Toyota investirá R$ 7 bilhões na Argentina para fabricar versões elétricas e híbridas da Hilux
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Toyota investirá R$ 7 bilhões na Argentina para fabricar versões elétricas e híbridas da Hilux

A Toyota planeja injetar US$ 1,341 bilhão, equivalente a aproximadamente R$ 7 bilhões, na Argentina para edificar uma nova planta dedicada à produção de veículos eletrificados. Esta fábrica será instalada em Zárate, adjacente ao complexo industrial onde atualmente são fabricados os modelos Hilux e SW4.

O empreendimento recebeu aprovação na quarta-feira, dia 30, para integrar o RIGI (Regime de Incentivo para Grandes Investimentos), um programa governamental argentino que oferece benefícios fiscais. Este investimento deverá dar origem às novas versões eletrificadas da caminhonete da próxima geração.

O anúncio foi realizado pelo Ministro da Economia, Luis Caputo, que destacou este aporte como o maior da história da indústria automobilística argentina. A Toyota se torna a primeira montadora a aderir a este regime. Em um comunicado oficial, a companhia mencionou que a aprovação possibilita prosseguir com a etapa final de validação interna do projeto, mas limitou-se a informar que a nova linha fabricará «um veículo eletrificado», sem especificar o modelo.

Fontes da imprensa argentina indicam que a nova unidade fabril será responsável pela produção das variantes híbrida leve e totalmente elétrica da nona geração da Hilux, modelo que será apresentado globalmente no final de 2025. Os modelos tradicionais, movidos a diesel, continuarão sendo produzidos na instalação existente, que opera desde 1997.

O investimento mais recente da marca no país ocorreu em 2013, quando foram anunciados US$ 800 milhões iniciais, que ascenderam a cerca de US$ 1 bilhão, destinados à fabricação da geração atual da picape. Estima-se que cerca de 70% do volume produzido na nova fábrica será destinado à exportação, gerando uma receita anual projetada de US$ 1,28 bilhão (aproximadamente R$ 6,6 bilhões). O Brasil figura entre os principais mercados de destino, assim como ocorre com a Hilux e o SW4.

O projeto contempla a geração de 3.600 vagas de emprego durante a fase de construção e 2.600 posições diretas e indiretas após a operação, englobando também a rede de fornecedores.

A nova Toyota Hilux deve ser introduzida no mercado brasileiro no começo de 2027, inicialmente com o motor 2.8 turbodiesel, que possui 204 cv e 50,9 kgfm. A versão híbrida leve, equipada com sistema elétrico de 48 V, tem previsão de lançamento para o segundo trimestre. Já a produção da nova versão SW4 na Argentina está agendada para março ou abril do mesmo ano, embora a Toyota ainda não tenha confirmado essas datas oficialmente.

A versão 100% elétrica deve iniciar sua produção no final de 2027, com chegada ao Brasil prevista para 2028. Este modelo conta com dois motores, um em cada eixo, oferecendo potência combinada de 196 cv e torque de 20,9 kgfm no eixo dianteiro e 27,4 kgfm no traseiro, além de tração integral permanente. Sua bateria de 59,2 kWh assegura uma autonomia estimada de 240 km sob o ciclo europeu WLTP. Adicionalmente, ela suporta uma capacidade de carga de 715 kg e de reboque de 1.600 kg.

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A decisão da Toyota de investir US$ 1,34 bilhão em uma fábrica de veículos totalmente elétricos na província de Buenos Aires, em Zárate, não é apenas uma declaração corporativa, mas o sinal mais claro de que os fabricantes tradicionais de automóveis estão mudando de tática defensiva para ofensiva na região, onde as marcas chinesas alteraram drasticamente o mapa competitivo nos últimos dois anos.

O Ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, classificou este investimento como o maior da história da indústria automobilística do país, e os números confirmam essa superioridade. O projeto, aprovado sob o esquema de incentivo a grandes investimentos RIGI da Argentina como o primeiro beneficiário automotivo, deve garantir um exportação anual de US$ 1,28 bilhão, com cerca de 70% da produção destinada a mercados fora da Argentina. Ele também apoiará mais de 3600 empregos na fase de construção e mais 2600 empregos diretos e indiretos após o lançamento.

Este projeto expande a presença da Toyota em Zárate, iniciada em 1997, onde a empresa já fabrica modelos Hilux, SW4 e, desde 2024, a van Hiace. O que é particularmente importante é que a fábrica está posicionada como uma base de produção voltada para a exportação de veículos elétricos em toda a América Latina, e não apenas para o mercado interno argentino.

Essa orientação para a exportação é muito significativa diante da penetração ativa dos fabricantes de automóveis chineses, como a BYD, na América do Sul nos últimos dois anos. A situação mudou drasticamente: o mercado de veículos elétricos na Argentina mal existia há um ano, mas alguns analistas preveem que, até o início de 2027, a participação de veículos elétricos no país pode ultrapassar os índices dos EUA.

No Brasil, o maior mercado da região, a participação de veículos elétricos atingiu 12,7% no primeiro trimestre deste ano, e espera-se que em 2026 o país produza entre 250.000 e 300.000 carros elétricos para o mercado interno. Este é o primeiro ano em que o país terá produção local significativa de veículos elétricos, grande parte dela será realizada com base em pelo menos seis fábricas de montagem chinesas em expansão simultaneamente.

