Jaguar revela o elétrico Type 01; Porsche planeja apresentar novo supercarro em Paris
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Jaguar revela o elétrico Type 01; Porsche planeja apresentar novo supercarro em Paris

A Jaguar finalmente apresentou o Type 01, um grand tourer elétrico que simboliza o renascimento da marca. Este veículo possui um visual futurista e minimalista, distinto de qualquer modelo anterior da Jaguar, a ponto de ser difícil identificá-lo sem o emblema da fabricante.

Embora o Type 01 não difira muito da versão conceitual exibida há um ano, foram adicionados elementos para torná-lo mais adequado para uso em vias públicas, como espelhos retrovisores, quatro portas, uma área envidraçada ampliada e um interior mais funcional. A Jaguar manteve o design característico dos faróis e lanternas em filetes de LED na traseira.

Apesar de a Jaguar sugerir que o nome "Type 01" remete a um GT britânico clássico e faça referência à herança da marca, o design atual não se assemelha a nenhum Jaguar precedente. Contudo, o carro apresenta um aspecto de conceito pronto para rodar nas ruas e chama bastante a atenção.

O interior, que já havia sido parcialmente mostrado, mantém uma arquitetura horizontal e um design limpo. Ele conta com um volante de dois raios e bancos, além de uma tela de 24 polegadas que funciona como painel de instrumentos e central multimídia. Há também uma tela vertical menor de sete polegadas no console central para controle do ar-condicionado e áudio (com 38 alto-falantes), e uma terceira tela na base do para-brisa, denominada ClearSight Rear View Display, que substitui o vidro traseiro.

A ambição da Jaguar é competir com a Bentley, mas o design minimalista, apesar de utilizar materiais de altíssima qualidade e excelente acabamento, não transmite um ar de ultra-luxo, o que é considerado uma abordagem ousada.

Tecnicamente, o Type 01 utiliza três motores elétricos combinados, gerando 1.029 cv e 139,2 kgfm de torque, alimentados por uma bateria NMC de 118 kWh com arquitetura de 850V. A Jaguar assegura uma autonomia de 644 km e a capacidade de recarga rápida de 10% a 80% em 22 minutos utilizando o sistema de 350 kW. As encomendas para o Type 01 começarão no início de 2027, com entregas previstas para o segundo semestre.

Porsche deve levar novo supercarro para o Salão de Paris em outubro

Recentemente, houve especulações sobre um sucessor do Porsche 918 Spyder, e agora parece que a equipe de Weissach está desenvolvendo tal projeto. A Porsche confirmou que apresentará o conceito Mission S no Salão de Paris, agendado para ocorrer entre os dias 12 e 18 de outubro.

A montadora divulgou um teaser em vídeo nas redes sociais, mostrando detalhes rápidos da carroceria, faróis e lanternas, embora sem revelar muitos segredos. Foi esclarecido que o veículo é uma "carta de amor aos carros esportivos". Rumores apontam que será um supercarro com motor central-traseiro, posicionado acima do 911, e ainda não se sabe se terá um motor boxer de oito cilindros ou se será elétrico.

O novo superesportivo integra a estratégia de negócios "Sportwagenschmiede ’35", detalhada pelo CEO Michael Leiters. Diante da queda recente em vendas e lucros, a Porsche decidiu focar na rentabilidade em vez do volume, visando produzir menos carros, mas obter maior lucro por unidade.

Para atingir esses objetivos, a Porsche planeja elevar o preço médio de venda dos modelos mais caros em 20% e aumentar as margens de lucro em todo o portfólio. Adicionalmente, haverá uma redução de 20% nas variantes de cada modelo para otimizar custos operacionais, o que, segundo Leiters, deve impulsionar as vendas das versões restantes em aproximadamente 30%.

