Hofstetter Turbo é premiado no Autoclasica; apresentações de novos modelos incluem Alfa Romeo Cuorerosso e Hyundai Bayon
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Hofstetter Turbo é premiado no Autoclasica; apresentações de novos modelos incluem Alfa Romeo Cuorerosso e Hyundai Bayon

O Hofstetter Turbo recebeu um prêmio no Autoclasica, evento de veículos antigos realizado em San Isidro, Argentina. A edição de 2026 foi concluída recentemente, e um dos 18 exemplares do Hofstetter Turbo (que possui câmbio automático) foi reconhecido entre os vencedores.

Este veículo faz parte da coleção do Dream Car São Roque e foi homenageado por simbolizar o aumento da participação de colecionadores e entusiastas brasileiros no Autoclasica. Com esse reconhecimento, o Hofstetter se estabelece como o primeiro carro clássico concebido, construído e registrado no Brasil a ganhar um prêmio internacional. Além dele, o Dream Car também expôs um dos 25 exemplares do Concorde V8, um modelo fora-de-série inspirado na década de 1930 e equipado com motor Ford Galaxie.

A trajetória do Hofstetter teve início em meados dos anos 1970, período em que as importações de automóveis eram estritamente proibidas no Brasil. Mario Richard Hofstetter, com apenas dezesseis anos, decidiu construir seu próprio supercarro, inspirado em conceitos italianos como o Alfa Romeo Carabo e o Maserati Boomerang. Ele iniciou a jornada artesanal vendendo seu kart para adquirir ferramentas e compensado.

Após anos de trabalho, o primeiro protótipo circulou em 1980 utilizando um motor Cosworth-Hart da Fórmula 2, capaz de atingir 12.000 rpm. A produção em pequena escala começou em 1984, adotando a mecânica Volkswagen AP turbo (inicialmente de 1.8L e depois de 2.0L), que podia gerar até 175 cv, permitindo ao cupê leve atingir 230 km/h. Este veículo possuía uma carroceria de fibra de vidro muito baixa, com apenas 1,07 metro de altura, e era notável pelas portas tipo tesoura.

A produção do Hofstetter cessou em 1991, após a chegada de veículos importados na década de 1990. Apesar disso, o Hofstetter manteve-se como um símbolo de ousadia fora-de-série no Brasil, combinando habilidade artesanal e coragem.

A conquista de um prêmio inédito em solo argentino, com uma unidade preservada no acervo do Dream Car São Roque, celebra a audácia de Mario Richard Hofstetter, provando que a paixão dos construtores artesanais brasileiros merece reconhecimento global.

Alfa Romeo Cuorerosso representa o potencial do novo Giulia

O Alfa Romeo Cuorerosso foi apresentado no último fim de semana, sendo um conceito que a montadora italiana havia sinalizado com teasers sugestivos. O veículo é descrito como belíssimo, um sedã com capô alongado, traseira curta e inclinada, linhas musculares e proporções muito bem definidas, quase como um grand tourer de quatro portas.

Sua identidade visual evolui do Giulia atual: a dianteira mantém o formato dos faróis e a posição da grade do sedã em produção, mas com linhas mais agressivas e retas. A grade Scudetto tradicional apresenta a cobra da Alfa Romeo desenhada com iluminação LED, criando um efeito estético agradável. As portas traseiras são do tipo suicida (abrem para trás), e a traseira tem inspiração em cupês italianos dos anos 1970, tanto na silhueta quanto nas lanternas redondas. O vidro traseiro replica o formato do Scudetto, resultando em um design limpo e agressivo.

Internamente, há uma fusão de elementos clássicos com tecnologia moderna. O volante de três raios é quase retangular e futurista. O painel de instrumentos destaca dois mostradores circulares, remetendo aos anos 1960, mas são digitais. O console central é elevado e integra superfícies táteis, como uma tela multimídia vertical, junto com comandos físicos para ar-condicionado e câmbio, típico de um carro-conceito.

Contudo, o Cuorerosso não serve como prévia direta do próximo Giulia, apesar de suas características de carroceria e design sugerirem essa direção. Santo Ficili, CEO da Alfa Romeo, informou à publicação italiana Quattroruote que o conceito funciona primariamente como um manifesto de design para definir a identidade visual futura da marca, e não como anúncio de um modelo de produção específico.

