dianteira; as laterais mantiveram-se inalteradas.

As melhorias internas concentram-se na central multimídia de dez polegadas, que está disponível nas configurações Touring e na recém-lançada RS. As versões LX, EX e EXL continuam utilizando a tela de oito polegadas, mas todas suportam espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. A partir da versão EXL, o painel de instrumentos passa a ser digital de sete polegadas, e a cabine foi equipada com novas portas USB Tipo C e carregador por indução. Em termos de segurança, todos os modelos possuem seis airbags, e o pacote Honda Sensing está presente a partir da versão EX.

A versão RS, exclusiva do hatchback, substitui a antiga Touring Sport e enfatiza o apelo esportivo, adicionando teto, retrovisores e aerofólio em preto brilhante, rodas escurecidas de 16 polegadas, uma saída de escapamento esportiva e detalhes internos com costuras vermelhas. Mecanicamente, não houve alterações; o City 2027 mantém o motor 1.5 aspirado flex com injeção direta, capaz de gerar até 126 cv e 15,8 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático CVT simulado de sete marchas. A versão híbrida e:HEV, vendida na Ásia, não será introduzida no compacto nacional neste momento, devendo surgir no Brasil somente em 2028, na nova geração do HR-V, mantendo o foco do modelo aspirado no baixo consumo, atingindo até 15,3 km/l na estrada com gasolina no sedã e 15,1 km/l no hatchback.

A pré-venda do novo Honda City inicia em 3 de outubro, e os primeiros 3.000 compradores (distribuídos igualmente entre 1.500 hatches e 1.500 sedãs) manterão a tabela de preços de 2026. Os valores oficiais variam de R$ 117.700 na versão de entrada LX (preço igual para ambos os tipos de carroceria) até R$ 156.400 na versão topo de linha RS. As demais configurações são: EX (R$ 137.400 no hatch e R$ 138.400 no sedã), EXL (R$ 144.800 no hatch e R$ 145.800 no sedã) e Touring (R$ 153.300 no hatch e R$ 154.300 no sedã).

A Ford introduziu discretamente a versão Lariat para a picape Maverick, posicionando-a como uma nova opção de entrada com preço de R$ 209.900, o que representa uma redução de R$ 10.000 em comparação com a versão Black, que permanece no catálogo. Esta estratégia visa competir diretamente com modelos como Fiat Toro, RAM Rampage, Chevrolet Montana, Volkswagen Tukan e BYD Mako.

Apesar de ser uma versão mais acessível, a Maverick Lariat oferece um bom conjunto de equipamentos de série, incluindo teto solar elétrico, painel de instrumentos digital de oito polegadas, central multimídia SYNC 4 com tela de 13,2 polegadas, banco do motorista ajustável eletricamente, carregador por indução, sistema de som Bang & Olufsen com oito alto-falantes e ar-condicionado digital dual zone. Os recursos de segurança englobam sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo com função Stop & Go, assistente de centralização de marcha, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de pontos cegos e câmera externa de 360 graus.

O que define a posição de entrada da Maverick Lariat é seu visual mais sóbrio, apresentando rodas de 19 polegadas com pneus 225/55, em contraste com o conjunto de 17 polegadas e pneus mistos da versão Black, além da ausência de decorações. Seu conjunto mecânico é idêntico ao da Black: motor 2.0 turbo Ecoboost a gasolina, que entrega 253 cv a 5.500 rpm e 38,7 kgfm de torque a 3.000 rpm, combinado com câmbio automático de oito velocidades e tração integral.

A Porsche confirmou o retorno da versão a combustão do SUV Macan. O CEO Michael Leiters informou ao The Financial Times que o Macan voltará a utilizar motor de combustão interna a partir de 2028. Anteriormente, no início de 2019, a Porsche havia anunciado que a nova geração do Macan seria exclusivamente elétrica, um passo inicial para a eletrificação total do modelo, o que ocorreu gradualmente, com a descontinuação global do modelo a combustão ocorrendo em julho deste ano.

Leiters admitiu que sua reputação de cético em relação aos veículos elétricos é injusta, mas justificou que a maneira mais rápida de recuperar os lucros da empresa, afetados pela queda nas vendas na China, é desenvolvendo novos SUVs e esportivos a combustão. Ele considera que a retomada da versão a gasolina do Macan, um de seus maiores sucessos desde 2014, é o caminho mais curto para isso.

Segundo o executivo, a Porsche necessita reequilibrar sua estratégia de propulsão, oferecendo um portfólio mais balanceado entre opções elétricas e a combustão. Dados recentes apoiam essa decisão: no primeiro semestre de 2026, as vendas da versão elétrica caíram 40% em relação ao ano anterior, enquanto o modelo a gasolina registrou um crescimento de 2% no mesmo período, mesmo estando fora do mercado europeu. O novo Macan a gasolina de 2028 será comercializado ao lado do modelo elétrico, sem substituí-lo. Paralelamente, a Porsche prossegue com o projeto da quarta geração do 718 totalmente elétrico, e Leiters reforçou que não há planos para um 911 elétrico.

Um relatório parcial de vendas divulgado pela Stellantis demonstrou a persistente demanda por motores a combustão, especialmente entre os entusiastas. Os dados indicam que as versões a gasolina restantes do Dodge Charger foram vendidas em número muito superior às variantes elétricas: para cada unidade elétrica, foram vendidas quinze unidades a gasolina.

Entre julho e setembro, o Charger com motor a combustão registrou 3.446 unidades vendidas nos Estados Unidos, um aumento expressivo de 1.348% comparado ao mesmo período de 2025, quando apenas 238 unidades eram do estoque antigo. A linha a gasolina atual é equipada com o motor Hurricane 3.0 biturbo de seis cilindros em linha, disponível nas versões R/T e Scat Pack para cupê e sedã, cujas entregas começaram entre o final de 2025 e o início de 2026.

Em contraste, o Charger Daytona elétrico teve apenas 233 emplacamentos no terceiro trimestre de 2026, representando uma queda de 92% em relação aos 2.776 vendidos no mesmo período de 2025. Essa disparidade reflete a corrida dos consumidores em 2025 para aproveitar o incentivo fiscal federal de US$ 7.500 antes do seu término em setembro daquele ano, somada à tendência do mercado norte-americano atual, que favorece carros a combustão e híbridos.

Considerando o período de janeiro a setembro, a diferença, embora menos drástica, permanece clara: o Charger a gasolina somou 8.029 unidades (um aumento de 330% sobre 2025), enquanto a versão 100% elétrica acumulou apenas 767 emplacamentos (uma queda de 89%). Além da resistência do público purista à eletrificação total, o preço também influencia a escolha, visto que o Charger R/T a gasolina começa em US$ 49.995 e o Scat Pack em US$ 54.995, valores significativamente menores que os US$ 59.995 do Daytona Scat Pack elétrico. Isso reforça a decisão da Dodge de relançar o Charger com motor V8, previsto para 2027 ou 2028, acompanhando a reestilização do modelo, esperando-se o retorno do Hellcat, impulsionado pelo sucesso das picapes da RAM com motores V8 aspirados e sobrealimentados nos Estados Unidos.

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