GWM Haval H7 é lançado em versão única por R$ 261.000

Após abrir a pré-venda para clientes existentes, a GWM apresentou o Haval H7. Importado da China em uma configuração exclusiva pelo valor de R$ 261.000, este SUV visa ocupar o espaço intermediário entre os modelos H6 e H9, mesclando a estrutura monobloco do H6 com uma carroceria mais quadrada inspirada no H9.

Em termos mecânicos, ele compartilha o conjunto híbrido plug-in flex do H6, combinando um motor 1.5 turbo com dois motores elétricos, entregando 370 cv de potência e 77 kgfm de torque, com tração integral. Utilizando o câmbio DHT de quatro marchas, o veículo atinge 100 km/h em 5,7 segundos. A bateria de 27,5 kWh oferece autonomia de até 92 km no modo puramente elétrico (padrão Inmetro), além de um consumo urbano de até 32 km/l com gasolina e 20,6 km/l com etanol.

O interior do Haval H7 é equipado com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas com espelhamento sem fio, Wi-Fi integrado e carregador por indução de 50W. Os recursos de conveniência incluem teto solar panorâmico, ar-condicionado de duas zonas, head-up display, cortinas retráteis traseiras e um compartimento refrigerado no console central.

Pensando em viagens e acampamentos, o porta-malas dispõe de tomadas de 12V e 220V, além da tecnologia V2L, que permite transformar a bateria do carro em fonte de energia externa. Com 4,80 metros de comprimento e 2,73 m de entre-eixos, o SUV oferece 586 litros de porta-malas e um pacote completo de segurança, incluindo seis airbags, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego e câmera de 540°.

Range Rover Evoque sai de linha no Brasil

O Range Rover Evoque foi retirado do mercado brasileiro, marcando o fim de uma fase para o modelo. Embora não conste mais no site nacional da marca, ainda há unidades em estoque que estão sendo vendidas com condições especiais.

Rumores sobre o encerramento da produção do Evoque e do Discovery Sport na fábrica da Land Rover em Itatiaia (RJ) surgiram há meses, mas a fabricante nunca confirmou oficialmente. O complexo está previsto para ser vendido, sendo a chinesa Chery citada como uma das candidatas favoritas para assumir as operações.

O fechamento das atividades em Fluminense em junho já impactou o mercado. O Evoque, que foi o carro mais vendido da marca no Brasil, registrou apenas 239 unidades vendidas durante 2026. Para liquidar os estoques, a rede de concessionárias está oferecendo grandes descontos: o preço oficial de tabela é de R$ 521.650, mas é possível encontrar unidades prontas em São Paulo por R$ 399.990, representando uma redução superior a R$ 121 mil.

Ao ser questionada, a JLR informou que o Evoque permanecerá no portfólio enquanto houver estoque. As últimas unidades nacionais disponíveis são da versão Autobiography, equipada com o motor 2.0 turboflex da família Ingenium, que gera 249 cv de potência e 37,2 kgfm de torque. Após o esgotamento desse lote final, o modelo deverá retornar à importação de Liverpool, no Reino Unido, após 11 anos de fabricação local. O cenário é ainda mais crítico para o Discovery Sport, que, além de deixar o Brasil, deve encerrar sua produção na Europa no final deste ano.

Carros só a combustão vendem menos que híbridos e elétricos

Pela primeira vez, as vendas globais de veículos movidos exclusivamente a combustão interna, incluindo modelos flex, caíram para menos de metade do mercado mundial no primeiro semestre de 2026. Com 20,25 milhões de unidades vendidas entre janeiro e junho, este segmento registrou uma diminuição de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior, reduzindo sua participação de mercado para 49%.

Essa retração é notável quando comparada ao cenário de cinco anos atrás, quando os veículos a combustão pura representavam 73% das vendas globais. O declínio dos motores tradicionais foi impulsionado por quedas significativas em mercados chave, como 26% na China e 13% na Europa.

