O Jeep Compass é um veículo que impactou o mercado automotivo desde seu lançamento, mantendo-se um sucesso de vendas apesar da intensa competição no segmento de SUVs médios. Este conteúdo foca no Jeep Compass equipado com motor 1.3 turbo flex, destacando que, sendo seminovo e dentro da garantia, este SUV médio apresenta bom nível de equipamentos e desempenho adequado tanto para a cidade quanto para a estrada.
A segunda geração do Jeep Compass foi introduzida no mercado brasileiro em setembro de 2016, inicialmente oferecendo opções de motores flex aspirado e turbodiesel, além de uma edição especial inaugural chamada Opening Edition. No ano subsequente, as versões flex passaram a incluir o sistema start/stop, e o modelo recebeu duas edições especiais: Sport e Night Eagle. Em 2019, foi lançada uma opção de entrada denominada simplesmente S.
Uma mudança mais relevante ocorreu em 2021, quando o Compass, já na linha 2022, passou por uma reformulação estética profunda, abandonando o motor aspirado e adotando o 1.3 turbo flex. Nessa ocasião, também foi apresentada a edição limitada 80 Anos, em celebração ao aniversário da Jeep. Em 2022, a marca expandiu sua oferta e apresentou uma vitrine tecnológica para a linha de SUVs médios com o Compass 4xe, que foi o primeiro híbrido plug-in da Jeep no país, mas registrou baixo desempenho, vendendo menos de 250 unidades em três anos.
Na linha 2025, a garantia do SUV foi estendida de três para cinco anos. Simultaneamente, a potência do motor 1.3 turbo flex do Jeep Compass foi ajustada para cumprir as regulamentações de emissões do Proconve. Mais recentemente, o Jeep Compass incorporou o motor Hurricane, com 272 cv de potência, enquanto o motor turbodiesel foi descontinuado na linha do SUV em 2025.
O sucesso do Compass e suas margens de lucro atrativas motivaram concorrentes a reagirem. Apesar da existência de SUVs médios no país, nenhum possuía um posicionamento ou preço suficientemente competitivos para enfrentar o Jeep. As marcas rivais optaram por investir em projetos mais acessíveis e com produção nacional. A Toyota iniciou essa movimentação em 2021 com a fabricação do Corolla Cross no Brasil, relegando o RAV4 a um produto híbrido e de nicho. A Volkswagen seguiu essa tendência em 2022, importando o Taos da Argentina (atualmente renovado e vindo do México) para competir diretamente com o Compass, enquanto o Tiguan manteve-se em uma categoria superior.
Outros competidores vieram do México, como o Honda ZR-V e o Chevrolet Equinox, mas estes tiveram pouca capacidade de disputa em termos de vendas. A ofensiva mais significativa veio da China, começando com o Caoa Chery Tiggo 7, devido ao seu custo-benefício agressivo. Posteriormente, surgiram modelos híbridos, incluindo GWM Haval H6, BYD Song Pro, GAC GS4 e Geely EX5 EM-i. No segmento de SUVs médios elétricos, há o Leapmotor C10, MG Motors S5 e BYD Yuan Pro, além do GAC GS3, um modelo puramente a combustão chinês.
O modelo enfrentou desafios com a entrada massiva dos veículos chineses. Comparando com o histórico, mesmo custando mais que os SUVs compactos, o Compass liderou a categoria em diversos momentos na virada da década. Em 2019 e 2021, o Compass alcançou a vice-liderança geral entre os utilitários esportivos, ficando atrás apenas do Renegade, seu colega de fábrica. Durante esse período, o SUV ultrapassou a marca de 70 mil unidades anuais, e a Jeep detinha 7,5% de participação de mercado. Contudo, o cenário mudou; em 2024 foram vendidas 50 mil unidades, e em 2025, embora tenha recuperado para 60 mil emplacamentos, a participação de mercado da Jeep caiu para 4,7%.