Os jogadores estabelecidos também estão reagindo, optando pela localização em vez da retirada. A Renault, que possui uma fábrica em Córdoba em parceria com a chinesa Geely, anunciou no início deste mês a criação de um modelo de picape completamente novo, destinado especificamente aos compradores sul-americanos. Os crescentes impostos de importação de novas fontes de energia no Brasil, que se aproximam de 35% até meados de 2026, forçam até mesmo participantes chineses, como a Changan, que agora está em joint venture com o grupo brasileiro CAOA, a produzir localmente, em vez de exportar carros prontos através do Oceano Pacífico.

Esta tendência é consistente: vence quem controla a montagem local, e não apenas o reconhecimento da marca, pois é quem melhor poderá competir em preço após o aumento das tarifas. O cálculo da Toyota se alinha perfeitamente a essa lógica. Em vez de ceder terreno em um mercado onde sua Hilux e linha de modelos existente já gozam de forte lealdade, a Toyota, juntamente com a Volkswagen, detém cerca de 15% das vendas de carros novos na Argentina, e a empresa aposta no aumento da capacidade de produção e potencial de exportação. A Toyota espera que a fábrica, apoiada pelo RIGI e com isenções fiscais, consiga produzir veículos elétricos competitivamente o suficiente para resistir aos concorrentes chineses em toda a região.

Esta é uma estratégia que outros fabricantes tradicionais estão repetindo silenciosamente: Volkswagen, Nissan e Honda sofreram perdas financeiras este ano relacionadas a tarifas, custos de estratégia de veículos elétricos e concorrência chinesa, o que os impulsiona a apostar em estratégias de localização semelhantes, em vez de se retirar completamente do mercado.

A importância do anúncio da Toyota é sublinhada por seus prazos e apresentação. Analistas que acompanham a região descreveram a expansão das empresas chinesas como um 'momento de desenvolvimento salto' em mercados que os fabricantes ocidentais consideravam secundários por muito tempo. O passo da Toyota mostra que este momento não ficou sem resposta: os fabricantes tradicionais agora estão investindo em uma escala que corresponde, e não apenas reage às ambições da China. O verdadeiro teste será se a produção expandida em Zárate conseguirá competir em custo com os veículos elétricos chineses que chegam sob barreiras de importação decrescentes, e se isso será considerado uma verdadeira resistência ou apenas uma retração de um jogador estabelecido que protege seu último ponto de apoio.

Funcionários da Toyota treinam robôs humanoides para tarefas na linha de produção
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Funcionários da Toyota treinam robôs humanoides para tarefas na linha de produção

A Toyota, uma das maiores montadoras, está investindo significativamente em inteligência artificial. Atualmente, colaboradores da empresa japonesa estão dedicando-se ao treinamento de robôs humanoides para que estes possam executar atividades nas linhas de montagem. Contudo, a Toyota esclarece que seu plano não inclui a substituição desses trabalhadores.

De acordo com o Nikkei Asia, a companhia planeja injetar US$ 6,4 bilhões (o equivalente a R$ 31,5 bilhões, considerando a conversão direta) anualmente a partir de 2028. Este investimento visa incorporar mais 400 mil robôs em suas fábricas, distribuídos por diversos processos da empresa.

Outras fabricantes globais já possuem robôs operando em suas linhas de produção. Entre elas, destaca-se a Hyundai, sul-coreana, que emprega modelos Atlas da Boston Dynamics, e a BYD, chinesa, que utiliza um modelo desenvolvido internamente.

Os robôs denominados ELEY possuem um design com rodas, dois braços e mãos, e serão aplicados em trabalhos que exigem alta precisão. O processo de treinamento é conduzido pelos próprios funcionários das fábricas, em uma modalidade que se assemelha a um estágio. Conforme relatado pelo Ars Technica, os trabalhadores utilizam moldes baseados nas mãos dos robôs para realizar certas tarefas que demandam maior exatidão. Posteriormente, esses movimentos serão incorporados ao aprendizado de máquina e replicados pelos humanoides.

É relevante mencionar que, em junho deste ano, aproximadamente 300 funcionários da Ford foram readmitidos para auxiliar no treinamento da IA implementada pela montadora, numa iniciativa para corrigir falhas no processo de automação. Embora isso demonstre a importância contínua da mão de obra humana, casos de demissões em massa após tais períodos são recorrentes.

Esta nova função de treinamento para os seres humanos ocorre em um contexto de crescentes preocupações mundiais sobre o futuro da inteligência artificial. Um estudo recente do Pew Research Center apontou o receio da população em relação à IA no ambiente corporativo, abrangendo tanto o Japão quanto os Estados Unidos, países onde se localizam cerca de 70 fábricas da Toyota.

Mesmo antes da introdução dos robôs humanoides, as montadoras já faziam uso de modelos industriais em suas linhas. Componentes automatizados, como braços mecânicos, integram os processos de fabricação de peças, montagem e outras fases produtivas.

Segundo a Federação Internacional de Robótica, o Japão figura como o segundo país com maior número de robôs industriais, registrando mais de 450 mil unidades em 2024, ficando atrás apenas da China, que possui 2 milhões de modelos em operação. Os Estados Unidos registram 34,2 mil unidades.

Com a chegada dos robôs humanoides, observa-se uma tendência no setor automotivo, com várias montadoras internacionais adotando a aplicação de IA física. Em junho, Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, comentou que a produção de unidades desse tipo é facilitada pelas similaridades entre as tecnologias usadas no desenvolvimento de hardware e software para veículos elétricos.

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