Em contraste, os carros totalmente elétricos cresceram globalmente em 12%, totalizando 6,87 milhões de emplacamentos e alcançando 17% do total de vendas. A expansão dos elétricos foi acentuada na Europa (32%), no Sudeste Asiático (81%) e na Oceania (mais de 50%), ultrapassando os veículos a combustão em 31 países europeus.

A principal exceção foi o mercado norte-americano, onde as vendas de elétricos diminuíram 15% após o governo Trump revogar os incentivos fiscais federais. A China continua liderando essa mudança, concentrando cerca de 60% de toda a produção mundial de elétricos e híbridos plug-in, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

Paralelamente, os veículos híbridos mantêm forte ascensão global, com um aumento de 10% nas vendas, totalizando 7,27 milhões de unidades entregues no semestre, o que corresponde a 18% de todos os automóveis novos vendidos no planeta.

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A Honda revelou a linha 2027 do City, que recebeu uma significativa atualização estética inspirada no cupê Prelude, além de uma nova versão de topo chamada RS e ajustes sutis em diversos componentes. No aspecto visual, o design foi modificado para se assemelhar ao Prelude, notadamente no formato dos faróis e da grade, que agora apresentam um visual mais limpo e reto. As lanternas traseiras permanecem idênticas tanto no sedã quanto no hatchback, sendo apenas o para-choque que foi atualizado para harmonizar com a nova dianteira; as laterais mantiveram-se inalteradas.

As melhorias internas concentram-se na central multimídia de dez polegadas, que está disponível nas configurações Touring e na recém-lançada RS. As versões LX, EX e EXL continuam utilizando a tela de oito polegadas, mas todas suportam espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. A partir da versão EXL, o painel de instrumentos passa a ser digital de sete polegadas, e a cabine foi equipada com novas portas USB Tipo C e carregador por indução. Em termos de segurança, todos os modelos possuem seis airbags, e o pacote Honda Sensing está presente a partir da versão EX.

A versão RS, exclusiva do hatchback, substitui a antiga Touring Sport e enfatiza o apelo esportivo, adicionando teto, retrovisores e aerofólio em preto brilhante, rodas escurecidas de 16 polegadas, uma saída de escapamento esportiva e detalhes internos com costuras vermelhas. Mecanicamente, não houve alterações; o City 2027 mantém o motor 1.5 aspirado flex com injeção direta, capaz de gerar até 126 cv e 15,8 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático CVT simulado de sete marchas. A versão híbrida e:HEV, vendida na Ásia, não será introduzida no compacto nacional neste momento, devendo surgir no Brasil somente em 2028, na nova geração do HR-V, mantendo o foco do modelo aspirado no baixo consumo, atingindo até 15,3 km/l na estrada com gasolina no sedã e 15,1 km/l no hatchback.

A pré-venda do novo Honda City inicia em 3 de outubro, e os primeiros 3.000 compradores (distribuídos igualmente entre 1.500 hatches e 1.500 sedãs) manterão a tabela de preços de 2026. Os valores oficiais variam de R$ 117.700 na versão de entrada LX (preço igual para ambos os tipos de carroceria) até R$ 156.400 na versão topo de linha RS. As demais configurações são: EX (R$ 137.400 no hatch e R$ 138.400 no sedã), EXL (R$ 144.800 no hatch e R$ 145.800 no sedã) e Touring (R$ 153.300 no hatch e R$ 154.300 no sedã).

A Ford introduziu discretamente a versão Lariat para a picape Maverick, posicionando-a como uma nova opção de entrada com preço de R$ 209.900, o que representa uma redução de R$ 10.000 em comparação com a versão Black, que permanece no catálogo. Esta estratégia visa competir diretamente com modelos como Fiat Toro, RAM Rampage, Chevrolet Montana, Volkswagen Tukan e BYD Mako.

