A Comissão Europeia aprovou os compromissos apresentados pela farmacêutica Sanofi, visando cessar uma campanha que havia sido iniciada para desacreditar uma vacina contra a gripe destinada a pessoas vulneráveis, desenvolvida por um laboratório concorrente.
O foco das alegações de difamação promovidas pela Sanofi concentrou-se na Alemanha e na França, referindo-se à vacina Fluad. Esta vacina compete diretamente com a Efluelda, que foi criada por um laboratório francês.
De acordo com informações do executivo comunitário, a Sanofi atendeu às preocupações iniciais relativas à concorrência. A empresa se comprometeu a implementar ações de comunicação proativas com o objetivo de corrigir e neutralizar quaisquer impactos negativos decorrentes de mensagens potencialmente enganosas veiculadas sobre a Fluad. Além disso, ela prometeu abster-se de qualquer comunicação que apresente a Fluad de maneira desfavorável ou que gere dúvidas sobre seu desempenho.
Especificamente, a companhia francesa havia sugerido, através de uma campanha direcionada a profissionais de saúde, que o suporte científico da Fluad era menos robusto que o da Efluelda, o que contradizia os dados científicos existentes.
Ambas as vacinas, a Efluelda, produzida pela Sanofi, e a Fluad, fabricada pela CSL Seqirus, são voltadas especificamente para a prevenção da gripe em indivíduos com idade superior a 60 anos.
