Crise de combustível na Bolívia gera longas filas e aumenta demanda em postos de Corumbá
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Crise de combustível na Bolívia gera longas filas e aumenta demanda em postos de Corumbá

A escassez de combustíveis que afeta a Bolívia nos últimos quatro dias tem causado mudanças na rotina da fronteira e movimentado o comércio local em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Residentes do país vizinho, particularmente de Puerto Quijarro, estão atravessando a fronteira brasileira em busca de gasolina e diesel para manter seus veículos em funcionamento.

Os postos de Corumbá sentiram o impacto imediatamente, registrando um aumento contínuo no tráfego de veículos com matrículas estrangeiras ao longo da semana, o que impulsionou as vendas na região. Alessandro Moraes, gerente administrativo, observou que houve um crescimento significativo nas vendas, estimando um aumento de cerca de 40% em comparação com períodos anteriores sem a crise na Bolívia.

Apesar do aumento na procura, a infraestrutura dos postos da cidade tem conseguido suprir a demanda, que abrange desde automóveis e vans até grandes frotas de caminhões bolivianos. Moraes ressaltou que a capacidade de atendimento é mantida graças à boa estrutura, ao número adequado de funcionários e frentistas, evitando assim problemas de abastecimento.

Longas filas e impactos na rotina

No lado boliviano da fronteira, a situação é descrita como crítica. Motoristas relatam enfrentar filas extensas ao lado das rodovias, com veículos permanecendo parados no acostamento por vários dias aguardando o fornecimento de combustível.

Neste cenário, caminhões-tanque com capacidade máxima de 25 mil litros estão começando a chegar gradualmente, numa tentativa de restabelecer o abastecimento na região. Diante da paralisação, alguns moradores estão adotando soluções provisórias. Rosa Silez, uma comerciante, relatou ter ficado parada na fila por dois dias e ter precisado ir a Corumbá para comprar combustível em um galão.

A crise de abastecimento foi intensificada nos últimos dias devido à interrupção do transporte de diesel e gasolina por caminhões-tanque. De acordo com a estatal boliviana YPFB, a ausência desse transporte afetou a distribuição dos combustíveis aos postos e gerou filas em Santa Cruz e outras áreas do país. Em 30 de setembro, a empresa havia anunciado um acordo com representantes dos transportadores visando a retomada gradual do serviço.

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