Apesar de ser uma versão mais acessível, a Maverick Lariat oferece um bom conjunto de equipamentos de série, incluindo teto solar elétrico, painel de instrumentos digital de oito polegadas, central multimídia SYNC 4 com tela de 13,2 polegadas, banco do motorista ajustável eletricamente, carregador por indução, sistema de som Bang & Olufsen com oito alto-falantes e ar-condicionado digital dual zone. Os recursos de segurança englobam sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo com função Stop & Go, assistente de centralização de marcha, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de pontos cegos e câmera externa de 360 graus.

O que define a posição de entrada da Maverick Lariat é seu visual mais sóbrio, apresentando rodas de 19 polegadas com pneus 225/55, em contraste com o conjunto de 17 polegadas e pneus mistos da versão Black, além da ausência de decorações. Seu conjunto mecânico é idêntico ao da Black: motor 2.0 turbo Ecoboost a gasolina, que entrega 253 cv a 5.500 rpm e 38,7 kgfm de torque a 3.000 rpm, combinado com câmbio automático de oito velocidades e tração integral.

A Porsche confirmou o retorno da versão a combustão do SUV Macan. O CEO Michael Leiters informou ao The Financial Times que o Macan voltará a utilizar motor de combustão interna a partir de 2028. Anteriormente, no início de 2019, a Porsche havia anunciado que a nova geração do Macan seria exclusivamente elétrica, um passo inicial para a eletrificação total do modelo, o que ocorreu gradualmente, com a descontinuação global do modelo a combustão ocorrendo em julho deste ano.

Leiters admitiu que sua reputação de cético em relação aos veículos elétricos é injusta, mas justificou que a maneira mais rápida de recuperar os lucros da empresa, afetados pela queda nas vendas na China, é desenvolvendo novos SUVs e esportivos a combustão. Ele considera que a retomada da versão a gasolina do Macan, um de seus maiores sucessos desde 2014, é o caminho mais curto para isso.

Segundo o executivo, a Porsche necessita reequilibrar sua estratégia de propulsão, oferecendo um portfólio mais balanceado entre opções elétricas e a combustão. Dados recentes apoiam essa decisão: no primeiro semestre de 2026, as vendas da versão elétrica caíram 40% em relação ao ano anterior, enquanto o modelo a gasolina registrou um crescimento de 2% no mesmo período, mesmo estando fora do mercado europeu. O novo Macan a gasolina de 2028 será comercializado ao lado do modelo elétrico, sem substituí-lo. Paralelamente, a Porsche prossegue com o projeto da quarta geração do 718 totalmente elétrico, e Leiters reforçou que não há planos para um 911 elétrico.

Um relatório parcial de vendas divulgado pela Stellantis demonstrou a persistente demanda por motores a combustão, especialmente entre os entusiastas. Os dados indicam que as versões a gasolina restantes do Dodge Charger foram vendidas em número muito superior às variantes elétricas: para cada unidade elétrica, foram vendidas quinze unidades a gasolina.

Entre julho e setembro, o Charger com motor a combustão registrou 3.446 unidades vendidas nos Estados Unidos, um aumento expressivo de 1.348% comparado ao mesmo período de 2025, quando apenas 238 unidades eram do estoque antigo. A linha a gasolina atual é equipada com o motor Hurricane 3.0 biturbo de seis cilindros em linha, disponível nas versões R/T e Scat Pack para cupê e sedã, cujas entregas começaram entre o final de 2025 e o início de 2026.

Em contraste, o Charger Daytona elétrico teve apenas 233 emplacamentos no terceiro trimestre de 2026, representando uma queda de 92% em relação aos 2.776 vendidos no mesmo período de 2025. Essa disparidade reflete a corrida dos consumidores em 2025 para aproveitar o incentivo fiscal federal de US$ 7.500 antes do seu término em setembro daquele ano, somada à tendência do mercado norte-americano atual, que favorece carros a combustão e híbridos.

