Alto preço da gasolina leva brasileiros a considerarem veículos elétricos
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Alto preço da gasolina leva brasileiros a considerarem veículos elétricos

O encarecimento dos combustíveis está impulsionando os brasileiros a avaliarem a aquisição de carros elétricos. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revelou que 87% dos motoristas entrevistados estariam dispostos a comprar um veículo elétrico, sendo que 78% desses interessados citam a potencial economia com combustível como um fator decisivo.

O levantamento detalha que metade dos participantes declarou que compraria um carro elétrico com certeza, e 37% afirmaram que provavelmente faria essa aquisição. Esses dados foram divulgados em um contexto de pressão sobre os valores internacionais do petróleo e em função de novas ações propostas pelo governo federal para mitigar o aumento dos preços dos combustíveis.

Nesta sexta-feira (9), o governo anunciou um conjunto de medidas com um impacto fiscal projetado em R$ 5,2 bilhões ao longo de 30 dias. Entre as providências anunciadas, destacam-se a eliminação dos tributos federais incidentes sobre a gasolina, através de modificações no PIS/Cofins e na Cide, além da expansão de subsídios para outros tipos de combustível.

Essa movimentação governamental acontece em meio aos impactos gerados pelos conflitos no Oriente Médio no mercado global de petróleo. A instabilidade nos preços dessa matéria-prima pode influenciar diretamente o custo dos combustíveis, afetando, por consequência, os gastos de quem utiliza veículos movidos a combustão.

A pesquisa também sinaliza que a elevação do petróleo aumenta o apelo dos veículos elétricos. Em julho, 84% dos motoristas entrevistados já consideravam que o aumento do custo da matéria-prima tornava esses automóveis mais atraentes.

No encerramento da quinta-feira (8), o petróleo Brent foi negociado a US$ 104,13 (equivalente a cerca de R$ 518,57), enquanto o WTI finalizou a sessão a US$ 91,35 (aproximadamente R$ 454,92). Estes dois indicadores são cruciais para o mercado internacional de petróleo, e suas variações podem impactar os custos dos combustíveis, embora o preço final nas bombas dependa também de impostos, logística e das condições específicas do mercado brasileiro.

A influência de experiências pessoais também contribui para o interesse em veículos elétricos. De acordo com o Instituto Locomotiva, 69% dos motoristas conhecem alguém que possui um carro desse tipo, e entre aqueles que conhecem proprietários, 92% relatam que essas pessoas têm opiniões positivas sobre os veículos.

A intenção de compra é ainda mais elevada entre aqueles que já possuem um carro elétrico ou híbrido: 98% deste grupo considerariam adquirir outro veículo elétrico. Deste total, 85% afirmam que comprariam um modelo semelhante com certeza, enquanto 13% indicam que provavelmente o fariam.

Apesar do grande interesse manifestado, o valor inicial permanece como um obstáculo significativo para a adoção de carros elétricos. A pesquisa aponta que 84% dos motoristas entrevistados teriam maior propensão à compra caso os preços fossem reduzidos.

Este resultado evidencia uma distinção entre reconhecer as vantagens operacionais de um carro elétrico e efetivamente concretizar sua compra. Mesmo quando os consumidores identificam a possibilidade de poupar com o combustível, o investimento inicial pode complicar a tomada de decisão.

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População de pinguins em declínio acentuado na Ilha Zavadovsky devido às mudanças climáticas
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População de pinguins em declínio acentuado na Ilha Zavadovsky devido às mudanças climáticas

Uma diminuição significativa na população de pinguins foi registrada na Ilha Zavadovsky, na Antártida. De acordo com os dados, o número de ninhos de pinguins-de-listras-cinzentas na ilha diminuiu em 63% no período de 2011 a 2025. Os especialistas calcularam que a população total caiu de aproximadamente 10,9 milhões para 4,02 milhões de indivíduos, o que representa uma perda de mais de 6,8 milhões de pinguins.

