Receita de pêssego real é finalista do Concurso de Receitas 2026 do Caminhos do Campo
Leia mais
Grupo Globo
g1.globo.com

Receita de pêssego real é finalista do Concurso de Receitas 2026 do Caminhos do Campo

A receita de pêssego real foi selecionada como uma das oito finalistas do Concurso de Receitas 2026 promovido pelo Caminhos do Campo. Esta sobremesa foi desenvolvida por Joice Maria Fernandes, residente em Irati, e representa a RPC Guarapuava, localizada na região central do Paraná.

Joice Maria Fernandes compartilhou que o pêssego evoca muitas lembranças de sua infância, especialmente momentos compartilhados com sua mãe, enquanto consumiam a fruta sob a árvore na cidade conhecida pela sua produção de pêssego. Além disso, o nome 'realeza' da receita está ligado a um evento pessoal: no ano anterior, ela foi coroada Princesa do Pêssego durante a Festa do Pêssego de Irati.

Para a preparação, são necessários os seguintes itens: um pote de nata, 90 gramas de açúcar, 600 gramas de leite condensado (com recomendação de ter mais de 6% de gordura), 400 gramas de creme de leite, um pacote de suspiro, 200 ml de café coado sem adição de açúcar, 200 ml de chantilly gelado, uma lata de pêssego em conserva e biscoitos do tipo champagne.

Primeiramente, deve-se misturar o leite condensado e o creme de leite em uma panela e aquecer, mexendo continuamente até atingir a consistência de brigadeiro. Ao ferver, cozinhar por mais dois minutos e, em seguida, desligar o fogo. Este preparado deve ser transferido para outro recipiente e refrigerado por aproximadamente duas horas.

Enquanto o brigadeiro esfria, procede-se à preparação do creme de nata. Em uma batedeira, adiciona-se um pote de nata junto com o açúcar escolhido e bate-se até obter uma textura leve e cremosa, semelhante à de chantilly, tomando cuidado para não bater excessivamente, correndo o risco de virar manteiga. Este creme deve ser reservado.

Em outra batedeira, adicionam-se os 200 ml de chantilly gelado e bate-se suavemente, em velocidade baixa ou média, até que atinja uma firmeza suficiente para não cair do recipiente. Este creme também é reservado.

Após o brigadeiro branco estar frio, incorporam-se duas colheres cheias do chantilly batido e mistura-se até que a massa fique uniforme. Este creme servirá como a base da sobremesa.

Na fase de montagem, inicia-se colocando uma camada do creme branco de brigadeiro em um pote grande ou travessa, espalhando uniformemente. Em seguida, molham-se alguns biscoitos no café coado e formam-se uma camada com eles. Sobre esta, adiciona-se uma camada do creme de nata batida, distribuindo-o bem.

Segue-se uma camada farta de pêssego em conserva, já picado. Depois, coloca-se outra camada do creme branco de brigadeiro, espalhando-o. A camada seguinte consiste em suspiros, que devem ser levemente quebrados com as mãos e espalhados. Novamente, adiciona-se uma camada de biscoitos umedecidos no café. O prato é finalizado com mais uma camada do creme de nata e decorações adicionais de pêssego.

O Concurso de Receitas 2026 possui o Certificado de Autorização SPA/ME N. ° 03.050866/2026.

Histórias semelhantes

Receita tradicional de paçoca de baru ensinada pelo programa Sabores do Campo
Leia mais
g1.globo.com

Receita tradicional de paçoca de baru ensinada pelo programa Sabores do Campo

O programa Sabores do Campo, exibido aos domingos, apresentou uma receita tradicional originária do Cerrado: a paçoca de baru. O responsável pela preparação é o produtor rural Lázaro, que, juntamente com sua esposa, Dona Arminda, administra mais de dois mil pés de baru em sua propriedade.

A família tem explorado os frutos do Cerrado há mais de vinte anos, transformando a colheita da castanha em uma fonte de renda. A receita possui raízes familiares, visto que Lázaro já costumava preparar paçoca na Bahia utilizando gergelim antes de adaptar o preparo para o baru.

Dona Arminda relatou que a inspiração para usar o baru na paçoca surgiu durante uma festa da semente. Desde então, Lázaro passou a produzir essa receita, que se consolidou como uma das principais maneiras de aproveitar a castanha.

Ingredientes

Os componentes necessários para a receita incluem castanhas de baru, rapadura a gosto e sal a gosto.

Modo de preparo

O procedimento inicial consiste em remover o baru do fruto. Lázaro emprega uma foice modificada, desenvolvida por ele e seu filho, ou um facão. A foice agiliza o corte, mas requer que a polpa seja removida posteriormente. Se for usado o facão, a castanha já se encontra quase pronta para a fase seguinte.

Após a extração, é fundamental selecionar cada castanha individualmente, de modo semelhante à separação de grãos de feijão antes do cozimento. As castanhas de boa qualidade apresentam cor clara, enquanto aquelas danificadas devem ser descartadas para evitar que a paçoca fique amarga.

Em seguida, as castanhas passam por um processo de peneiramento para eliminar quaisquer impurezas. Somente após essa limpeza, elas são levadas ao forno.

O tempo de assamento deve ser de aproximadamente trinta e cinco minutos. É imprescindível mexer as castanhas a cada dez minutos para prevenir que queimem em um dos lados. O ponto ideal é atingido quando elas adquirem a tonalidade característica, mais avermelhada.

Com as castanhas torradas, inicia-se a confecção da paçoca. Elas são colocadas em um pilão junto com um pouco de rapadura e uma pitada de sal. Os ingredientes são socados no pilão até que estejam completamente misturados, sendo necessário dar algumas mexidas durante o processo para uniformizar a distribuição dos grãos.

A paçoca estará pronta para ser servida assim que todos os elementos estiverem bem incorporados e apresentarem a textura típica do doce.

Além de valorizar um fruto típico do Cerrado, esta receita preserva uma tradição familiar. O método de produção também motivou o filho de Lázaro a desenvolver outros itens derivados do baru, contando com o suporte do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Para a família, o preparo evoca memórias de gerações passadas, pois o uso do pilão remete às histórias de pais e avós que também utilizavam esse utensílio na cozinha. Lázaro comentou durante a degustação da paçoca sobre a variação do tempero, dizendo: «Você viu tanto que a pitadinha de sal muda?»

Popular