Considerando o período de janeiro a setembro, a diferença, embora menos drástica, permanece clara: o Charger a gasolina somou 8.029 unidades (um aumento de 330% sobre 2025), enquanto a versão 100% elétrica acumulou apenas 767 emplacamentos (uma queda de 89%). Além da resistência do público purista à eletrificação total, o preço também influencia a escolha, visto que o Charger R/T a gasolina começa em US$ 49.995 e o Scat Pack em US$ 54.995, valores significativamente menores que os US$ 59.995 do Daytona Scat Pack elétrico. Isso reforça a decisão da Dodge de relançar o Charger com motor V8, previsto para 2027 ou 2028, acompanhando a reestilização do modelo, esperando-se o retorno do Hellcat, impulsionado pelo sucesso das picapes da RAM com motores V8 aspirados e sobrealimentados nos Estados Unidos.

Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia
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Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia

O mercado automotivo recebeu diversas novidades, incluindo o lançamento do novo BMW Série 3 com motor a combustão, os primeiros vislumbres do Fiat Argo X, a versão elétrica do Range Rover Sport e uma atualização de multimídia da Porsche para modelos clássicos.

Novo BMW Série 3 com motor a combustão

Após pouco mais de seis meses da variante elétrica, a BMW apresentou o novo Série 3 com motor a combustão, identificado pelo código G50. Embora ambos sejam denominados Série 3 e compartilhem forte semelhança visual, eles utilizam plataformas distintas. A identidade visual segue o estilo Neue Klasse adotado pela fabricante, com faróis e lanternas padronizados.

O Série 3 a combustão possui um capô mais alongado, indicando sua base na plataforma CLAR II, uma evolução da arquitetura da geração anterior. A BMW destacou melhorias como alargamento das bitolas dianteira e traseira e uma direção revisada, tornando-a mais precisa e comunicativa. Em contraste, o modelo elétrico i3 é construído sobre a arquitetura NAx, a mesma utilizada no SUV iX3.

O design do veículo ocupa uma posição peculiar; embora os novos BMW raramente recebam aclamação unânime no lançamento, a tendência sugere que os entusiastas se habituem com o tempo. No entanto, o novo Série 3 carrega o peso do nome Neue Klasse, remetendo aos icônicos BMW 2002 dos anos 60, sem fazer referências visuais diretas, o que pode incomodar os puristas.

Por outro lado, o G50 alinha-se à tendência moderna da marca, apresentando linhas mais limpas e proporções mais equilibradas, eliminando vincos e dobras excessivos e a grade proeminente que foi alvo de críticas. Embora não possa ser classificado como feio, a crítica atual aponta para um caráter excessivamente genérico.

A dinâmica permanece sendo um ponto forte da BMW. No Série 3 G50, o destaque é o novo M350 xDrive, que ocupa o topo da linha a combustão na ausência de um novo M3. Este motor utiliza um clássico seis em linha de 3.0 litros turbo, complementado por um sistema híbrido-leve de 48 volts integrado ao câmbio automático de oito marchas. A potência alcança 443 cv, permitindo que o sedã acelere de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos.

Um recurso notável para os entusiastas é o sistema denominado “Drift Moment”. A BMW adaptou uma funcionalidade típica dos modelos M puros, permitindo que o sistema xDrive desconecte o eixo dianteiro, direcionando 100% da potência para as rodas traseiras para manobras laterais nas curvas.

Para o uso cotidiano, a versão 320 mantém o motor de quatro cilindros turbo de 2.0, também com assistência híbrida-leve, gerando 208 cv e acoplado ao câmbio de oito marchas. A marca também confirmou a existência de uma versão de entrada 318 com 154 cv para a Europa e prevê versões híbridas plug-in para o próximo ano.

Para acomodar essas motorizações, o ajuste do chassi foi especificamente desenvolvido para a plataforma a gasolina, incorporando uma geometria de suspensão dianteira dedicada, um conjunto traseiro multilink recalibrado e coxins mais rígidos em comparação com o modelo elétrico.

