O que é "vibe coding": termo de inteligência artificial que foi incluído no dicionário inglês
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O que é "vibe coding": termo de inteligência artificial que foi incluído no dicionário inglês

Um clima de tensão surgiu entre jogadores após um vídeo compartilhado no X (antigo Twitter) exibir um feito tecnológico considerado quase impossível. O vídeo mostrava o personagem Steve, do Minecraft, lutando contra chefes em cenários medievais do jogo Elden Ring, utilizando sua espada quadrada.

Mais do que apenas a troca de personagem, a gravação apresentava a interface e a jogabilidade do Minecraft perfeitamente integradas às mecânicas e ambientes do Elden Ring. Essa demonstração causou grande surpresa e confusão entre os espectadores.

Embora a modificação de jogos, conhecida como "mods", exista desde o início dos videogames e possa ser um ponto de partida para quem deseja aprender programação, a integração dos dois softwares, que são fundamentalmente diferentes em seus códigos, representa um nível técnico extraordinário. Antigamente, tal fusão exigiria um esforço imenso até mesmo dos programadores mais experientes, mas hoje isso está acessível a muitos amadores graças à inteligência artificial.

Neste período, a internet foi inundada por outras combinações semelhantes, como Super Mario em Elden Ring, Skate em Call of Duty, e Homem-Aranha no jogo do Batman. Acredita-se que a maioria desses mods foi desenvolvida com a assistência de grandes modelos de linguagem, como Claude e Chat GPT, que têm assumido grande parte da programação atual.

Essa prática recebeu o nome de "vibe coding". O termo foi criado pelo pesquisador Andrej Karpathy em 2025 e descreve a programação realizada por amadores com o suporte de IA, frequentemente de forma descuidada, seguindo apenas a "vibe" (daí o nome).

Recentemente, "vibe coding" foi adicionado à versão online do Merriam-Webster, o dicionário de língua inglesa mais tradicional dos Estados Unidos, cujas origens remontam a 1806. Outros termos que entraram na lista neste último ano incluem "Agentic", "Natural language processing" e "Prompt engineering".

De acordo com o Merriam-Webster, "vibe coding" refere-se à prática de codificar, criar páginas web ou desenvolver aplicações simplesmente instruindo um programa de IA sobre o que se deseja, permitindo que ele gere o produto. Nessa modalidade, o programador não precisa compreender o funcionamento ou o motivo do código e, muitas vezes, deve aceitar a presença de certos erros e falhas.

Este é o ponto mais controverso do "vibe coding". Embora as IAs tenham sido treinadas com trilhões de linhas de código e consigam ler, interpretar e escrever códigos completos e funcionais a partir de um único comando, elas ainda cometem muitos equívocos e nem sempre constroem os programas da maneira mais eficiente.

Além dos vídeos curtos nas redes sociais, as misturas de jogos exibidas na última semana raramente funcionariam por muito tempo sem apresentar algum defeito. Poucos desses programas foram liberados ao público, sendo uma rara exceção o mod que une Minecraft com Skyrim, cujo resultado, segundo quem jogou, ainda está repleto de falhas.

Embora isso possa ser um incômodo no contexto dos videogames, o "vibe coding" já é utilizado por diversas empresas na criação de softwares que frequentemente contêm dados pessoais. Em sistemas que manipulam informações sensíveis ou confidenciais, um descuido no código pode gerar uma vulnerabilidade séria. Um estudo realizado no ano passado revelou que 45% dos códigos gerados por inteligência artificial falham em testes de segurança, e esse percentual sobe para 72% quando se trata especificamente de códigos em Java.

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