O primeiro veículo a adotar essa nova linguagem visual será um SUV médio que deve ser lançado no início de 2028 para substituir o Tonale, baseado na plataforma STLA Medium, com opções híbridas e elétricas. A fabricante também planeja um novo modelo compacto, denominado internamente Giulietta, que terá uma carroceria ligeiramente mais alta para acomodar baterias no assoalho, sem ser um SUV tradicional, enquanto o Junior permanecerá como o modelo de entrada.

Quanto ao Giulia e ao Stelvio, a Alfa Romeo reconsiderou a exclusividade elétrica, decidindo estender a vida útil de ambos até o final de 2027, momento em que serão avaliados os próximos passos para o segmento. A arquitetura de tração traseira Giorgio continua segura no portfólio de luxo e esportivos do grupo, mantendo viva a esperança de um sucessor digno que combine essa base mecânica com o motor V6 biturbo híbrido.

Fórmula 1 retornará à África em 2030 com corrida em Ruanda

O governo de Ruanda e a Fórmula 1 firmaram um acordo de dez anos para trazer a categoria de volta ao continente africano. O evento, oficialmente chamado Formula 1 African Grand Prix, será realizado na área da capital Kigali, com a primeira edição prevista para ocorrer somente a partir de 2030, dependendo da conclusão das obras do novo autódromo.

Esta será a primeira vez que a F1 disputa uma corrida na África desde o Grande Prêmio da África do Sul em 1993, assegurando a presença da categoria em todos os continentes habitados. O anúncio foi feito em Kigali, contando com a presença do presidente ruandês Paul Kagame, do CEO da F1 Stefano Domenicali e do presidente da FIA Mohammed Ben Sulayem.

O novo circuito será construído em uma zona rural, a aproximadamente 40 quilômetros ao sul da capital, adjacente ao novo aeroporto internacional de Bugesera. Projetado por Hermann Tilke em colaboração com o ex-piloto Alex Wurz, o traçado terá 6 quilômetros de extensão, 17 curvas no sentido anti-horário e utilizará a topografia natural para criar uma «arena» para o público, apresentando uma variação de elevação de 197 metros por volta.

Este projeto insere-se em um plano ambicioso de investimento do governo local para fomentar o turismo, a infraestrutura e grandes eventos esportivos internacionais. Ruanda já sediou o Mundial de Ciclismo de Estrada e a Cerimônia de Premiação da FIA. A iniciativa também atende a um pedido antigo do grid, especialmente de Lewis Hamilton, que pressionou a organização por um GP africano. Para o presidente Kagame e a F1, o contrato de longo prazo deve gerar um legado econômico e social duradouro para os mais de 100 milhões de fãs de automobilismo no continente.

Hyundai Bayon é revelado em Paris e chegará ao Brasil em 2027

O Hyundai Bayon foi apresentado durante o Salão de Paris neste fim de semana, tornando-se um novo concorrente no segmento de SUVs de entrada no Brasil, com chegada prevista para 2027, competindo contra modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian, Chevrolet Sonic e Jeep Avenger.

Este modelo é fruto de um plano de investimento de R$ 5,5 bilhões da marca no país e será fabricado na planta de Piracicaba (SP), utilizando a plataforma K3, a mesma empregada pelo futuro i20 (substituto do HB20) e pela próxima geração do Creta. Seu objetivo é representar a marca em um dos mercados mais competitivos.

Embora já fosse vendido na Europa desde 2021, a primeira geração era mais um hatchback «SUVizado», semelhante ao HB20X. O novo Bayon é um SUV completo, incorporando influências diretas do Tucson. Suas dimensões aumentaram para 4,25 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,60 m de entre-eixos, apresentando capô elevado, caixas de roda proeminentes e conjunto óptico de dois níveis. O aumento de espaço beneficia a cabine e o porta-malas de 440 litros, que supera os 346 litros do i20, e oferece a funcionalidade de reclinar os encostos traseiros para ampliar o volume de carga.

