Centro Interpretativo do Cereal visa preservar patrimônio histórico e promover o desenvolvimento local em Santa Eufémia
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Centro Interpretativo do Cereal visa preservar patrimônio histórico e promover o desenvolvimento local em Santa Eufémia

Localizado na área de Santa Eufémia, próximo à vila do Espinhal, e cercado pela natureza, o Centro Interpretativo do Cereal (CIC) foi concebido para valorizar o rico patrimônio histórico e cultural da região, notória pela antiguidade de seus marcos, como os Moinhos de água.

A restauração desse patrimônio tem o potencial de impulsionar a economia e o desenvolvimento local, especialmente nos aspectos sociais e ambientais. Com a construção do CIC, o projeto busca disseminar e compartilhar as técnicas tradicionais de moagem e fabricação de pão e broa, além de conscientizar sobre práticas sustentáveis.

O objetivo primordial da intervenção é garantir a conservação e a valorização do patrimônio existente, abrangendo o moinho, o prédio adjacente e o pátio externo. Toda a proposta se baseia nos princípios de manutenção e melhoria dos elementos arquitetônicos que possuem grande valor.

O complexo está dividido em três funções principais: a exibição de peças museológicas relacionadas à atividade de moagem e aos produtos locais; a reforma do moinho para a produção de grãos e pão; e a criação de um espaço comunitário para compartilhamento.

O sistema hídrico funciona desviando a água do rio, conduzindo-a pelo interior dos edifícios até que ela forneça a energia necessária ao moinho, fazendo girar as grandes pedras que processam o cereal, antes de retornar ao seu curso natural.

Dentro do moinho, destaca-se uma peça central que resume a filosofia do projeto: uma grande mesa feita de pedra bruta. Originalmente parte do varandim de acesso à antiga residência, esta mesa foi adaptada para servir como ponto de encontro e uso comum.

Essa superfície repousa sobre pernas construídas em madeira exótica maciça, que foi recuperada das vigas originais do edifício, que haviam sido destruídas. Assim, a mesa simboliza a renovação e a permanência, integrando materiais com história a uma nova finalidade coletiva. A intervenção foi guiada por uma leitura respeitosa do que já existia, garantindo que cada escolha construtiva e material buscasse um equilíbrio com a autenticidade do local.

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