Esta informação foi publicada na revista Current Biology. Os cientistas identificaram as mudanças climáticas e o aumento da temperatura do mar como fatores principais que afetam a disponibilidade de alimentos.

A Ilha Zavadovsky faz parte das Ilhas de Areia do Sul e era anteriormente considerada a maior colônia de pinguins do mundo, abrigando um grande número de pinguins-de-listras-cinzentas. A pesquisa foi conduzida por cientistas da British Antarctic Survey (BAS) utilizando drones, fotografias aéreas, dados de satélite e rastreadores instalados nos pinguins.

Durante o estudo, foi constatada uma redução constante no número de pinguins-de-listras-cinzentas na ilha. Os pinguins-de-listras-cinzentas dependem fortemente do krill antártico, um pequeno organismo marinho semelhante a camarão. No entanto, a mudança na temperatura do mar pode deslocar os habitats do krill, dificultando a busca por alimento pelos pinguins.

Os cientistas instalaram dispositivos de rastreamento nos pinguins para monitorar suas rotas em busca de alimento. Os dados mostraram que eles preferem se alimentar em águas frias a noroeste da ilha, onde se espera a presença de krill. No entanto, o aquecimento do mar está alterando a distribuição e a disponibilidade do krill, o que, na opinião dos pesquisadores, pode afetar negativamente a saúde e o número de pinguins.

De acordo com as estimativas do estudo, havia cerca de 10,9 milhões de pinguins-de-listras-cinzentas reprodutores na ilha em 2011, enquanto em 2025 esse número caiu para 4,02 milhões. Essas mudanças foram registradas comparando fotografias aéreas e registros de satélite de diferentes anos.

Os cientistas também levaram em consideração a erupção vulcânica na ilha em 2016. No entanto, foi estabelecido que a diminuição da população começou antes desse evento, portanto, a erupção não é considerada a principal causa da redução do número. As causas principais são provavelmente as mudanças de longo prazo no oceano.

Após a redução da população de pinguins-de-listras-cinzentas, a Ilha Zavadovsky perdeu o status de maior colônia de pinguins. Atualmente, Cape Adare, no Oceano Austral da Antártida, é reconhecida como a maior colônia, onde vivem muitos pinguins-adélia. Nesta mesma ilha, encontram-se pinguins-macaroni, cuja população, de acordo com o estudo, aumentou. Isso indica que o impacto das mudanças no mar e no meio ambiente não afeta todos os tipos de pinguins da mesma forma.

A crescente preocupação com a população de pinguins deve-se ao fato de que uma parte significativa do pinguim-de-listras-cinzentas mundial habita nas Ilhas de Areia do Sul. A rápida diminuição da população nesta região causa séria preocupação. Se o aquecimento do mar continuar a afetar a disponibilidade de krill, os pinguins terão mais dificuldade em encontrar alimento e criar filhotes.

Este estudo demonstra que as consequências das mudanças climáticas se manifestam mesmo em áreas remotas com mínima atividade humana. É extremamente importante para os cientistas entender a rapidez com que o declínio populacional dos pinguins pode continuar e quais medidas podem ser tomadas para evitá-lo.

Pesquisa indica que consumidores americanos exigem maior autonomia em veículos elétricos antes de comprarem
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Pesquisa indica que consumidores americanos exigem maior autonomia em veículos elétricos antes de comprarem

Um estudo realizado nos Estados Unidos, encomendado pelo BMW Group, revelou que os americanos desejam que os carros elétricos possuam uma autonomia significativamente superior àquela utilizada em seu cotidiano.

De acordo com a pesquisa, 73% dos participantes afirmaram que uma autonomia de até 120 km seria suficiente para seus deslocamentos habituais. Contudo, uma parcela maior demonstra maior exigência: 42% só considerariam um veículo elétrico se ele oferecesse no mínimo 480 km de autonomia, enquanto 18% buscam modelos com 640 km ou mais.