O interior do novo Bayon conta com duas telas de 12,3 polegadas — uma para o painel de instrumentos configurável e outra para a central multimídia (com suporte a Apple CarPlay e Android Auto sem fio), mantendo botões físicos para controle de ar-condicionado e funções essenciais. Versões europeias podem incluir som premium Bose, chave digital via aplicativo ou smartwatch, teto solar panorâmico, assentos com ventilação e aquecimento, além de um pacote ADAS robusto, como controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e câmeras 360°.

Na Europa, haverá uma segunda fase com uma versão híbrida plena (HEV) inédita de 138 cv, combinando motor 1.6 a gasolina e elétrico. No Brasil, a estratégia será mais direta: o SUV de entrada estreará equipado apenas com motor 1.0 turbo flex de três cilindros e 115 cv, acoplado a câmbio automático de seis marchas. Esta mecânica a combustão permite à Hyundai competir agressivamente com rivais diretos, liberando espaço no portfólio para que o Creta avance em tamanho e preço em sua próxima iteração.

Alpine A310 Vision Concept é revelado em Paris

As montadoras europeias demonstraram que reinterpretar o passado com um toque futurista é uma maneira eficaz de capturar a atenção do público. O Salão de Paris evidenciou isso com a apresentação do A310 Vision da Alpine. Este conceito é uma homenagem ao esportivo produzido entre 1971 e 1984, que competia com o Porsche 911, mesclando nostalgia estética com um perfil bastante agressivo. O visual do A310 apresenta uma dianteira baixa e afilada.

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Ram Rampage brasileira será vendida nos EUA; detalhes sobre novos modelos e lançamentos automotivos
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Ram Rampage brasileira será vendida nos EUA; detalhes sobre novos modelos e lançamentos automotivos

A picape Ram Rampage, desenvolvida no Brasil, será disponibilizada para venda nos Estados Unidos. Seu objetivo principal no mercado americano é se estabelecer como o modelo de menor custo da marca.

A Rampage foi o primeiro veículo da Ram a ser projetado fora da América do Norte. Após seu lançamento, em 2023, a picape fabricada em Goiana (PE) passou a ser distribuída em outros países sul-americanos, incluindo Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2025, a Stellantis confirmou a exportação da Rampage para a Europa, mas o avanço mais significativo foi anunciado pelo CEO da Stellantis, Antonio Filosa, durante uma entrevista ao The Detroit News: sua chegada aos EUA.

Mesmo sendo de origem brasileira, a Rampage destinada ao mercado americano provavelmente permanecerá na fábrica de Pernambuco devido a barreiras financeiras. Os veículos produzidos fora da América do Norte estão sujeitos a uma taxação de 25%, conhecida como Chicken Tax, um imposto protecionista implementado pelos EUA na década de 1960.

Para evitar essa tarifa e manter a competitividade de preços, a rota mais provável para a Stellantis é produzir a Rampage na unidade de Toluca, no México. Esta fábrica já fabrica o Jeep Compass, compartilhando a plataforma arquitetônica Small Wide 4x4 com a picape. Essa integração de componentes ajuda a reduzir custos operacionais e possibilita a produção local com isenção fiscal para o mercado norte-americano.

Considerando que a estreia nos EUA está prevista para 2028, coincidindo com o quinto ano de mercado da Rampage no Brasil, o veículo deverá chegar à América do Norte já com seu primeiro facelift de meio de vida. Esperam-se melhorias no design frontal, alterações na cabine e inclusão de pacotes de equipamentos específicos para o consumidor americano. Adicionalmente, podem haver modificações na oferta de motores; atualmente, no Brasil, a linha oferece o 2.0 turbo a gasolina de 272 cv e o 2.2 turbodiesel de 200 cv, ambos com câmbio automático de nove marchas.

GWM inicia pré-venda do Haval H7

A GWM iniciou a pré-venda do Haval H7 no Brasil no dia 5. As reservas estão disponíveis somente para clientes atuais da marca, exigindo um sinal de R$ 9.000. Este SUV visa ocupar o espaço intermediário entre os modelos H6 e H9, com um preço estimado abaixo de R$ 300 mil. O lançamento oficial está agendado para quarta-feira, dia 7.

