BYD lança Song Pro DM-i Flex, híbrido plug-in flex com alta autonomia no Brasil
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BYD lança Song Pro DM-i Flex, híbrido plug-in flex com alta autonomia no Brasil

A BYD apresentou o novo Song Pro DM-i Flex, que se destaca como o primeiro híbrido plug-in flex disponível no Brasil. Este modelo combina a eficiência da eletrificação com a versatilidade do uso de biocombustível, aproveitando a tecnologia exclusiva BYD Super DM-i Flex de quinta geração.

No uso cotidiano, o veículo opera em modo totalmente elétrico, proporcionando uma condução silenciosa e econômica. Para trajetos mais longos, o motorista possui a opção de abastecer com etanol ou gasolina, conforme sua preferência, garantindo maior autonomia e liberdade de uso.

As especificações técnicas do SUV híbrido são notáveis, alcançando até 1.105 quilômetros de autonomia combinada, gerando 219 cavalos de potência e registrando um tempo de aceleração de 0 a 100 km/h de apenas 8,6 segundos.

Esteticamente, o Song Pro recebeu uma renovação frontal com a identidade Dragon Face, característica da família Dynasty. Foram atualizados o conjunto óptico, a grade e o para-choque. O visual é complementado pelo novo desenho da coluna C e pelas rodas de liga leve de 18 polegadas.

Internamente, o veículo conta com um painel revestido em preto piano e um quadro de instrumentos integrado. Os assentos são feitos de couro ecológico premium, e um teto solar panorâmico amplia o espaço da cabine. A tranquilidade da viagem é reforçada pelos vidros acústicos duplos dianteiros, somados ao silêncio da operação elétrica.

O cockpit inteligente centraliza uma tela de 12,8 polegadas, que oferece conectividade e suporte a atualizações remotas através da tecnologia Over-the-Air. Além disso, o porta-malas oferece um volume de 530 litros para acomodar a família.

Em termos de segurança, o Song Pro dispõe de seis airbags, sistema Isofix para cadeirinhas, câmeras panorâmicas de 360 graus e o sistema avançado de assistência à direção ADAS 2, tornando cada deslocamento mais seguro e intuitivo.

Para rotinas estritamente urbanas, a BYD também oferece o BYD Dolphin Mini, classificado como o elétrico mais vendido e econômico do país. Este modelo atinge até 280 quilômetros de autonomia, com um custo operacional estimado em R$ 0,12 por quilômetro rodado, sendo vantajoso financeiramente e ecologicamente.

O Dolphin Mini mantém a segurança com seis airbags e freios a disco nas quatro rodas, priorizando a proteção dos ocupantes. O conteúdo sobre os veículos foi originalmente publicado no Olhar Digital.

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Em setembro, o registro de emplacamentos de veículos novos alcançou 509.686 unidades, conforme divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta segunda-feira, dia 5.

Este volume representa um crescimento de 1,15% quando comparado a agosto e um aumento expressivo de 8,32% se comparado ao mesmo período do ano anterior, configurando o melhor resultado para o mês de setembro na série histórica.

No que tange ao acumulado do ano, foram registrados 4,23 milhões de veículos emplacados, o que corresponde a uma elevação de quase 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

Especificamente nas categorias de automóveis e comerciais leves, as vendas totalizaram 268.721 unidades em setembro. Este número reflete uma alta de 2,13% em relação a agosto e um avanço de 16,16% em comparação com setembro do ano anterior.

Arcelio Junior comentou que o mercado segue apresentando procura por veículos novos, mesmo diante de um cenário de crédito ainda considerado complexo. Ele adicionou que os resultados atuais sugerem um encerramento de ano superior ao previsto para a maioria dos segmentos, embora seja necessário aguardar o desempenho de outubro para possíveis ajustes no mercado.