Apesar das variações no mercado, o desempenho comercial do SUV permanece notável. Em dez anos de produção em Pernambuco, o Compass acumulou mais de 600 mil unidades fabricadas e 570 mil emplacamentos. É importante notar que o Compass teve uma primeira geração comercializada no Brasil, importada a partir de 2012. Esse SUV inicial possuía um design pouco atraente, preço alto e era equipado com motor 2.0 a gasolina de 156 cv acoplado a um câmbio CVT, o que não agradou o público e resultou em um desempenho modesto durante seus quatro anos no mercado.
A introdução do motor 1.3 16V turbo flex revitalizou o Jeep Compass, que anteriormente utilizava o 2.0 16V flex aspirado, fonte de muitas reclamações dos clientes. Mesmo com a redução de potência atual, o conjunto mecânico é considerado suficiente para o SUV. Os 176 cv — 9 cv a menos que antes — do motor T270 da família GSE garantem boas acelerações, embora o tempo de 0 a 100 km/h fique em torno de 10 segundos, considerando o peso superior a 1,5 tonelada. As retomadas são auxiliadas pelo torque de 27,5 kgfm, disponível precocemente a 1.750 rpm. Um ponto de melhoria é o câmbio automático de seis velocidades da Aisin, que é considerado defasado e mantém as marchas adequadamente em rotações médias.
O consumo de combustível não é excessivo para um SUV com essas características, como aerodinâmica desfavorável e peso elevado. Na cidade, ele atinge 7,3 km/l com etanol e 10,1 km/l com gasolina. Na estrada, os números são de 8,6 km/l e 12,1 km/l, respectivamente.
O SUV será o próximo modelo da Stellantis produzido no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, a receber eletrificação. No entanto, é importante notar que, assim como o Renegade e o Commander, o conjunto 1.3 turbo flex do Jeep Compass receberá um sistema híbrido leve. Este sistema utiliza uma bateria de íon-lítio de 48V para alimentar um pequeno motor elétrico que atua como gerador. Ele não aciona diretamente as rodas, mas, segundo a Stellantis, fornece até 6,6 kgfm de torque adicional ao motor 1.3 durante acelerações, retomadas e na partida. Um sistema híbrido completo está previsto apenas para a próxima geração do Compass, esperada para 2028.
Um dos grandes atrativos do Jeep Compass é seu amplo espaço interno, fator que contribui para sua popularidade no segmento. Comparado aos SUVs compactos de topo de linha, o Compass oferece um ambiente consideravelmente superior. Na parte frontal, o motorista desfruta da posição elevada característica dos modelos Jeep, juntamente com bom espaço para pernas e ombros. A visibilidade é ampla, os assentos oferecem densidade apropriada e o acabamento melhorou significativamente após a linha 2022. O banco traseiro comporta dois adultos e uma criança, mas pessoas altas podem sentir falta de espaço para os joelhos. O porta-malas, contudo, compensa com 410 litros, um volume ligeiramente menor que o do VW Nivus compacto.
A suspensão traseira multibraço, com uma calibração mais macia, prioriza o conforto e absorve bem as imperfeições do terreno, embora possa haver alguma oscilação da carroceria em certas situações. O isolamento acústico cumpre bem sua função. Considerando o Jeep Compass Longitude com motor 1.3 turbo flex ano 2025, trata-se de uma opção de SUV seminovo, espaçoso e bem equipado, ainda com cinco anos de garantia. Segundo a KBB Brasil, os preços médios são de R$ 156.006 (Loja) e R$ 143.526 (Particular).
Esta versão do Compass está equipada com sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS), como piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa com correção e centralização, e detector de fadiga. Em termos de segurança, ele conta com seis airbags, assistente de partida em rampas, freios a disco nas quatro rodas, câmera de ré, faróis de LED e monitoramento de pressão dos pneus. A central multimídia possui tela de 10,1 polegadas com conectividade sem fio Android Auto e Apple CarPlay. Adicionalmente, o Jeep Compass Longitude 1.3 2025 inclui painel de instrumentos digital, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, ar-condicionado automático bizona com saídas para o banco traseiro, revestimento em couro, sensores de luminosidade e de chuva, e chave presencial. O plano de manutenção para este modelo com motor 1.3 oferece cinco anos de garantia, com revisões programadas a cada 12 mil km ou um ano.