Com um visual que remete aos utilitários mais tradicionais, o H7 se distingue por suas linhas retangulares, frente robusta e o estepe fixado na tampa do porta-malas. Apesar de seu tamanho considerável, sua estrutura é monobloco, ao contrário do H9, que utiliza carroceria sobre chassi. Ele possui 4,80 metros de comprimento, 2,74 m de distância entre eixos e um porta-malas com capacidade para 586 litros.

O sistema de propulsão é híbrido plug-in com tração integral, combinando um motor 1.5 turbo com dois propulsores elétricos (um no eixo dianteiro e outro no traseiro). Este conjunto gera cerca de 364 cv e 77,5 kgfm de torque combinados, sendo gerenciado pela transmissão DHT de duas marchas. Com essa configuração, o Haval H7 consegue atingir 100 km/h em 5,8 segundos.

Internamente, o veículo conta com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas com conectividade sem fio, além de um pacote completo de sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS). A estratégia da GWM para o mercado brasileiro prevê pelo menos duas opções de acabamento, mantendo a mesma mecânica e diferenciando apenas o nível de equipamentos de série.

Lexus LS de Street Fighter ganha uma versão “de verdade”

Em uma iniciativa para promover o novo filme da franquia Street Fighter, a produção optou por evocar a nostalgia, recriando na realidade o Lexus LS400 presente no icônico estágio bônus de Street Fighter II. Este sedã de luxo japonês foi apresentado na ComplexCon, em Los Angeles, e foi modificado para replicar fielmente um modelo de 16 bits retirado diretamente dos arcades de 1991.

O projeto foi conduzido pela Vehicle Effects, oficina liderada por Dennis McCarthy, conhecido por seu trabalho nos carros da franquia Velozes e Furiosos. A customização foi profunda, indo além de um simples adesivo gráfico: o carro recebeu peças tridimensionais exclusivas para simular o visual pixelizado, substituindo componentes como a grade dianteira, os retrovisores e até as maçanetas por elementos pixelados. Os faróis também foram cobertos com capas que imitam os sprites em 2D.

A cabine seguiu o mesmo rigor com a cultura gamer. O interior foi completamente revestido e recebeu apoios de cabeça bordados com a frase famosa «YOU WIN». Um detalhe criativo notável é o controle do aquecedor dos bancos, que foi adaptado para operar dentro de um slot decorativo que imita a entrada de moedas dos arcades. Conforme esperado, os atores do filme participaram da apresentação, realizando os primeiros socos e chutes na carroceria do carro.

Para finalizar a promoção, o Lexus pixelizado não será uma peça de museu; ele será sorteado em um concurso para os fãs, acompanhado de um prêmio em dinheiro no valor exato de US$ 25.400,69.

Novo BMW Série 5 pode ter vazado em vídeo

Após o lançamento do polêmico novo BMW Série 3, a atenção se voltou para o restante da linha. Há indícios de que a fabricante bávara possa ter exposto as primeiras imagens da atualização do Série 5. Esse deslize foi notado por um usuário do Reddit em um quadro de um vídeo institucional filmado na fábrica de Dingolfing, na Alemanha. Embora a gravação, focada na apresentação do Série 3, tenha sido rapidamente removida pela fabricante, o registro da linha de montagem revelou um sedã ao fundo com características frontais e proporções diferentes do modelo menor.

É crucial notar que isso não representa uma geração inteiramente nova. A atual oitava geração do Série 5 (código G60) é relativamente recente, tendo sido lançada globalmente em 2023. Portanto, o veículo visto no vídeo é provavelmente a atualização de meio de vida, prevista para ser lançada em 2028. Uma renovação completa do sedã executivo só é esperada para o final desta década, por volta de 2030.

Embora a silhueta e os perfis laterais permaneçam muito semelhantes ao modelo vigente, a atualização trará mudanças significativas na parte dianteira. A imagem vazada mostra faróis redesenhados, para-choques com linhas mais suaves e o abandono da grade sobredimensionada, dando lugar a um duplo aro menor e mais horizontal, alinhado ao novo padrão visual introduzido no Série 3. Dentro da cabine, espera-se a implementação da tela Panoramic Vision no para-brisa e a possível descontinuação do controle rotativo do iDrive no console.