Internamente, as diferenças entre as versões elétrica e a gasolina são minimizadas, e a cabine abraça o minimalismo da linguagem Neue Klasse. O interior é dominado por um imponente display central curvo de 17,9 polegadas, focado no motorista, juntamente com um novo head-up display panorâmico. O sistema operacional é o BMW OS X, baseado em Android, prometendo atualizações contínuas e sinalizando o compromisso da BMW em reduzir botões físicos no painel.

Em termos de dimensões, o G50 sofreu um alongamento típico de transição de geração para reforçar sua presença na estrada. O sedã mede agora 4,76 metros de comprimento (5,2 cm a mais que o anterior), possui 1,85 m de largura e aumentou quase 1 cm na distância entre eixos, atingindo 2,88 metros.

A produção também foi segregada: enquanto o elétrico i3 será fabricado na sede histórica de Munique, toda a linha a combustão do novo Série 3 sairá das linhas de montagem de Dingolfing.

Considerando os aspectos positivos e negativos, a BMW conseguiu encontrar uma maneira inteligente de preservar a essência mecânica que consagrou o Série 3, sem negligenciar o que muitos consideram o futuro da indústria. Resta aguardar o lançamento do novo M3.

Fiat começa a revelar o Argo X

Até o momento, tudo o que se sabia sobre o Fiat Argo X, que pode ser o lançamento mais relevante da marca nos próximos meses, vinha de investigações jornalísticas e fotos não oficiais. Contudo, a fabricante ítalo-mineira finalmente divulgou os primeiros teasers com detalhes do veículo.

Os detalhes são limitados, consistindo apenas no emblema com uma tipografia quadrada e uma imagem em close do que parece ser o farol. Uma surpresa inicial é que a Fiat aparentemente manterá o farol pixelado do Grande Panda europeu, modelo que servirá de base para o Argo X. Esta não é uma solução estética comum e certamente não agradará a todos, mas é inegável que a Fiat preservará a tradição de incorporar elementos de design lúdicos e criativos, como ocorreu com o Novo Uno na década passada (embora este também não tenha tido aceitação universal).

É crucial notar que o Argo X deverá apresentar alterações estruturais significativas em relação ao modelo vendido no mercado internacional, visto que sua função aparente é substituir gradualmente o Argo atual na linha de entrada da marca. Isso reflete o padrão da Fiat de adaptar suas “versões nacionais”, simplificando motores e sistemas de suspensão para o mercado brasileiro, visando maior competitividade de preço.

É considerado certo que serão utilizados dois conjuntos mecânicos distintos, dependendo da versão. As configurações mais básicas devem empregar o conhecido motor 1.0 aspirado Firefly, de três cilindros e seis válvulas, que entrega 75 cv e 10,7 kgfm, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas. Já as versões mais caras poderão adotar o powertrain T200 Hybrid, equipado com sistema híbrido leve, produzindo 116 cv e 20,4 kgfm, sempre com caixa CVT simulando sete velocidades. Este motor é o mesmo utilizado no recém-lançado Jeep Avenger.

Espera-se que o Argo X chegue às concessionárias em breve, com projeções apontando para o último trimestre de 2026, embora os otimistas apostem no mês de outubro.

Alguém decidiu fazer o Prelude “Type R” que a Honda não fez

O retorno do Honda Prelude foi recebido com sentimentos mistos pela maioria dos entusiastas. Ver um clássico ressurgir é sempre positivo, e a Honda acertou no design do cupê lançado recentemente no Brasil. Contudo, o fato de ser um híbrido onde o motor a combustão não tem a função primária de propulsão das rodas não correspondeu totalmente às expectativas da comunidade, apesar de o Prelude ter tradição em servir como vitrine para novas tecnologias, como o sistema 4WS de esterçamento traseiro.

