Um fotógrafo chamado Bruno Boni registrou um elefante-marinho saindo do oceano para tirar um cochilo na Praia de São Conrado. O registro viralizou rapidamente, atingindo quase dois milhões de visualizações em quatro horas nas redes sociais.
Boni descreveu o animal como um «monstro gentil» que veio do Sul e escolheu São Conrado para descansar. O vídeo capturou o elefante-marinho-do-sul, que pode pesar até três toneladas quando adulto, enquanto ele navegava em ondas agitadas.
Por volta das 11h, o animal chegou à areia com calma e logo se deitou para dormir. Mais tarde, durante a tarde, o elefante-marinho retornou ao mar.
Orientações de segurança
Marcelo Szpilman, biólogo do AquaRio, alertou a população sobre a necessidade de manter distância do animal. Ele explicou que machos desse porte tendem a ser territoriais e agressivos, possuindo dentes fortes, e recomendou manter uma distância segura.
Em resposta, o Corpo de Bombeiros isolou a área e instalou uma bandeira roxa, sinalizando a presença de vida marinha. A corporação também forneceu diretrizes importantes: não se deve tocar, puxar ou empurrar o animal, nem tentar devolvê-lo ao mar, caso ele esteja debilitado ou doente. Além disso, é aconselhável evitar ruídos altos, aglomerações ou oferecer qualquer tipo de alimento ou água.
Apesar de seu tamanho, o animal em questão era jovem e havia chegado à orla do Rio de Janeiro, sendo provável que tivesse sido trazido por uma corrente fria vinda do sul. Segundo Szpilman, o animal tem capacidade de retornar ao seu habitat natural sozinho.
Os elefantes-marinhos habitam primariamente regiões subantárticas, mas aparições ocasionais ocorrem no litoral brasileiro. Ao chegarem à praia, eles frequentemente estão apenas descansando; embora possam parecer lentos, são capazes de se deslocar rapidamente em curtas distâncias.
É importante notar que, mesmo jovens, esses animais podem reagir de maneira agressiva e representar risco se forem perturbados ou sentirem-se ameaçados. Machos adultos podem exceder cinco metros de comprimento e pesar mais de três toneladas, desenvolvendo um apêndice nasal inflável semelhante a uma tromba curta, que dá nome à espécie. As fêmeas são menores, pesando entre 400 kg e 900 kg. Eles são excelentes mergulhadores, podendo atingir profundidades superiores a 1.500 metros e permanecer submersos por mais de uma hora.