Fiat Argo X já começou a ser fabricado

A Fiat deu início à produção do Argo X no dia 5, na fábrica de Betim (MG), marcando o que é considerado seu lançamento mais relevante do ano. Derivado do modelo europeu Grande Panda, este compacto introduz a plataforma CMP no complexo mineiro, arquitetura que servirá de base futura para as novas gerações de Pulse, Fastback, Strada e Mobi.

O carro chegará às concessionárias em meados de novembro, com o objetivo de substituir gradualmente o Argo atual. A linha de versões será segmentada em duas propostas mecânicas. As versões de entrada utilizarão o motor 1.0 Firefly flex, que entrega até 75 cv e 10,7 kgfm de torque, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Já as opções mais caras apresentarão o conjunto 1.0 Turbo de 200 cv, equipado com sistema híbrido leve (MHEV) de 12V, capaz de gerar 116 cv e 20,4 kgfm, sempre combinado ao câmbio automático CVT com simulação de sete marchas.

Um avanço notável reside na segurança e eletrônica. O Argo X será o primeiro modelo produzido em Betim a sair de fábrica com seis airbags de série em todos os níveis, complementado por um pacote ADAS que inclui frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e detector de fadiga, exceto o piloto automático adaptativo (ACC). Nas configurações de ponta, o painel digital de 10 polegadas estará integrado à central multimídia.

Esteticamente, o hatchback manterá as linhas quadradas do seu parente europeu, mas com adaptações e simplificações para o mercado local. Pelo menos nas versões mais caras, o Argo X preservará os faróis com efeito «pixelizados» em LED do Grande Panda, enquanto as variantes mais básicas terão iluminação halógena mais convencional. Além disso, nenhuma versão contará com a assinatura de LED na grade, e os nomes da marca e do modelo estampados na carroceria serão omitidos.

Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia
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Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia

O mercado automotivo recebeu diversas novidades, incluindo o lançamento do novo BMW Série 3 com motor a combustão, os primeiros vislumbres do Fiat Argo X, a versão elétrica do Range Rover Sport e uma atualização de multimídia da Porsche para modelos clássicos.

Novo BMW Série 3 com motor a combustão

Após pouco mais de seis meses da variante elétrica, a BMW apresentou o novo Série 3 com motor a combustão, identificado pelo código G50. Embora ambos sejam denominados Série 3 e compartilhem forte semelhança visual, eles utilizam plataformas distintas. A identidade visual segue o estilo Neue Klasse adotado pela fabricante, com faróis e lanternas padronizados.

O Série 3 a combustão possui um capô mais alongado, indicando sua base na plataforma CLAR II, uma evolução da arquitetura da geração anterior. A BMW destacou melhorias como alargamento das bitolas dianteira e traseira e uma direção revisada, tornando-a mais precisa e comunicativa. Em contraste, o modelo elétrico i3 é construído sobre a arquitetura NAx, a mesma utilizada no SUV iX3.

O design do veículo ocupa uma posição peculiar; embora os novos BMW raramente recebam aclamação unânime no lançamento, a tendência sugere que os entusiastas se habituem com o tempo. No entanto, o novo Série 3 carrega o peso do nome Neue Klasse, remetendo aos icônicos BMW 2002 dos anos 60, sem fazer referências visuais diretas, o que pode incomodar os puristas.

Por outro lado, o G50 alinha-se à tendência moderna da marca, apresentando linhas mais limpas e proporções mais equilibradas, eliminando vincos e dobras excessivos e a grade proeminente que foi alvo de críticas. Embora não possa ser classificado como feio, a crítica atual aponta para um caráter excessivamente genérico.

A dinâmica permanece sendo um ponto forte da BMW. No Série 3 G50, o destaque é o novo M350 xDrive, que ocupa o topo da linha a combustão na ausência de um novo M3. Este motor utiliza um clássico seis em linha de 3.0 litros turbo, complementado por um sistema híbrido-leve de 48 volts integrado ao câmbio automático de oito marchas. A potência alcança 443 cv, permitindo que o sedã acelere de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos.

Um recurso notável para os entusiastas é o sistema denominado “Drift Moment”. A BMW adaptou uma funcionalidade típica dos modelos M puros, permitindo que o sistema xDrive desconecte o eixo dianteiro, direcionando 100% da potência para as rodas traseiras para manobras laterais nas curvas.