O que o Prelude realmente necessitava, segundo a comunidade, era de um motor a gasolina potente. É exatamente isso que a oficina californiana Throtl está providenciando. Eles adquiriram um Prelude novo, removeram toda a mecânica existente e estão instalando o conjunto motriz do Civic Type R. Uma observação para a Honda.

Embora o Prelude jamais tenha recebido uma versão Type R oficial — o que faz sentido dado seu histórico como grand tourer e não como esportivo puro —, a ideia é perfeitamente coerente. A nova geração já incorpora grande parte dos componentes de suspensão do Civic Type R e, seguindo a tradição da marca, é um carro muito bem ajustado para tração dianteira. Portanto, seria ideal que ele fosse equipado com um quatro cilindros turbo de 320 cv (o K20C1 do Type R) acoplado a uma caixa manual de seis marchas.

Essa possibilidade é reforçada pela arquitetura do Prelude, que é bastante similar à do Civic Type R. O painel corta-fogo é virtualmente idêntico no cupê e no hot hatch, e a maior parte dos periféricos foi mantida. Certamente houve modificações necessárias, como perfurar chapas metálicas para passagem dos cabos de transmissão e fabricar suportes personalizados para a carcaça da caixa de câmbio.

O veículo já está em movimento e a combinação do conjunto motriz está quase finalizada, mas ainda resta resolver questões elétricas e eletrônicas. Na fase inicial de testes, a ECU do Type R limitou o motor a 4.500 rpm, o que deve ser corrigido, no pior cenário, através de uma unidade programável.

De qualquer modo, a escolha de um exemplar branco é apropriada para concretizar o conceito de um Prelude Type R, incluindo o painel de instrumentos do Civic (que se encaixou com mínimas adaptações) e bancos revestidos em vermelho. A intenção da Throtl é montar o carro com aparência de fábrica, sem denunciar que se trata de um projeto customizado. Talvez assim a Honda possa se inspirar.

Range Rover Sport ganha versão elétrica de 550 cv

A Range Rover lançou a versão elétrica do Sport, que dispõe de dois motores, tração integral, e entrega 550 cv e 86,7 kgfm. Seu desempenho se aproxima do nível do V8, acelerando de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Apesar da eletrificação, a marca manteve os atributos que distinguem um Range Rover de qualquer SUV elétrico comum.

O Sport Electric mantém o uso de suspensão pneumática, esterçamento das quatro rodas e controle ativo de rolagem. Além disso, ele possui capacidade para transpor até 900 mm de água e enfrentar inclinações de até 45 graus. A carroceria também foi reforçada em 61% e o centro de gravidade foi abaixado em 73 mm em comparação com o Sport híbrido plug-in — o que representa uma vantagem significativa, considerando que o carro pesa aproximadamente 265 kg a mais que a versão V8.

O aumento de peso é atribuído à vasta bateria de 118,5 kWh, que opera com arquitetura de 800 volts e oferece autonomia de até 609 km no ciclo WLTP. Com um carregador de 350 kW, a Range Rover afirma que é possível recarregar de 10% a 80% em 22 minutos, ou recuperar cerca de 220 km em dez minutos.

Porsche lança multimídia para 911, Boxster e Cayman de 15 anos

Um aspecto que deteriora rapidamente nos veículos modernos é o sistema de multimídia. Um 911 com quinze anos, por exemplo, permanece rápido, belo e divertido, mas o uso do navegador original o transporta instantaneamente para 2011.

A Porsche resolveu essa questão expandindo o PCCM Plus, seu sistema oficial de multimídia para clássicos, para os modelos 911 997.2 e 991.1, assim como para os Boxster e Cayman 987.2 e 981, fabricados entre 2009 e 2016. O sistema conta com uma tela de sete polegadas, suporte sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, Bluetooth, Wi-Fi e navegação por satélite com atualizações via internet. O ponto mais importante é que ele se integra ao restante do veículo, mantendo os comandos do volante e exibindo navegação e música no painel de instrumentos.

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