Baleia-jubarte é encontrada morta na praia de Mongaguá, litoral de São Paulo
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Baleia-jubarte é encontrada morta na praia de Mongaguá, litoral de São Paulo

Uma baleia-jubarte foi localizada morta após encalhar na praia do Centro de Mongaguá, na região litorânea de São Paulo. Equipes do Instituto Biopesca foram mobilizadas ao local para realizar a necropsia do animal, embora a causa exata da morte ainda não tenha sido determinada.

Conforme informações fornecidas pela Prefeitura de Mongaguá e pela Guarda Ambiental (GEPAM), trata-se de um macho juvenil da espécie jubarte, que apresentava um estágio avançado de decomposição. Não há confirmação oficial quanto ao seu peso ou dimensões.

As equipes de Serviço de Manutenção Urbana foram acionadas para prestar assistência, juntamente com o Instituto Biopesca, que iniciou a análise do cadáver por volta das 11h30. O guarda ambiental Renato Ribeiro relatou ao g1 que recebeu o chamado de pescadores sobre o incidente por volta das 7h20. Ele esclareceu que, devido à elevação da maré, a necropsia não pôde ser conduzida com segurança no local até que o nível da água baixasse. Posteriormente, a carcaça será removida pela equipe municipal e destinada a um aterro sanitário.

Riscos da aproximação

A recomendação técnica estabelece que, em situações de animais mortos na areia, é fundamental manter distância, evitar qualquer aproximação e notificar imediatamente os órgãos competentes para garantir o isolamento da área.

O biólogo Eric Comin alertou que a interação de frequentadores de praia com carcaças marinhas representa perigos significativos. Os riscos primários associados a um encalhe abrangem a saúde pública, a segurança física e o meio ambiente. O especialista explicou que animais falecidos podem transmitir bactérias, vírus e fungos altamente contagiosos aos seres humanos.

Adicionalmente, o forte odor característico sinaliza a liberação de gases tóxicos, capazes de causar sintomas como tontura, náuseas e cefaleia. Existe também o risco de ruptura do corpo do animal devido ao acúmulo desses gases. Outro ponto levantado pelo biólogo é que o cheiro de carne e sangue pode atrair predadores, como tubarões. Além disso, os fluidos e a gordura liberados contaminam a água circundante ao corpo do animal.

Sobre as Jubartes

De acordo com o biólogo, neste período do ano, as baleias-jubarte estão em fase de migração. Essa jornada se inicia nas águas frias da Antártica, onde os animais passam o verão se alimentando e acumulando reservas de energia. Em seguida, elas se dirigem à costa brasileira, que oferece condições mais adequadas para a reprodução e amamentação dos filhotes.

Comin ressaltou que este trajeto constitui uma das maiores migrações de mamíferos no planeta. Algumas dessas baleias percorrem milhares de quilômetros em busca de ambientes mais calmos e aquecidos. Durante esse deslocamento, é comum que sejam vistas no litoral paulista. Os machos adultos podem atingir entre 13 e 16 metros de comprimento e pesar até 50 toneladas. Após completar o ciclo reprodutivo, as jubartes retornam à Antártica, momento em que os filhotes já estão mais desenvolvidos e começam a aprender a se alimentar antes de empreender a longa viagem de volta.

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