Mãe de estudante impedido de vestibular da UFG por uso de bomba de insulina afirma que ele se sentiu culpado
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Mãe de estudante impedido de vestibular da UFG por uso de bomba de insulina afirma que ele se sentiu culpado

A mãe do estudante João Pedro Ladislau, de 17 anos, relatou ao g1 que seu filho foi impedido de participar do vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG) devido ao uso de uma bomba de insulina. Após perder a chance, João Pedro sentiu culpa, mas sua mãe, Alana Ladislau, o aconselhou, dizendo: «Eu mostrei para ele que ele não pode se sentir assim.»

O incidente ocorreu no último domingo (27). O Instituto Verbena, responsável pela aplicação das provas, emitiu uma nota informando que o uso de equipamentos médicos, como a bomba de insulina, exige comunicação prévia à comissão organizadora por e-mail com, no mínimo, três dias de antecedência da prova. Alana Ladislau esclareceu que havia tentado contatar o instituto dois meses antes do exame, mas enfrentou dificuldades para registrar o laudo médico.

Alana enfatizou que João se sentiu como se estivesse «cometendo um crime», reforçando para ele a importância do dispositivo e que ele não deveria se sentir mal por utilizá-lo. Ela declarou: «Ele tem que enfrentar as adversidades e saber dos seus direitos, pois esse aparelho salva a vida dele todos os dias e não é um crime usá-lo.»

A mãe explicou ao g1 que João é diabético desde a idade de um ano e, consequentemente, viveu restrições impostas pela doença desde a infância. Para Alana, o uso da bomba de insulina foi vital para elevar a qualidade de vida de João. Ela lamentou a exclusão do jovem do exame, criticando a situação atual: «Se fosse há 15 anos atrás, quando ele já fazia uso de bomba de insulina... ok! Mas estamos em 2026, o mundo está na palma da mão. Eles não deixaram ele fazer a prova nem sem a bomba de insulina pq ele sugeriu colocar ela no saquinho onde guarda os celulares».

Alana concluiu que o episódio serviu para ensinar o filho a perseverar diante de futuros desafios, esperando que o próximo exame, o Enem, ocorra sem problemas semelhantes. João Pedro foi barrado na prova da UFG por utilizar o Sistema de Infusão Contínua de Insulina. Ele procurou a coordenação no local antes do início do exame para notificar a necessidade do uso da bomba, mas, apesar de tentar argumentar, foi informado de que não poderia realizar a prova e foi removido do local. Mais tarde, ele comentou que, com a repercussão do caso, sentia-se mais tranquilo, pois muitas pessoas passaram por experiências parecidas.

Posicionamento do Instituto Verbena

O Instituto Verbena/UFG esclareceu que o candidato recebeu orientações antes da aplicação sobre os procedimentos necessários para solicitar a condição especial para uso da bomba de insulina, incluindo a indicação no sistema e o envio do laudo médico. O Instituto também frisou que a solicitação da condição especial não dependia do pagamento de uma nova taxa de inscrição.

Em relação à dificuldade de anexar o laudo médico, o Instituto solicitou uma captura de tela da mensagem de erro ou da tela exibida para verificação, mas tal registro não foi enviado e nenhuma falha no sistema foi detectada. O Edital nº 16/2026, em seu item 5.12.1, determina que quem usa bomba de insulina deve avisar a Comissão Organizadora previamente por e-mail e apresentar a documentação em até três dias úteis antes da prova. Embora o candidato tenha recebido orientação, ele não formalizou a solicitação com a documentação exigida dentro do prazo estipulado. A situação foi levada à coordenação apenas no dia da prova, momento em que a análise prévia e adoção de medidas necessárias já eram impossíveis.

O Instituto Verbena/UFG informou que o edital (Item 5.8) não prevê nova chance para casos de falta de solicitação prévia ou descumprimento dos prazos. A organização reafirmou que forneceu as orientações adequadas e que o cumprimento das regras visa assegurar igualdade, segurança e regularidade no processo seletivo.

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O crime de estupro de vulnerável é definido como aquele que atinge vítimas com menos de 14 anos, ou indivíduos que, devido a doenças ou deficiências mentais, não conseguem entender o ato sexual, ou que, por qualquer outro motivo, são incapazes de resistir.

Em contraste, outros oito indicadores de criminalidade analisados no levantamento registraram diminuições. Os casos de estupro geral caíram de 13 para 11 registros, representando uma redução de 15,38%. Os homicídios sofreram uma queda acentuada, passando de 11 registros em agosto de 2025 para apenas cinco em agosto de 2026, o que corresponde a uma redução de 54,55%. As tentativas de homicídio também diminuíram, caindo de 16 para 13 ocorrências, uma redução de 18,75%.

Furtos concentram o maior número de registros

Os furtos foram o tipo de delito com maior volume de registros em agosto de 2026, totalizando 919 ocorrências na área. Apesar desse volume, os furtos apresentaram a maior redução em termos absolutos, pois houve 136 casos a menos em comparação com agosto de 2025, quando foram registrados 1.055 casos, configurando uma queda de 12,89%. Os furtos de veículos também diminuíram, passando de 240 para 195 ocorrências, o que representa uma redução de 18,75%. Já os roubos registraram uma queda de 19,35%, caindo de 403 para 325 registros.

Especificamente na categoria de roubo de veículo, o total caiu de 125 para 78 ocorrências, indicando uma redução de 37,6%.

Roubos de carga têm a maior queda percentual

Entre todos os indicadores avaliados, os roubos de carga demonstraram a maior redução percentual. Em agosto de 2026, foram registrados apenas três casos, em comparação com dez casos no mesmo mês de 2025, resultando em uma queda de 70%, ou seja, sete ocorrências a menos. Os roubos de veículos também apresentaram declínio, reduzindo de 125 para 78 registros, uma queda de 37,6%, o que significa 47 ocorrências a menos entre os dois períodos.

Adicionalmente, os roubos caíram de 403 para 325 registros, uma redução de 19,35%, e nesse cenário, a região registrou 78 ocorrências a menos.

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