Para o uso cotidiano, a versão 320 mantém o motor de quatro cilindros turbo de 2.0, também com assistência híbrida-leve, gerando 208 cv e acoplado ao câmbio de oito marchas. A marca também confirmou a existência de uma versão de entrada 318 com 154 cv para a Europa e prevê versões híbridas plug-in para o próximo ano.

Para acomodar essas motorizações, o ajuste do chassi foi especificamente desenvolvido para a plataforma a gasolina, incorporando uma geometria de suspensão dianteira dedicada, um conjunto traseiro multilink recalibrado e coxins mais rígidos em comparação com o modelo elétrico.

Internamente, as diferenças entre as versões elétrica e a gasolina são minimizadas, e a cabine abraça o minimalismo da linguagem Neue Klasse. O interior é dominado por um imponente display central curvo de 17,9 polegadas, focado no motorista, juntamente com um novo head-up display panorâmico. O sistema operacional é o BMW OS X, baseado em Android, prometendo atualizações contínuas e sinalizando o compromisso da BMW em reduzir botões físicos no painel.

Em termos de dimensões, o G50 sofreu um alongamento típico de transição de geração para reforçar sua presença na estrada. O sedã mede agora 4,76 metros de comprimento (5,2 cm a mais que o anterior), possui 1,85 m de largura e aumentou quase 1 cm na distância entre eixos, atingindo 2,88 metros.

A produção também foi segregada: enquanto o elétrico i3 será fabricado na sede histórica de Munique, toda a linha a combustão do novo Série 3 sairá das linhas de montagem de Dingolfing.

Considerando os aspectos positivos e negativos, a BMW conseguiu encontrar uma maneira inteligente de preservar a essência mecânica que consagrou o Série 3, sem negligenciar o que muitos consideram o futuro da indústria. Resta aguardar o lançamento do novo M3.

Fiat começa a revelar o Argo X

Até o momento, tudo o que se sabia sobre o Fiat Argo X, que pode ser o lançamento mais relevante da marca nos próximos meses, vinha de investigações jornalísticas e fotos não oficiais. Contudo, a fabricante ítalo-mineira finalmente divulgou os primeiros teasers com detalhes do veículo.

Os detalhes são limitados, consistindo apenas no emblema com uma tipografia quadrada e uma imagem em close do que parece ser o farol. Uma surpresa inicial é que a Fiat aparentemente manterá o farol pixelado do Grande Panda europeu, modelo que servirá de base para o Argo X. Esta não é uma solução estética comum e certamente não agradará a todos, mas é inegável que a Fiat preservará a tradição de incorporar elementos de design lúdicos e criativos, como ocorreu com o Novo Uno na década passada (embora este também não tenha tido aceitação universal).

É crucial notar que o Argo X deverá apresentar alterações estruturais significativas em relação ao modelo vendido no mercado internacional, visto que sua função aparente é substituir gradualmente o Argo atual na linha de entrada da marca. Isso reflete o padrão da Fiat de adaptar suas “versões nacionais”, simplificando motores e sistemas de suspensão para o mercado brasileiro, visando maior competitividade de preço.

É considerado certo que serão utilizados dois conjuntos mecânicos distintos, dependendo da versão. As configurações mais básicas devem empregar o conhecido motor 1.0 aspirado Firefly, de três cilindros e seis válvulas, que entrega 75 cv e 10,7 kgfm, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas. Já as versões mais caras poderão adotar o powertrain T200 Hybrid, equipado com sistema híbrido leve, produzindo 116 cv e 20,4 kgfm, sempre com caixa CVT simulando sete velocidades. Este motor é o mesmo utilizado no recém-lançado Jeep Avenger.

Espera-se que o Argo X chegue às concessionárias em breve, com projeções apontando para o último trimestre de 2026, embora os otimistas apostem no mês de outubro.

Alguém decidiu fazer o Prelude “Type R” que a Honda não fez

O retorno do Honda Prelude foi recebido com sentimentos mistos pela maioria dos entusiastas. Ver um clássico ressurgir é sempre positivo, e a Honda acertou no design do cupê lançado recentemente no Brasil. Contudo, o fato de ser um híbrido onde o motor a combustão não tem a função primária de propulsão das rodas não correspondeu totalmente às expectativas da comunidade, apesar de o Prelude ter tradição em servir como vitrine para novas tecnologias, como o sistema 4WS de esterçamento traseiro.

