A Microsoft lançou uma nova funcionalidade para a barra de busca do Windows 11, permitindo que os usuários realizem pesquisas utilizando linguagem natural e executem ações diretamente no campo de busca. Essa novidade não só facilita a localização de arquivos, mas também permite controlar recursos do próprio computador e interagir com o Copilot.
A apresentação dessa atualização ocorreu durante o evento da linha Surface, realizado em São Francisco, nos Estados Unidos. Além disso, a Microsoft introduziu o conceito de Hybrid Intelligence, um sistema que mescla modelos de inteligência artificial executados localmente com processamento realizado na nuvem, dependendo da necessidade específica da tarefa.
Segundo informações do Engadget, a distribuição desta nova experiência de busca no Windows 11 está prevista para ocorrer durante o outono do Hemisfério Norte, período que se estende até dezembro. Os recursos do Copilot baseados no Hybrid Intelligence serão disponibilizados progressivamente para os PCs que forem compatíveis nos próximos meses.
Pavan Davuluri, vice-presidente executivo de Windows e Dispositivos da Microsoft, demonstrou a nova interface durante o evento. Ele esclareceu que os usuários terão a capacidade de encontrar conteúdo e realizar ações a partir do mesmo campo de pesquisa. Exemplos práticos incluem ajustar o volume do microfone ou ativar o modo escuro, ajustes que usualmente exigem intervenção manual nas configurações do sistema.
Outro exemplo ilustrativo mostrou como a barra de busca compreende o pedido do usuário sem necessitar de uma correspondência exata. No vídeo apresentado, o Windows conseguiu ativar o modo Não Perturbe apenas com o comando simples de “dnd on”.
A funcionalidade de busca também terá acesso às funções de dispositivos conectados ao computador. Se houver um celular sincronizado, por exemplo, o usuário poderá solicitar o envio de uma mensagem sem precisar abrir um aplicativo separado.
O Copilot estará integrado de maneira nativa à barra de busca, mesmo existindo um aplicativo dedicado para ele no Windows. Davuluri enfatizou que este movimento visa «tornar a IA parte da vida cotidiana, levando-a aos locais que as pessoas mais utilizam, no fluxo da ambição humana».
Durante o evento, a Microsoft detalhou o Hybrid Intelligence, um mecanismo projetado para decidir se uma tarefa de IA deve ser processada por modelos locais, rodando diretamente no hardware do computador, ou por modelos hospedados na nuvem. O objetivo principal é otimizar o uso de tokens, direcionando as tarefas mais complexas para ferramentas online.
Ao ter este recurso ativado, o aplicativo do Copilot recebe autorização para consultar arquivos e interagir com configurações e outros programas da máquina. Embora tarefas mais elaboradas devam seguir sendo enviadas para a nuvem, aquelas que envolvem arquivos privados ou possuem alto custo de processamento serão executadas internamente no PC.
A empresa também informou que essa arquitetura estará acessível a desenvolvedores que criarem aplicações para o Windows. A execução de agentes locais será isolada através dos Microsoft Execution Containers (MXC), uma tecnologia que estabelece ambientes segregados para restringir o acesso desses sistemas a outras partes do computador enquanto as tarefas estão em andamento.
Adicionalmente, a Microsoft exibiu o uso da funcionalidade com o Autopilot, um agente capaz de executar tarefas a partir de documentos guardados no computador. Conforme relatado pelo Engadget, todo o processamento demonstrado neste exemplo foi realizado localmente, sem que os documentos fossem enviados à internet.

