Torre de Miramar: Projeto arquitetônico destacado por sua integração paisagística e design inovador
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Torre de Miramar: Projeto arquitetônico destacado por sua integração paisagística e design inovador

A Torre de Miramar, conforme descrito pela equipe de projeto, destaca-se por sua singularidade na paisagem que se estende até o mar, oferecendo um quadro visual e sensorial exclusivo. Embora siga proporções e dimensões semelhantes às estruturas existentes na Pasteleira, localizadas ao norte, ela se diferencia por sua abordagem temática e linguística.

A composição volumétrica resulta de uma arquitetura integrada com o objetivo de criar tipos de moradia que possuam varandas com mais de 200 metros quadrados. No ponto mais alto do pódio, eleva-se um volume vertical composto por 15 pavimentos, alinhado com a via e apresentando altura comparável às torres da região.

Ao situar o edifício na área mais central do terreno, foi assegurado um distanciamento máximo entre todas as construções vizinhas. Apresentando uma matriz estruturalista e uma seção vertical dendriforme, o projeto demonstra adaptabilidade para a otimização dos diferentes tipos de habitação. Os andares, dispostos com uma ou duas unidades residenciais, formam um discurso espiralado, onde a aparente rotação e o desenho dos terraços em 360 graus conferem uma verticalidade formal e referencial.

Cada residência possui características e identidade próprias, incluindo um jardim particular. Para respeitar a singularidade do projeto e prevenir a sensação de repetição, a torre incorpora dinamismo através do deslizamento das lajes horizontais na área das varandas. Essas varandas não apenas definem o tema conceitual, mas também proporcionam uma oportunidade para o exercício plástico e escultórico, sendo concebidas em concreto.

Os usos dentro da torre são caracterizados pela excepcionalidade, equilibrando a fluidez dos espaços comuns, que se conectam ao exterior e ao horizonte distante, com a compartimentação dos dormitórios. No pavimento térreo, um átrio ligado ao ginásio e outras áreas comuns estabelece uma continuidade com o solo natural e vegetal, integrando um microclima com biodiversidade planejada. O resultado é uma imagem vibrante e orgulhosa de sua escala, que mescla um revivalismo evocativo da torre com a ideia de espaço total como vida total, capaz de absorver o ambiente circundante.

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A equipe de projeto descreveu que a arquitetura tradicional da região do Alentejo é caracterizada pela sobriedade das formas, pela funcionalidade dos espaços e por uma forte ligação com o clima e a paisagem local.

Situada no topo do Monte Alvo, a residência foi projetada em planta térrea para otimizar a captação da luz solar e assegurar o conforto térmico durante todos os meses do ano.

Elementos como o telhado inclinado coberto com telhas cerâmicas, as paredes caiadas de branco, a alvenaria robusta e as chaminés remetem à construção regional, mas são reinterpretados no contexto contemporâneo. As chaminés, cruciais para a identidade da casa, cumprem funções além da exaustão de fumaça, promovendo ventilação natural, resfriamento passivo e introduzindo luz difusa, diminuindo a necessidade de sistemas artificiais.

O arco, um recurso vernáculo utilizado de maneira simples, foi reintegrado para demarcar acessos e estruturar o espaço interno. Um eixo central percorre toda a edificação, ligando as fachadas laterais e os setores internos. Na área da cozinha, o arco se estende até um teto curvo, conferindo continuidade à organização espacial.

Historicamente, o prédio original abrigava diversas famílias, contendo cinco habitações autônomas dentro de um mesmo volume, cada uma com sua própria porta de entrada. Este histórico serviu de base para o novo projeto, que buscou manter e reinterpretar o caráter comunitário e familiar do local. A nova configuração divide-se em três unidades independentes, cada uma com acesso particular, possibilitando o uso por múltiplas gerações da mesma família, enquanto preserva uma sensação de unidade.

O projeto mantém um diálogo contínuo com o meio ambiente circundante. Duas grandes aberturas intensificam a interação com a paisagem, permitindo uma convivência direta com o exterior. A decisão de pontuar o volume predominantemente com portas garante uma permeabilidade constante entre o interior e a natureza.

A sustentabilidade em Monte Alvo baseia-se em estratégias passivas e infraestruturais meticulosamente planejadas e ajustadas ao clima quente e seco do Alentejo. A face voltada para o sul é protegida por uma pérgula feita de palha, oferecendo sombreamento natural e limitando a incidência solar direta. As aberturas foram dimensionadas e dispostas para maximizar a ventilação cruzada, o que minimiza o gasto energético. Além disso, foram empregados materiais locais, como pedra e cal, visando garantir a inércia térmica e reduzir o impacto ecológico.

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