Um homem de 69 anos foi encontrado morto dentro de sua residência na última quarta-feira, dia 30, no centro de Gravataí, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre. A vítima, identificada como Maurício Gomes Dutra, possuía deficiência intelectual e era bastante reconhecida na cidade. A Polícia Civil classificou o incidente como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.
Maurício residia com sua mãe, de 94 anos. O indivíduo suspeito conseguiu subtrair o aparelho celular da vítima, além de cartões de crédito e dinheiro pertencentes a uma cuidadora. O delegado Wagner Dalcin explicou que a linha de investigação é latrocínio devido à subtração de bens tanto da cuidadora quanto da vítima, mencionando que foram roubados cartões e dinheiro dela, e o celular da vítima.
A Polícia Civil disponibilizou imagens de uma câmera de vigilância da área, nas quais se vê um suspeito se afastando da rua logo após a ocorrência. De acordo com as autoridades policiais, as características físicas e vestimentas da pessoa filmada correspondem à descrição fornecida pela cuidadora do homem. As investigações continuam em curso, com a análise de outras câmeras de segurança e a espera pelos resultados das perícias conduzidas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).
Comoção na cidade
O falecimento de Maurício causou grande comoção em Gravataí, levando a prefeitura a decretar luto oficial pelo período de três dias no município. A vítima era o primeiro estudante da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) na cidade. Abel Cardoso Olmedo, presidente da entidade, expressou seu pesar, afirmando que, embora a cidade estivesse em luto, era importante manter a lembrança do sorriso dele.
O velório aconteceu na quinta-feira, na Igreja Nossa Senhora dos Anjos, situada na área central da cidade. Diversos moradores destacaram o forte vínculo de Maurício com a comunidade local. O empresário Chico Pereira afirmou que Maurício era um ídolo e uma pessoa querida por toda a população, pois ajudava na própria igreja. A moradora Dolores Cauduro também enfatizou sua notoriedade, relatando que ele participava de todas as atividades da igreja e prestava auxílio em diversas comunidades.
Maria Pereira reforçou o sentimento coletivo, dizendo que Maurício era muito querido e conhecido por todos em Gravataí, participando de tudo e sendo uma pessoa especial para a comunidade, lamentando profundamente o ocorrido.

