Setembro de 2026 registrou a maior temperatura média em quase 60 anos no Amapá, atingindo 34,6 ºC
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Setembro de 2026 registrou a maior temperatura média em quase 60 anos no Amapá, atingindo 34,6 ºC

O mês de setembro de 2026 encerrou-se com um calor recorde no Amapá, visto que a média das temperaturas alcançou 34,6 ºC, o valor mais alto registrado nos últimos 58 anos. De acordo com o Núcleo de Hidrometeorologia e Energia Renováveis (NHMET-Iepa), esse aumento térmico está diretamente relacionado aos efeitos do El Niño.

Em 2023, a média máxima já havia sido de 33,9 ºC, sinalizando uma tendência de elevação. Geralmente, os picos de temperatura mais intensos são observados entre os meses de setembro e outubro.

O meteorologista Jefferson Vilhena esclareceu que os impactos do El Niño já eram previsíveis e que a tendência aponta para um agravamento do calor nos próximos dias. Ele afirmou que o fenômeno já está afetando a região, causando elevação das temperaturas e diminuição das chuvas, e que a seca observada em setembro deve se intensificar em outubro.

O Iepa antecipa novos momentos de calor intenso para o mês de outubro, concentrados especialmente nos municípios localizados nas regiões Sul, Centro-Oeste e Leste do estado. O episódio anterior, ocorrido em 2024, foi responsável pelo registro do ano mais quente já documentado. Este fenômeno aquece as águas do Oceano Pacífico, alterando o clima global, o que resulta em chuvas fortes em certas áreas e secas em outras.

Conforme a projeção do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), os meses vindouros serão caracterizados por pouca precipitação, que será bastante localizada e intercalada por extensos períodos de estiagem.

As chuvas previstas ocorrerão em episódios convectivos isolados, ou seja, pancadas rápidas e restritas, com volumes mensais que podem ficar abaixo de 20 mm durante setembro e outubro. Além disso, a menor quantidade de cobertura de nuvens, combinada com a baixa umidade do ar, intensificará a incidência de radiação solar direta sobre o estado, aumentando o desconforto térmico da população.

Os longos intervalos sem chuva também prejudicam a capacidade do solo de recuperar sua umidade e restringem o reabastecimento dos níveis de rios e igarapés do Amapá.

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