O levantamento foi conduzido pelo instituto Big Village, envolvendo 1.005 adultos entre os dias 11 e 13 de setembro. Para 72% dos entrevistados, a autonomia mínima representa um fator determinante na decisão de compra. Além disso, o aspecto financeiro também influencia; 51% citaram o custo inicial de aquisição como um entrave para a adoção da tecnologia.

Por outro lado, a economia gerada com o uso e a manutenção é o principal atrativo para a escolha de um elétrico, sendo mencionado por 27% dos respondentes. Adicionalmente, 55% dos entrevistados estariam dispostos a adquirir um modelo usado ou seminovo certificado caso houvesse uma economia substancial.

Alexander Schleicher, responsável pela mobilidade elétrica do BMW Group na América do Norte, comentou que os consumidores passaram a julgar os veículos elétricos sob os mesmos critérios aplicados a outros automóveis: desempenho, equipamentos e relação custo-benefício, superando visões antigas sobre a necessidade de grande autonomia.

A rapidez com que a recarga ocorre também impacta a intenção de compra. A pesquisa mostrou que 53% dos entrevistados teriam maior probabilidade de considerar um elétrico que consiga recuperar cerca de 240 km de autonomia em apenas 10 minutos. Este índice sobe para 70% entre os jovens da geração Z, mas cai para 30% entre os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964.

Em relação ao tempo de parada para recarga, 55% acham aceitável aguardar até 30 minutos, comparado aos 48% registrados em um estudo anterior da Mini, marca pertencente ao grupo.

A percepção sobre quem são os compradores também sofreu alterações. A proporção de entrevistados que associa os proprietários de carros elétricos aos pioneiros da tecnologia diminuiu de 62% em 2025 para 56% neste ano. Apesar disso, 68% declararam que considerariam comprar um carro elétrico. Em um contexto diferente, um estudo da consultoria PwC no Brasil indicou que 75% dos brasileiros planejam adquirir um modelo elétrico até 2030.

Autoridades capturam lobo que atacou duas pessoas na Grécia
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Autoridades capturam lobo que atacou duas pessoas na Grécia

Uma equipe do Life Wild Wolf, um projeto europeu focado na preservação de lobos, conseguiu capturar um lobo que gerava apreensão nas proximidades de Atenas, na Grécia, após ele ter atacado pelo menos dois indivíduos.

Conforme relatado pela agência France-Presse (AFP), este animal havia sido visto repetidamente em uma área semiurbana do Parnés, uma cordilheira situada perto da capital grega, ao longo dos últimos meses.

Na noite de quinta-feira, as entidades ambientais Callisto e a Organização Nacional para o Ambiente e as Alterações Climáticas (Ofypeka) comunicaram que, após uma perseguição que se estendeu por várias horas, o lobo, que vinha causando preocupação aos moradores das áreas vizinhas ao Parnés devido às suas aparições frequentes, foi anestesiado pelos especialistas do Life Wild Wolf.

As organizações mencionaram que o animal já havia sido capturado anteriormente, em meados de agosto, na área residencial de Varibobi, localizada a aproximadamente 30 quilômetros ao norte de Atenas, em resposta a relatos de avistamentos constantes em zonas urbanas.

Embora tenha sido solto naquela ocasião, o Ministério do Ambiente grego decidiu que era necessário recapturar o animal após um incidente em que ele atacou um homem em uma área florestal na localidade de Kryoneri, ocorrido em 24 de setembro.

Análises genéticas realizadas no sangue coletado do animal confirmaram que ele também foi o responsável por um ataque contra outro homem, registrado na mesma região em 14 de fevereiro de 2026.

Após a captura, o lobo foi imediatamente transportado para as instalações do Centro Internacional para o Ambiente Arktouros, situado no noroeste do país, onde permanecerá permanentemente sob o suporte dos serviços florestais.

Este representa, no mínimo, o segundo caso de captura de um lobo na Grécia em um período inferior a três meses. Em meados de agosto, foi capturada uma loba que estava sendo procurada por ter atacado e ferido uma criança de quatro anos em uma região próxima a Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, no norte do país.

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