O que o Prelude realmente necessitava, segundo a comunidade, era de um motor a gasolina potente. É exatamente isso que a oficina californiana Throtl está providenciando. Eles adquiriram um Prelude novo, removeram toda a mecânica existente e estão instalando o conjunto motriz do Civic Type R. Uma observação para a Honda.

Embora o Prelude jamais tenha recebido uma versão Type R oficial — o que faz sentido dado seu histórico como grand tourer e não como esportivo puro —, a ideia é perfeitamente coerente. A nova geração já incorpora grande parte dos componentes de suspensão do Civic Type R e, seguindo a tradição da marca, é um carro muito bem ajustado para tração dianteira. Portanto, seria ideal que ele fosse equipado com um quatro cilindros turbo de 320 cv (o K20C1 do Type R) acoplado a uma caixa manual de seis marchas.

Essa possibilidade é reforçada pela arquitetura do Prelude, que é bastante similar à do Civic Type R. O painel corta-fogo é virtualmente idêntico no cupê e no hot hatch, e a maior parte dos periféricos foi mantida. Certamente houve modificações necessárias, como perfurar chapas metálicas para passagem dos cabos de transmissão e fabricar suportes personalizados para a carcaça da caixa de câmbio.

O veículo já está em movimento e a combinação do conjunto motriz está quase finalizada, mas ainda resta resolver questões elétricas e eletrônicas. Na fase inicial de testes, a ECU do Type R limitou o motor a 4.500 rpm, o que deve ser corrigido, no pior cenário, através de uma unidade programável.

De qualquer modo, a escolha de um exemplar branco é apropriada para concretizar o conceito de um Prelude Type R, incluindo o painel de instrumentos do Civic (que se encaixou com mínimas adaptações) e bancos revestidos em vermelho. A intenção da Throtl é montar o carro com aparência de fábrica, sem denunciar que se trata de um projeto customizado. Talvez assim a Honda possa se inspirar.

Range Rover Sport ganha versão elétrica de 550 cv

A Range Rover lançou a versão elétrica do Sport, que dispõe de dois motores, tração integral, e entrega 550 cv e 86,7 kgfm. Seu desempenho se aproxima do nível do V8, acelerando de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Apesar da eletrificação, a marca manteve os atributos que distinguem um Range Rover de qualquer SUV elétrico comum.

O Sport Electric mantém o uso de suspensão pneumática, esterçamento das quatro rodas e controle ativo de rolagem. Além disso, ele possui capacidade para transpor até 900 mm de água e enfrentar inclinações de até 45 graus. A carroceria também foi reforçada em 61% e o centro de gravidade foi abaixado em 73 mm em comparação com o Sport híbrido plug-in — o que representa uma vantagem significativa, considerando que o carro pesa aproximadamente 265 kg a mais que a versão V8.

O aumento de peso é atribuído à vasta bateria de 118,5 kWh, que opera com arquitetura de 800 volts e oferece autonomia de até 609 km no ciclo WLTP. Com um carregador de 350 kW, a Range Rover afirma que é possível recarregar de 10% a 80% em 22 minutos, ou recuperar cerca de 220 km em dez minutos.

Porsche lança multimídia para 911, Boxster e Cayman de 15 anos

Um aspecto que deteriora rapidamente nos veículos modernos é o sistema de multimídia. Um 911 com quinze anos, por exemplo, permanece rápido, belo e divertido, mas o uso do navegador original o transporta instantaneamente para 2011.

A Porsche resolveu essa questão expandindo o PCCM Plus, seu sistema oficial de multimídia para clássicos, para os modelos 911 997.2 e 991.1, assim como para os Boxster e Cayman 987.2 e 981, fabricados entre 2009 e 2016. O sistema conta com uma tela de sete polegadas, suporte sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, Bluetooth, Wi-Fi e navegação por satélite com atualizações via internet. O ponto mais importante é que ele se integra ao restante do veículo, mantendo os comandos do volante e exibindo navegação e música no painel de instrumentos.

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