Steve McQueen: Em momentos em que a verdade falha, o amor é o que importa
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Steve McQueen: Em momentos em que a verdade falha, o amor é o que importa

Ao ser questionado sobre a relação entre seu trabalho e o tempo atual, Steve McQueen expressou que, embora não deseje parecer ultrapassado ou hippie, o amor deve ser lembrado. Ele argumenta que, quando a verdade perde sua validade, e a confiança em políticos ou até mesmo em amigos desaparece, o amor permanece como um elemento capaz de unir as pessoas.

O cineasta e artista plástico compartilhou suas sensações ao ouvir duas versões de algo, descrevendo que a união dessas duas partes criava uma faísca, resultando em algo extraordinário e feliz na colaboração. Para ele, isso eleva a música a um patamar superior.

McQueen acredita que cada indivíduo trará sua própria narrativa ao entrar em um espaço artístico, e essa narrativa pode se tornar a trilha sonora da experiência. Antes da inauguração de uma instalação, ele solicitou que todos desligassem seus aparelhos ao entrar, explicando que, enquanto muitas exposições incentivam o uso dos olhos, naquele local os visitantes são convidados a usar os ouvidos e desconectar-se do ambiente externo.

Em paralelo à exposição, haverá um ciclo de filmes focado na filmografia de McQueen, sob curadoria de Lekha Hileman. Entre seus trabalhos de destaque está «12 Anos Escravo», que conquistou três Oscars em 2013. Nascido em Londres, Steve McQueen recebeu o Prêmio Turner em 1999 e já expôs em importantes instituições e eventos de arte contemporânea.

Como diretor, ele produziu filmes como «Hunger», «Shame» e «Blitz», sendo este último seu mais recente longa-metragem. Além disso, ele trabalhou na televisão com a minissérie britânica «Small Axe», que se inspira em vivências reais da comunidade das Índias Ocidentais de Londres. Sua obra frequentemente explora temas como poder, memória, violência, racismo, representação e estruturas sociais.

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