OpenAI implementa marca d'água invisível, textGrain, em textos do ChatGPT e Codex para conformidade com a UE
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OpenAI implementa marca d'água invisível, textGrain, em textos do ChatGPT e Codex para conformidade com a UE

A OpenAI comunicou a introdução do textGrain no ChatGPT e no Codex. Esta tecnologia funciona como uma marca d'água imperceptível em textos, auxiliando na identificação de conteúdo produzido por inteligência artificial.

Inicialmente, essa funcionalidade está disponível apenas para usuários localizados na União Europeia. Embora a OpenAI já tivesse anunciado um método de marca d'água em 2024, ele não havia sido adotado em grande escala até este momento.

A decisão de implementar o textGrain foi motivada pela necessidade de adequação à Lei de Inteligência Artificial da União Europeia (EU AI Act). Este regulamento exige que entidades que fornecem serviços de IA generativa — abrangendo texto, imagem, áudio ou vídeo — incorporem mecanismos para sinalizar o conteúdo como sintético através de ferramentas de verificação.

Enquanto já existia um recurso similar para conteúdo de mídia no ChatGPT, a implementação para textos ocorre agora. É importante notar que a marca d'água invisível não é uma exigência legal, mas sim o método escolhido pela OpenAI para cumprir a legislação europeia.

A própria OpenAI define o textGrain como um «sinal estatístico invisível». Isso implica que o material gerado não recebe caracteres ocultos ou espaçamentos extras, mas sim ajustes discretos que modificam estatisticamente a maneira como o modelo de IA seleciona as palavras no texto, tudo isso sem comprometer a qualidade final do resultado.

Nos próximos dias, essa tecnologia passará a ser aplicada por padrão em todos os textos criados pelo ChatGPT e pelo Codex para todos os planos de usuários baseados na União Europeia.

Adicionalmente, mesmo com a restrição regional desta fase inicial, desenvolvedores globalmente podem ativar a marca d'água em certos modelos da API da OpenAI para uso em suas próprias aplicações.

Contudo, a OpenAI emite alertas sobre as limitações do sistema: a marca d'água pode ser enfraquecida por meio de edições ou certos tipos de texto, e sua precisão pode ser comprometida em conteúdos curtos. A organização também esclarece que o textGrain não identifica quem solicitou o texto, não pode atestar a veracidade ou falsidade do resultado, nem quantifica a participação humana em um conteúdo modificado.

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A OpenAI divulgou, nesta terça-feira (29/09), uma nova funcionalidade chamada Dots, projetada para transformar o ChatGPT em um assistente ativo nas atividades diárias dos usuários. Esses agentes são integrados à plataforma e operam continuamente em segundo plano, monitorando projetos e executando rotinas sem necessitar de comandos constantes.

Esta inovação se posiciona em concorrência com soluções como o Meta Muse e já está disponível para assinantes dos planos ChatGPT Pro, Business Premium e Enterprise, incluindo usuários no Brasil. A OpenAI sinalizou que, futuramente, poderá haver uma cobrança adicional por agentes extras ou por um maior poder de processamento.

No desempenho de tarefas tanto em aplicações quanto na web, esses agentes utilizam um ambiente virtual dedicado na nuvem. Eles aproveitam as memórias existentes no ChatGPT, o que permite manter o histórico de projetos e tarefas recorrentes sem a necessidade de repetição frequente de instruções, conforme explicado pela própria OpenAI.

A empresa denomina esse mecanismo de 'pesquisa proativa'. Diferentemente dos agentes anteriores, os Dots têm a capacidade de buscar informações relevantes aos objetivos definidos sem esperar uma solicitação explícita do usuário. Seguindo as funcionalidades agênticas do GPT-6 Astra, eles estão aptos a realizar atividades que, tradicionalmente, demandariam múltiplas trocas de mensagens entre diversos serviços.

Além disso, os usuários podem interagir com os Dots através de mensagens de texto. Essa função remete a assistentes de agenda, como o Toki (anteriormente conhecido como Dola AI), ao permitir a organização de compromissos, mas com a vantagem de poder concretizar pedidos em estabelecimentos, como restaurantes. Contudo, é importante notar que o agente não pode executar operações consideradas de alto risco, como a alteração de senhas.

A OpenAI dedica grande atenção à necessidade de aprovação do assinante antes que a inteligência artificial proceda com determinados processos. Um exemplo fornecido pela companhia ilustra que a IA solicita permissão reiteradamente antes de aplicar correções para problemas que ela mesma identificou.

Os usuários também possuem controle sobre os níveis de permissão concedidos aos agentes. É possível configurar o Dot para atuar sem questionamentos, somente quando a tarefa for previamente aprovada, ou exigir autorização antes de cada ação. Em qualquer cenário, todos os processos realizados permanecem visíveis para o usuário, que mantém a prerrogativa de intervenção quando julgar necessário.

Para o segmento empresarial, a OpenAI introduziu os Dots Especialistas. Estes são agentes dotados de identidades e credenciais específicas para operar dentro de sistemas corporativos, sendo compatíveis com integração ao Microsoft Agent 365. A empresa garante que os dados contidos em contas empresariais não serão utilizados para o treinamento dos seus modelos.

A criação de um agente deve ser realizada em um computador, seja utilizando o aplicativo ou a versão web. Somente após essa configuração inicial, o Dot pode ser acessado também pelo dispositivo móvel. O usuário é responsável por nomear o agente, conectar os aplicativos desejados e definir suas diretrizes operacionais. Com isso, ele pode designar projetos e tarefas, acompanhar o progresso do trabalho e interagir com o Dot por meio dos canais disponíveis.

Vale ressaltar que, embora as tarefas iniciadas pelo agente não incidam nos limites de uso padrão do ChatGPT, elas continuam a consumir as cotas pertinentes aos serviços Codex ou ChatGPT Work.

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