Entre os modelos mais vendidos em setembro, destacaram-se:

  • Fiat Strada: 16.002 unidades
  • Volkswagen Polo: 11.095 unidades
  • BYD Dolphin Mini: 9.385 unidades
  • Volkswagen T-Cross: 9.339 unidades
  • Volkswagen Tera: 8.725 unidades
  • Fiat Argo: 8.603 unidades
  • Fiat Pulse: 7.150 unidades
  • Chevrolet Onix: 7.133 unidades
  • GWM Haval H6: 6.433 unidades
  • Fiat Mobi: 6.395 unidades
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Profissionais do setor automotivo observam que a aquisição de carros funciona como um dos principais indicadores da saúde econômica. Antes mesmo de quaisquer dados oficiais, relatórios de varejo ou pesquisas de confiança do consumidor, o modo como as pessoas buscam um veículo já fornece muitas informações sobre o estado emocional da população, que atualmente demonstra uma combinação de prudência, pragmatismo e receio de tomar decisões equivocadas.

Essa reação do mercado automotivo a momentos de instabilidade não é inédita; ela é historicamente previsível. Embora o desejo de compra persista, o consumidor altera drasticamente sua abordagem, dedicando mais tempo à pesquisa, comparação e análise. O impulso é substituído pelo cálculo, que inevitavelmente leva em conta o orçamento de longo prazo, e não apenas o preço inicial.

Nos últimos meses, tem sido notável que essa sensação de instabilidade não provém apenas de questões internas ao país. O Brasil está inserido em um cenário mundial que pressiona as expectativas, mesmo quando os problemas ocorrem a grande distância. Conflitos geopolíticos, flutuações no suprimento de energia e variações no preço do petróleo impactam o consumidor brasileiro através de uma lógica simples: se a situação internacional é complexa, o custo local pode aumentar.

Um estudo recente ilustra este ponto. Pesquisado pela Data OLX Autos em abril de 2026, envolvendo 541 compradores interessados em automóveis, o levantamento avaliou como o conflito no Oriente Médio influenciava as intenções de compra de veículos no Brasil. Os resultados indicaram que 62% dos entrevistados acreditam que as incertezas econômicas geradas por esse cenário afetam suas decisões de compra. Este percentual sobe para 75% entre aqueles que procuram seminovos e atinge 74% entre as mulheres, evidenciando uma conexão real do consumidor com eventos mundiais.

Na prática, essa influência modifica os critérios de seleção. Cerca de 70% dos consumidores que sentiram esse impacto passaram a dar prioridade a veículos com menor consumo de combustível. Isso sugere uma mudança mais ampla: o comprador está focado no custo operacional do veículo, e não somente no valor de aquisição. A questão central evolui de "qual carro eu quero?" para "quanto este carro me custará ao longo do tempo?".

Essa tendência também é visível entre aqueles que ainda não possuem carro. Neste grupo, 37% estão revisando seus orçamentos disponíveis, e 30% começaram a considerar carros usados em detrimento dos novos. O consumidor não desiste da intenção de comprar, mas sim reorganiza suas opções, buscando alternativas mais previsíveis e alinhadas ao momento atual. Por isso, o mercado de seminovos e usados ganha relevância, não por escassez, mas por se encaixar melhor na equação presente.

Adicionalmente, um dado aponta um paradoxo interessante: apesar da preocupação com o consumo de combustível, 65% dos entrevistados não planejam adquirir um veículo híbrido ou elétrico, e quase 60% ainda preferem modelos tradicionais movidos a combustão. Embora haja busca por eficiência, persiste uma resistência significativa à adoção de novas tecnologias, impulsionada por barreiras como infraestrutura, confiança e o preço de entrada.

Em suma, os períodos de incerteza alteram o perfil do comprador. Eles não o afastam do mercado, mas o tornam mais exigente, criterioso e menos suscetível a argumentos superficiais. O consumidor deseja compreender o que adquire, confiar no vendedor e ter clareza sobre o impacto financeiro da decisão a longo prazo.

Para o setor automotivo, este panorama exige uma adaptação estratégica. Não basta oferecer o produto adequado; é fundamental comunicar o valor correto no momento oportuno para um consumidor altamente atento. Transparência, informação e credibilidade deixaram de ser vantagens competitivas e se tornaram requisitos básicos.

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