O Hofstetter Turbo recebeu um prêmio no Autoclasica, evento de veículos antigos realizado em San Isidro, Argentina. A edição de 2026 foi concluída recentemente, e um dos 18 exemplares do Hofstetter Turbo (que possui câmbio automático) foi reconhecido entre os vencedores.
Este veículo faz parte da coleção do Dream Car São Roque e foi homenageado por simbolizar o aumento da participação de colecionadores e entusiastas brasileiros no Autoclasica. Com esse reconhecimento, o Hofstetter se estabelece como o primeiro carro clássico concebido, construído e registrado no Brasil a ganhar um prêmio internacional. Além dele, o Dream Car também expôs um dos 25 exemplares do Concorde V8, um modelo fora-de-série inspirado na década de 1930 e equipado com motor Ford Galaxie.
A trajetória do Hofstetter teve início em meados dos anos 1970, período em que as importações de automóveis eram estritamente proibidas no Brasil. Mario Richard Hofstetter, com apenas dezesseis anos, decidiu construir seu próprio supercarro, inspirado em conceitos italianos como o Alfa Romeo Carabo e o Maserati Boomerang. Ele iniciou a jornada artesanal vendendo seu kart para adquirir ferramentas e compensado.
Após anos de trabalho, o primeiro protótipo circulou em 1980 utilizando um motor Cosworth-Hart da Fórmula 2, capaz de atingir 12.000 rpm. A produção em pequena escala começou em 1984, adotando a mecânica Volkswagen AP turbo (inicialmente de 1.8L e depois de 2.0L), que podia gerar até 175 cv, permitindo ao cupê leve atingir 230 km/h. Este veículo possuía uma carroceria de fibra de vidro muito baixa, com apenas 1,07 metro de altura, e era notável pelas portas tipo tesoura.
A produção do Hofstetter cessou em 1991, após a chegada de veículos importados na década de 1990. Apesar disso, o Hofstetter manteve-se como um símbolo de ousadia fora-de-série no Brasil, combinando habilidade artesanal e coragem.
A conquista de um prêmio inédito em solo argentino, com uma unidade preservada no acervo do Dream Car São Roque, celebra a audácia de Mario Richard Hofstetter, provando que a paixão dos construtores artesanais brasileiros merece reconhecimento global.
Alfa Romeo Cuorerosso representa o potencial do novo Giulia
O Alfa Romeo Cuorerosso foi apresentado no último fim de semana, sendo um conceito que a montadora italiana havia sinalizado com teasers sugestivos. O veículo é descrito como belíssimo, um sedã com capô alongado, traseira curta e inclinada, linhas musculares e proporções muito bem definidas, quase como um grand tourer de quatro portas.
Sua identidade visual evolui do Giulia atual: a dianteira mantém o formato dos faróis e a posição da grade do sedã em produção, mas com linhas mais agressivas e retas. A grade Scudetto tradicional apresenta a cobra da Alfa Romeo desenhada com iluminação LED, criando um efeito estético agradável. As portas traseiras são do tipo suicida (abrem para trás), e a traseira tem inspiração em cupês italianos dos anos 1970, tanto na silhueta quanto nas lanternas redondas. O vidro traseiro replica o formato do Scudetto, resultando em um design limpo e agressivo.
Internamente, há uma fusão de elementos clássicos com tecnologia moderna. O volante de três raios é quase retangular e futurista. O painel de instrumentos destaca dois mostradores circulares, remetendo aos anos 1960, mas são digitais. O console central é elevado e integra superfícies táteis, como uma tela multimídia vertical, junto com comandos físicos para ar-condicionado e câmbio, típico de um carro-conceito.
Contudo, o Cuorerosso não serve como prévia direta do próximo Giulia, apesar de suas características de carroceria e design sugerirem essa direção. Santo Ficili, CEO da Alfa Romeo, informou à publicação italiana Quattroruote que o conceito funciona primariamente como um manifesto de design para definir a identidade visual futura da marca, e não como anúncio de um modelo de produção específico.
O primeiro veículo a adotar essa nova linguagem visual será um SUV médio que deve ser lançado no início de 2028 para substituir o Tonale, baseado na plataforma STLA Medium, com opções híbridas e elétricas. A fabricante também planeja um novo modelo compacto, denominado internamente Giulietta, que terá uma carroceria ligeiramente mais alta para acomodar baterias no assoalho, sem ser um SUV tradicional, enquanto o Junior permanecerá como o modelo de entrada.
Quanto ao Giulia e ao Stelvio, a Alfa Romeo reconsiderou a exclusividade elétrica, decidindo estender a vida útil de ambos até o final de 2027, momento em que serão avaliados os próximos passos para o segmento. A arquitetura de tração traseira Giorgio continua segura no portfólio de luxo e esportivos do grupo, mantendo viva a esperança de um sucessor digno que combine essa base mecânica com o motor V6 biturbo híbrido.
