Cozinheiro ativista Julio Ritta emociona Ana Maria Braga ao falar de seu trabalho com moradores de rua em Porto Alegre
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Cozinheiro ativista Julio Ritta emociona Ana Maria Braga ao falar de seu trabalho com moradores de rua em Porto Alegre

Julio Ritta, um cozinheiro que participou do reality show Chef de Alto Nível, tocou profundamente a apresentadora Ana Maria Braga durante uma aparição no programa Mais Você, na Globo, nesta segunda-feira (5). Ritta, que possui 42 anos e nasceu em Curitiba (PR), reside em Porto Alegre (RS) e se identifica como um defensor ativo contra a fome.

A emoção surgiu quando Ritta compartilhou como as receitas de Ana Maria Braga foram fundamentais para sua jornada na culinária. Ele relatou que sua mãe era grande admiradora da apresentadora e que, nos períodos mais difíceis de escassez, uma das maiores alegrias era quando ela preparava as receitas dela.

Ana Maria ficou particularmente tocada ao ouvir o cozinheiro paranaense discutir a importância do programa matinal por oferecer receitas acessíveis. A apresentadora chegou a declarar que não continuaria o programa naquele dia, apenas para chorar. Ritta reforçou essa ideia, citando que sua mãe sempre dizia: 'eu gosto da Ana porque ela sempre ensina receitas acessíveis'.

Ele concluiu seu discurso enfatizando que, em um país onde 16 milhões de pessoas enfrentam incerteza alimentar e considerando que um quarto dos alimentos é desperdiçado, seria possível erradicar a fome global com inspiração, e que figuras com a relevância de Ana Maria trazem esperança.

Projeto social

Julio Ritta, atuando há cerca de vinte anos, dedica-se ao ativismo social através do projeto denominado «Cozinheiros do Bem». Esta iniciativa distribui refeições prontas (marmitas) há mais de uma década para pessoas em situação de rua na cidade de Porto Alegre. O projeto ganhou notoriedade e evoluiu para um formato de entrevistas nas mídias sociais, contando com mais de um milhão de seguidores. Ritta manifestou a intenção de expandir a distribuição de alimentos para outras localidades brasileiras.

No começo deste ano, a trajetória de Julio Ritta foi destacada em uma matéria da revista Forbes Life do Reino Unido, que ressaltou que 'a trajetória de Julio Ritta se destaca como um dos exemplos mais consistentes de transformação impulsionada pela ação prática.'

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O programa Sabores do Campo, exibido aos domingos, apresentou uma receita tradicional originária do Cerrado: a paçoca de baru. O responsável pela preparação é o produtor rural Lázaro, que, juntamente com sua esposa, Dona Arminda, administra mais de dois mil pés de baru em sua propriedade.

A família tem explorado os frutos do Cerrado há mais de vinte anos, transformando a colheita da castanha em uma fonte de renda. A receita possui raízes familiares, visto que Lázaro já costumava preparar paçoca na Bahia utilizando gergelim antes de adaptar o preparo para o baru.

Dona Arminda relatou que a inspiração para usar o baru na paçoca surgiu durante uma festa da semente. Desde então, Lázaro passou a produzir essa receita, que se consolidou como uma das principais maneiras de aproveitar a castanha.

Ingredientes

Os componentes necessários para a receita incluem castanhas de baru, rapadura a gosto e sal a gosto.

Modo de preparo

O procedimento inicial consiste em remover o baru do fruto. Lázaro emprega uma foice modificada, desenvolvida por ele e seu filho, ou um facão. A foice agiliza o corte, mas requer que a polpa seja removida posteriormente. Se for usado o facão, a castanha já se encontra quase pronta para a fase seguinte.

Após a extração, é fundamental selecionar cada castanha individualmente, de modo semelhante à separação de grãos de feijão antes do cozimento. As castanhas de boa qualidade apresentam cor clara, enquanto aquelas danificadas devem ser descartadas para evitar que a paçoca fique amarga.

Em seguida, as castanhas passam por um processo de peneiramento para eliminar quaisquer impurezas. Somente após essa limpeza, elas são levadas ao forno.

O tempo de assamento deve ser de aproximadamente trinta e cinco minutos. É imprescindível mexer as castanhas a cada dez minutos para prevenir que queimem em um dos lados. O ponto ideal é atingido quando elas adquirem a tonalidade característica, mais avermelhada.

Com as castanhas torradas, inicia-se a confecção da paçoca. Elas são colocadas em um pilão junto com um pouco de rapadura e uma pitada de sal. Os ingredientes são socados no pilão até que estejam completamente misturados, sendo necessário dar algumas mexidas durante o processo para uniformizar a distribuição dos grãos.

A paçoca estará pronta para ser servida assim que todos os elementos estiverem bem incorporados e apresentarem a textura típica do doce.

Além de valorizar um fruto típico do Cerrado, esta receita preserva uma tradição familiar. O método de produção também motivou o filho de Lázaro a desenvolver outros itens derivados do baru, contando com o suporte do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Para a família, o preparo evoca memórias de gerações passadas, pois o uso do pilão remete às histórias de pais e avós que também utilizavam esse utensílio na cozinha. Lázaro comentou durante a degustação da paçoca sobre a variação do tempero, dizendo: «Você viu tanto que a pitadinha de sal muda?»

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