Fórmula 1 retornará à África em 2030 com corrida em Ruanda
O governo de Ruanda e a Fórmula 1 firmaram um acordo de dez anos para trazer a categoria de volta ao continente africano. O evento, oficialmente chamado Formula 1 African Grand Prix, será realizado na área da capital Kigali, com a primeira edição prevista para ocorrer somente a partir de 2030, dependendo da conclusão das obras do novo autódromo.
Esta será a primeira vez que a F1 disputa uma corrida na África desde o Grande Prêmio da África do Sul em 1993, assegurando a presença da categoria em todos os continentes habitados. O anúncio foi feito em Kigali, contando com a presença do presidente ruandês Paul Kagame, do CEO da F1 Stefano Domenicali e do presidente da FIA Mohammed Ben Sulayem.
O novo circuito será construído em uma zona rural, a aproximadamente 40 quilômetros ao sul da capital, adjacente ao novo aeroporto internacional de Bugesera. Projetado por Hermann Tilke em colaboração com o ex-piloto Alex Wurz, o traçado terá 6 quilômetros de extensão, 17 curvas no sentido anti-horário e utilizará a topografia natural para criar uma «arena» para o público, apresentando uma variação de elevação de 197 metros por volta.
Este projeto insere-se em um plano ambicioso de investimento do governo local para fomentar o turismo, a infraestrutura e grandes eventos esportivos internacionais. Ruanda já sediou o Mundial de Ciclismo de Estrada e a Cerimônia de Premiação da FIA. A iniciativa também atende a um pedido antigo do grid, especialmente de Lewis Hamilton, que pressionou a organização por um GP africano. Para o presidente Kagame e a F1, o contrato de longo prazo deve gerar um legado econômico e social duradouro para os mais de 100 milhões de fãs de automobilismo no continente.
Hyundai Bayon é revelado em Paris e chegará ao Brasil em 2027
O Hyundai Bayon foi apresentado durante o Salão de Paris neste fim de semana, tornando-se um novo concorrente no segmento de SUVs de entrada no Brasil, com chegada prevista para 2027, competindo contra modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian, Chevrolet Sonic e Jeep Avenger.
Este modelo é fruto de um plano de investimento de R$ 5,5 bilhões da marca no país e será fabricado na planta de Piracicaba (SP), utilizando a plataforma K3, a mesma empregada pelo futuro i20 (substituto do HB20) e pela próxima geração do Creta. Seu objetivo é representar a marca em um dos mercados mais competitivos.
Embora já fosse vendido na Europa desde 2021, a primeira geração era mais um hatchback «SUVizado», semelhante ao HB20X. O novo Bayon é um SUV completo, incorporando influências diretas do Tucson. Suas dimensões aumentaram para 4,25 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,60 m de entre-eixos, apresentando capô elevado, caixas de roda proeminentes e conjunto óptico de dois níveis. O aumento de espaço beneficia a cabine e o porta-malas de 440 litros, que supera os 346 litros do i20, e oferece a funcionalidade de reclinar os encostos traseiros para ampliar o volume de carga.
O interior do novo Bayon conta com duas telas de 12,3 polegadas — uma para o painel de instrumentos configurável e outra para a central multimídia (com suporte a Apple CarPlay e Android Auto sem fio), mantendo botões físicos para controle de ar-condicionado e funções essenciais. Versões europeias podem incluir som premium Bose, chave digital via aplicativo ou smartwatch, teto solar panorâmico, assentos com ventilação e aquecimento, além de um pacote ADAS robusto, como controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e câmeras 360°.
Na Europa, haverá uma segunda fase com uma versão híbrida plena (HEV) inédita de 138 cv, combinando motor 1.6 a gasolina e elétrico. No Brasil, a estratégia será mais direta: o SUV de entrada estreará equipado apenas com motor 1.0 turbo flex de três cilindros e 115 cv, acoplado a câmbio automático de seis marchas. Esta mecânica a combustão permite à Hyundai competir agressivamente com rivais diretos, liberando espaço no portfólio para que o Creta avance em tamanho e preço em sua próxima iteração.
Alpine A310 Vision Concept é revelado em Paris
As montadoras europeias demonstraram que reinterpretar o passado com um toque futurista é uma maneira eficaz de capturar a atenção do público. O Salão de Paris evidenciou isso com a apresentação do A310 Vision da Alpine. Este conceito é uma homenagem ao esportivo produzido entre 1971 e 1984, que competia com o Porsche 911, mesclando nostalgia estética com um perfil bastante agressivo. O visual do A310 apresenta uma dianteira baixa e afilada.


